Centro de informática para surdocegos funciona em Juiz de Fora

Por Ana Paula Nascimento

Na era informática, a dependência do computador se torna cada vez maior e, portanto, surge um novo desafio: desenvolver programas e aparelhos que possibilitem o acesso das pessoas com deficiências ao mundo da tecnologia.

A acessibilidade ultrapassa o direito de ir e vir no sentido de localidade para criar mecanismos que possibilitem, também, a independência na utilização desta ferramenta tão necessária.

IBTEC promeve acessibilidade a surdocegos

IBTEC promeve acessibilidade a surdocegos

Pensando nisso, o Instituto Bruno inaugurou um centro de informática acessível a pessoas surdocegas e com múltiplas deficiências. Trata-se do IBTEC. Os computadores doados à instituição foram equipados com softwares de digitação e leitura de tela e equipamentos como teclado em Braile, ampliadores de tela, leitores de material impresso, sistemas de vídeo-ampliação e lupas.

A guia-intérprete Gisele Viana da Silva trabalha há cinco anos no Instituto e comenta que os atendidos demonstram muita satisfação, porque ganham mais autonomia e independência com os equipamentos.

Marta é formada em Pedagogia e dá aula de Braile do Instituto Bruno

Marta utiliza a máquina de escrever em Braile

A professora de Braile, Marta de Lourdes Procópio, formada em Pedagogia, é cega e dá aulas na instituição desde 2003. Marta aponta que já houve avanço na sociedade, promovendo a inclusão das pessoas com deficiência. Hoje remédios e produtos diversos encontrados no supermercado já trazem o braile por exemplo. “Falta muita coisa ainda, o dinheiro, por exemplo, deveria ter o braile. Isso dificulta muito, porque o cego não tem como distinguir as notas”, conclui.

Raquel da Silva Costa, 22, perdeu 80% da visão na adolescência e teve dificuldades para continuar na escola. A jovem descobriu o Instituto Bruno quando foi pegar a carteirinha de passe para o transporte coletivo. Assim, procurou a entidade, começou a aprender Braile e, com o apoio da mãe, retomou os estudos.

Raquel utiliza os equipamentos adaptados e comemora as vantagens. “É tudo de bom para nós, porque estamos aprendendo e nos informando das coisas”. Ela ganhou um computador do Instituto com programas específicos para que possa dar continuidade ao trabalhos em sua casa.

Raquel usa programa de leitura de tela e recebe instruções de Gisele

Raquel usa programa de leitura de tela e recebe instruções de Gisele

O Instituto Bruno atende 62 pessoas surdocegas e com paralisia cerebral, prestando assistência médica e fisioterápica. Além disso, oferece oficinas de papelaria e disponibiliza o centro de informática.  Há 30 assistidos, que recebem orientações, doações e encaminhamentos para exames enquanto aguardam serem chamados, como doação de cadeira de rodas e cesta básica. A instituição oferece curso de Libras à comunidade e possui 3 vagas gratuitas por turma para deficiente auditivo e membros da família. Para o restante das vagas, há pagamento de mensalidade.

Para quem deseja ajudar, as concessionárias da Chevrolet estão recolhendo fraldas tamanho G, EG e cestas básicas para o  Instituto Bruno.  Após votação dos internautas, a entidade foi escolhida pela campanha Agilize aí para ser beneficiada com doações. Atualmente, o IBTEC precisa de um professor ou instrutor de informática voluntário. Outras informações pelo telefone 2102-4300.

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1 comentário

Arquivado em Ciência & Tecnologia

Uma resposta para “Centro de informática para surdocegos funciona em Juiz de Fora

  1. fernanda

    Olá sou Débora, uma dos 19 veradores mirins.
    Venho atraves desta, para pedir apoio e divulgação num importante trabalho do 1° ano do ensimo médio (manhã) da escola estadual Francisco Bernardino, aplicado pelo professor de geografia Júlio César de Freitas,
    onde estaremos debatendo sobre um assunto muito importante: Mineração (ferro e ouro) X Meio ambiente, haverá uma ”audiência” da discurssão na data: 09/10 ás 8:00 na escola Francisco Bernardino (Bairro Bairu).
    Agradeço atenção e todo apoio !
    Mais informaçoes: 32233271 / 84568905 > Débora Gonçalves.

    OBS: Faço parte neste trabalho da mídia que apoia a mineração, para o desenvolvimento sustentável.

    Grande Abraço !
    Débora .

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