Bolsa feminina traz segurança à mulher moderna

Por: Carla Sanches

Carteira, celular, chave, óculos de sol, maquiagem, escova de cabelo, absorvente, câmera digital, remédio, agenda e caneta. Esses são apenas alguns dos itens que a maioria das mulheres carrega em suas bolsas.

A pesquisa “In Your Purse: Archaeology of the American Handbag” (Dentro de sua Bolsa: Arqueologia da Bolsa Americana) revelou que a bolsa feminina é uma fonte de segurança para a mulher moderna. De acordo com o estudo inédito, que abriu as bolsas de 100 mulheres americanas entre 18 e 64 anos, o acessório é “um lar fora do lar” que, se bem equipado, faz com que a mulher se sinta preparada para “enfrentar o mundo”.

Através de entrevistas individuais e de um inventário de todos os produtos encontrados, a pesquisa procurou conhecer o conteúdo e o contexto do aparato feminino. Descobriu-se, por exemplo, que a mulher carrega, em média, 67 itens e que cada mulher possui, também em média, 2,4 bolsas, que são utilizadas em rodízio e entre as quais move os principais artigos de que necessita.

A estudante de história Paula Ferraz, de 21 anos, tem o costume de sair sempre com o acessório. “É muito raro eu sair de casa sem uma bolsa. Quando isso acontece, sinto como se estivesse faltando alguma coisa. Não me sinto completa”, destaca. Paula reveza, em média, quatro bolsas durante a semana. Para ela, o acessório tem que combinar com a roupa e com a função, por isso possui bolsas de várias cores e de vários tamanhos.

A dentista Rita Junqueira, de 48 anos, usa cerca de oito bolsas durante a semana e afirma não se sentir bem quando não sai de casa com todos os itens que acha necessários. “Ontem mesmo eu me esqueci de colocar o batom dentro da bolsa. Fiquei tão insegura que parei na primeira farmácia que tinha no caminho e comprei um”, conta. Ouça.

Para a psicóloga Maria Beatriz Dias, a bolsa realmente dá segurança à mulher. Ela explica que “a dependência que a mulher tem com sua bolsa está relacionada com a vaidade e com a importância excessiva que a sociedade dá à estética. Quanto mais insegura emocionalmente for a mulher, maior será o grau dessa relação”. A psicóloga afirma também que cabe a cada uma fazer com que essa dependência não chegue a ser uma escravidão.

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