Internet para todos – a verdadeira inclusão digital

 Natália Rangel - 24/06/09

Foto: Divulgação

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A expressão “acessibilidade” está presente, hoje, em diversas áreas. Na informática, não poderia ser diferente. Afinal, ela representa para o usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o de eliminação de barreiras, disponibilidade de comunicação e acesso físico a equipamentos e programas adequados, além de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos.

Tornar um site acessível a portadores de deficiência, além de significar dignidade humana, também representa uma boa oportunidade de negócios. “Esse é um público que não tem muitas opções disponíveis na internet, portanto, dar a eles a atenção que merecem aumenta as chances de conquistar clientes fiéis”, avalia o psicólogo e fundador da Associação de Livre Apoio ao Excepcional, a Alae, em Juiz de Fora, Luiz Gonzaga Chafi.                 

Luiz Gonzaga Chafi, fundador da Alae

Luiz Gonzaga Chafi, fundador da Alae

E como tornar um site acessível? De acordo com o programador Tássio Knop, apenas os selos de indicação de que a página passou por um avaliador de acessibilidade já não são suficientes. “É comum pensarmos apenas em cegos quando falamos em acessibilidade para internet, mas é preciso ter um projeto que atenda aos portadores de deficiências de diversos tipos.”, diz.            

O site da revista de informática e tecnologia PCWorld  apresenta dicas para se ter um site acessível a deficientes visuais e as adaptações que são necessárias para permitir o acesso dessas pessoas. Todo o conteúdo do site é baseado na portaria da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, publicada em maio do ano passado, que traz recomendações para que todos os links do governo federal sejam adaptados, de modo a permitir o acesso às mais de 16,5 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência, em especial os deficientes visuais e auditivos.

A Síndrome de Down na onda do youtube  e do orkut

Atualmente, os veículos de comunicação e, principalmente, a internet já evidenciam uma sociedade mais consciente e informada sobre a Síndrome de Down. As iniciativas contra o preconceito na mídia contribuem para a inclusão dos portadores de maneira mais sábia e responsável.

No orkut existem dezenas de comunidades relacionadas à Síndrome de Down, cujos tópicos vão desde “como foi receber a notícia que seu filho é down” a “o motorista do ônibus pára para você?”. As descrições das comunidades focam no fim do preconceito e os participantes se mostram dispostos a quebrar tabus, saber e trocar informações sobre a síndrome.

Outro site de muita repercussão que possui vídeos relacionados ao tema é o youtube. O vídeo “Nunca subestime um síndrome de down” produzido pela Associação “Sociedade Síndrome de Down” conta a história de Mariana, portadora da síndrome, de 22 anos. Ele vem, mais uma vez, para lutar contra o preconceito e os tabus da sociedade. No vídeo a moça vive um dia de serviço na lanchonete em que trabalha servindo mesas.

Vinicius e sua namorada, Solinéia

Vinicius e sua namorada, Solinéia

E o que se pode ver é que esses sites não atraem só parentes, amigos ou pessoas que lutam pela causa da deficiência. Os próprios portadores estão conectados na web e têm acesso a esses conteúdos. Um exemplo disso é o juizforano Vinicius Hallack. Portador da Síndrome de Down, ele acessa sua página de relacionamentos todos os dias. A irmã de Vinícius, Laila Hallack conta que partiu dela a iniciativa de criar um perfil para o irmão no orkut. “Eu decidi fazer um perfil para ele, porque ele sempre me via acessando o meu e fazia muitas perguntas sobre o site. No início, eu acessava para ele também, diariamente, mas hoje em dia, ele já sabe e mexe sozinho. Todos os dias tem o seu horário de acessar”. Em sua página, Vinícius tem amigos de várias partes do país que também são portadores da Síndrome de Down, além dos familiares, que também o apóiam.

Assista ao vídeo “Sociedade Síndrome de Down”.

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