Secretaria de Assistência Social de Juiz de Fora realiza novo diagnóstico da população de rua

Pesquisa não era feita há quatro anos na cidade; Levantamento vai permitir traçar políticas públicas para moradores de rua e trabalhadores informais

Por Mariana do Amaral Antunes

SAS quer saber quantos e como são os moradores de rua em Juiz de Fora

A Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura de Juiz de Fora começou no mês de setembro um levantamento que pretende diagnosticar o perfil da população de rua na cidade. Essa é a segunda vez que o município realiza o trabalho, desenvolvido pelo Departamento de Medidas Sócio Jurídicas (DMSJ) da Secretaria, com abordagem da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) População de Rua e estagiários de assistência social contratados pela Prefeitura para o levantamento.  A última pesquisa foi realizada em 2006.

Além de moradores de rua, o levantamento também pretende traçar o perfil de crianças e adolescentes em situação de risco e trabalhadores informais, como artistas de rua, catadores e flanelinhas – este último devido à demanda da Câmara de Vereadores.

Segundo o SAS, o objetivo é pensar,  com o resultado em mãos, em novas diretrizes e políticas públicas para melhorar a situação de vida desses grupos na cidade e região.

Como está sendo feito

A pesquisa está sendo desenvolvida com base em um mapeamento que divide a cidade por áreas com maior incidência de moradores de rua, que, de acordo com Silvana Barbosa, secretária de Assistência Social, são no centro o Parque Halfeld, Praça Jarbas de Lery, Praça da Estação, Praça Antônio Carlos e Rua Barbosa Lima. Serão aplicados questionários socioeconômicos e também feita uma ação paralela de divulgação das estruturas voltadas para o morador de rua que se encontram à disposição na cidade.

Para a assistente social Rita Fajardo, população de rua também tem direitos e necessita de políticas públicas específicas

Para a assistente social Rita Fajardo, chefe do Departamento de Medidas Sócio Jurídicas do SAS e responsável pela análise, a metodologia que está sendo utilizada pelo Creas e pelos estagiários para a abordagem do público-alvo é fundamental para o sucesso da pesquisa.

“Informações como: onde está essa população de rua, qual o melhor horário e melhor forma para aproximar, e quais dados devem ser levantados estão sendo considerados para que possamos saber, de fato, quem vive nas ruas e quem acessa os equipamentos da assistência social na cidade”, ressalta a assistente social.


Por que realizar o novo levantamento? Ouça a entrevista

Morador de rua também tem direitos

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