A indústria em Juiz de Fora

Usina de Marmelos, marco do desenvolvimento

Usina de Marmelos, marco do desenvolvimento

Renan Caixeiro – 24/06/09

Juiz de Fora foi uma cidade que nasceu às margens do Caminho Novo – estrada construída por volta de 1700, que servia para o transporte de ouro de Vila Rica (Ouro Preto) ao Rio de Janeiro. Povoados surgiram ao longo do caminho, dentre eles Santo Antônio do Paraibuna, em 1820. Trinta anos depois o povoado ganhou o status de cidade e, em 1865, recebeu o nome atual.

O município cresceu com a cultura do café. “Juiz de Fora se não era a maior, estava entre os municípios mineiros com maior produção de café na época. Isto provocou um acúmulo enorme de capitais que, com o fim da escravidão, foram redirecionados para outras atividades”, explica o historiador Ângelo Carrara. O alto poder de investimento e a posição geográfica impulsionaram as manufaturas da cidade.

O industrial Bernardo Mascarenhas, natural de Curvelo (MG), foi um dos principais responsáveis pela industrialização de Juiz de Fora. Em 14 de maio de 1888, ele abriu a Tecelagem Mascarenhas, uma das mais prósperas da cidade que viria a ser fechada quase 100 anos depois, em 1984. Através de um acordo entre governos federal e municipal, o prédio da Tecelagem foi cedido à Prefeitura, que criou o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, localizado na Avenida Getúlio Vargas.

Avenida Rio Branco em 1930

Avenida Rio Branco em 1930

Em 1889, Mascarenhas fundou Marmelos, a primeira usina hidrelétrica da América do Sul. A energia trouxe novo gás para as pequenas manufaturas, que começaram a crescer. A segunda metade do século XIX trouxe a criação de mais de 150 indústrias na cidade. As de maiores destaque foram a Fundição Kascher (1865), Curtume Krambeck (1877), S.A. Henrique Surerus (1886), Cia. de Fiação e Tecelagem Mineira (1887) e Cia. Têxtil Bernardo Mascarenhas (1888).

Confira um vídeo que resume a história industrial da cidade

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