Exposição resgata a linguagem do desenho

Por Ana Paula Nascimento

Rico Lins - Máscara pop, 1992   Técnica Mista - BRASIL

Rico Lins - Máscara pop, 1992 - Técnica Mista - BRASIL

A exposição “Traços contemporâneos” do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) promove um resgate do desenho, uma forma de expressão que resiste aos tempos modernos da informática.

Estão expostas 15 obras originais de artistas de diversas culturas e países. São trabalhos de pequeno formato que permite ao observador um olhar minucioso de detalhes que levam à fuga dos equipamentos eletrônicos que já estão enraizados no cotidiano. Nas palavras de Marshall Mcluhan, meios que se tornaram extensões do homem.

Christian Lapie - Paraíso Suíte, 1992 - Desenho / Pintura - FRANÇA

Christian Lapie - Paraíso Suíte, 1992 Desenho / Pintura - FRANÇA

Mas apesar de remontar a história do homem e de suas primeiras manifestações de raciocínio e comunicação, as figuras que tem como suporte o papel são contemporâneas, conforme sugere o título da exposição, e datam da década de 1990.

O curador da exposição, Paulo Alvarez, aponta que mesmo com a diversidade de culturas e países dos artistas, é possível estabelecer um diálogo na linguagem do desenho.

Para Paulo, o desenho se torna uma forte tendência, uma vez que deixa de ser um esboço para se tornar uma linguagem específica. “O desenho propicia uma interface entre vários modos de expressão e áreas de conhecimento” explica.

Nas palavras da apresentação das obras no próprio Museu “são olhares individuais neste idioma universal”. A obra “Paraíso suíte” de Christian Lapie é uma técnica de desenho e pintura, que traz fotografias do Rio de Janeiro e recortes em papel de pessoas com um formato como se estivessem armadas.

Antony Gormley - Continente, 1992   Terra sobre papel - INGLATERRA

Antony Gormley - Continente, 1992 Terra sobre papel - INGLATERRA

Outro artista curioso é o inglês Antony Gormley que traz em seu desenho “Continente” algo bem parecido com as pinturas da pré-história utilizando terra sobre papel.

E o brasileiro Rico Lins fez um recorte que traz o rosto de Marilyn Monroe chamando “Máscara pop” utilizando uma técnica mista.

Para conferir esta manifestação do espaço do desenho que rompe fronteiras, basta ir até o Museu de Arte Murilo Mendes na Rua Benjamin Constant,790 de terça a sexta-feira de 10h a 18h e de 13h às 18h aos sábados e domingos.

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