Catadores de Materiais Recicláveis Podem Causar Problemas no Trânsito

Por Guilherme Monteiro

O trânsito em Juiz de Fora enfrenta novos problemas a cada dia. A grande quantidade de veículos prejudica o fluxo nas principais avenidas da cidade. O estado de conservação da vias e as obras em algumas ruas comprometem ainda mais a circulação dos automóveis. Dentro deste cenário problemático aparecem os catadores de materiais recicláveis. Com seus carrinhos em que armazenam os objetos coletados, eles circulam pelas ruas de Juiz de Fora e podem causar acidentes ou atrapalhar o fluxo do trânsito. Foi o que aconteceu no último dia 27 na Rua São Mateus, quando um carrinho de um catador ocupava uma pista da via de mão dupla.

Catador de papel circula com seu carrinho na Rua Floriano Peixoto

Catador de papel circula com seu carrinho na Rua Floriano Peixoto

O problema gera reclamações de condutores. O taxista Fernando Luís Falco diz que isso acontece freqüentemente: “Isso sempre ocorre. Ontem mesmo de manhã a Avenida Independência ficou parada. Eu pensei que fosse um acidente, mas quando vi era um catador de papel com seu carrinho em plena contramão”.

O também taxista Domingos Moraes afirma que o problema existe, mas considera o lado dos catadores: ”Eles podem atrapalhar o trânsito e até causarem acidentes. Entretanto eles fazem esse trabalho para sobreviver.”

O catador de papel José Bernardino Filho trabalha há 15 anos nas ruas de Juiz de Fora. Ele comenta o problema: ”Faz muito tempo que eu trabalho com meu carrinho nas avenidas, eu nunca sofri acidentes, mas já escutei muita buzina na minha orelha.”

Em uma empresa no centro da cidade, José Bernardino deposita o material coletado

Em uma empresa no centro da cidade, José Bernardino deposita o material coletado

A questão dos acidentes é a principal preocupação da Secretaria de Tansportes e Trânsito (Settra). Para o Subsecretário de Mobilidade Urbana, Carlos Eduardo Muerer, no momento não há aproximação entre a Settra e as associações de catadores. De acordo com Muerer, a prefeitura pretende criar projetos visando orientar esses trabalhadores para que eles possam ter mais segurança e não atrapalhar o fluxo. Uma das orientações diz respeito ao horário de trabalho. Muerer sugere que os catadores deveriam atuar fora dos horários de pico, que são das seis às oito horas, de 11 às 13 horas e de 17 às 19 horas. O subsecretário insiste que essas questões devem ser resolvidas com um projeto de caráter social, desta forma o problema passaria a ser também da Secretaria de Assistência Social.

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