Uni(di)versidade: as várias formas para ingressar no ensino superior

Por muito tempo, cursar uma faculdade era um privilégio de poucas pessoas. Essa realidade foi alterada e, hoje, o país busca uma democratização do acesso ao ensino superior

por Carolina Ferrari e Reginaldo Alves

 
Há exatamente noves meses, Fabiane Rodrigues, uma adolescente de 18 anos, saiu de Ubá para poder se dedicar aos estudos. A estudante veio para Juiz de Fora cursar pré-vestibular e foi morar com a tia, que é dona de uma pensão. O objetivo, ou melhor, o sonho da candidata, é conseguir uma das 3028 vagas, disponíveis no próximo vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Fabiane quer ser ser promotora

Fabiane quer ser ser promotora

Ao ser questionada sobre qual curso curso pretende fazer, Fabiane, também conhecida como Bia, é convicta da própria escolha: “com certeza Direito pois, através do curso, você tem uma projeção maior para fazer algo na sociedade. Além disso, muitas vezes você não precisa se submeter a outras pessoas, como chefes por exemplo”. Em relação às influências, a estudante se diz indiretamente motivada pelo trabalho de um promotor de sua cidade. “O país é carente de muitos elementos. Para mim, aquele que nunca deveria faltar é a justiça. Por esse motivo, futuramente quero ser promotora”, afirma a aluna.

A rotina de Fabiane é cansativa. Às seis da manhã ela acorda para poder conseguir chegar às sete horas no cursinho. Após aulas ininterruptas no período matutino, a adolescente almoça em algum restaurante do Centro da cidade. Na parte da tarde, a aluna tem aulas de matérias específicas, como Geografia, História e Português. O dia ainda não acabou para a candidata ao curso de Direito. À noite, ela chega na pensão, toma banho, faz um lanche e volta novamente sua atenção para os estudos até as 23h.

A rotina de estudos começa às 6 e vai até às 23h

A rotina de estudos começa às 6 e vai até às 23h

Apesar da pouca idade, Bia é uma veterana dos processos seletivos. Em 2006, ainda na primeira série do ensino médio, a estudante fez a primeira etapa da avaliação seriada da UFJF. No ano passado, a aluna teve que lidar com a frustração de não ter sido aprovada para o curso de Direito. No entanto, ela conseguiu a aprovação em Engenharia de Alimentos, no Centro Federal Técnico (Cefet-RJ). Mesmo com um resultado positivo, a ubaense sabia que esta não seria a escolha certa. “Minha mãe não me pressionou, mas meu pai falou para eu refletir sobre o curso, que está em expansão. Porém, eu sei o que vale a pena é o que me faz feliz, por isso vou investir no Direito”, declara Fabiane. (Confira a sonora da estudante.)

A realidade de Fabiane é parecida com a de muitos jovens. Aprender a lidar com a pressão dos familiares, não se cobrar demais, controlar o lado psicológico, analisar quais são as melhores opções de cursos e universidades, além de avaliar quais são as vantagens de se fazer fazer uso ou não de determinado processo seletivo são algumas das tarefas dos candidatos às vagas ao ensino superior. Porém, estas são práticas ainda recentes para aqueles almejam fazer uma faculdade.

Há algumas décadas, fazer um curso superior em uma universidade, fosse a instituição pública ou privada, era uma realização para poucos indivíduos. Para chegar até a graduação, o aluno precisava possuir uma formação escolar consolidada. Ou seja, estudar em bons colégios, sendo estes a maioria particular, ou então de cunho católico.

Eduardo Alfenas
Eduardo Alfenas

Eduardo Alfenas, 43 anos, ingressou na Pontifícia Universidade Católica (PUC- MG) em 1986. O então estudante cursou Filosofia durante três períodos. “Eu me recordo que havia poucas faculdades. As particulares eram voltadas para os filhinhos de papai e as federais para os alunos estudiosos, os chamados `cdf“. Naquele período, ou você tinha dinheiro para pagar o curso ou tinha inteligência para passar em uma universidade pública”, relembra.

 

Para matar a curiosidade… A história do vestibular

Em momentos de sufoco, quase desespero, muitos estudantes fazem a seguinte pergunta: Quem inventou o vestibular? Se eu soubesse… O complemento da frase varia de acordo com os ânimos de cada candidato.

O vestibular foi criado no Brasil, em 1911, por um político chamado Rivadávia Corrêa. Na época, ele era ministro da Justiça e dos Negócios Interiores, e decidiu fazer um exame para selecionar quem poderia entrar nas universidades públicas. Antes de 1911, só entravam nessas universidades estudantes vindos de colégios tradicionais, como o Dom Pedro II, do Rio de Janeiro. A partir daí, a avaliação de admissão se tornou uma obrigatoriedade no país. Porém, só em 1915 as provas passaram a ser chamadas de “vestibulares”, de acordo com o artigo n 11530.

Vestibular 2009 da UFJF
Vestibular 2009 da UFJF

Em 1964 foi criada a Fundação Carlos Chagas para seleção dos candidatos aos vestibulares em São Paulo. Os exames passam a ter questões de múltipla escolha, processadas em computadores. Quatro anos depois, estourava o movimento dos excedentes. Isso porque o número de vagas era menor que o de aprovados, e alguns estudantes ficaram revoltados com o processo seletivo vigente devido ao fato de que eles possuíam a média mínima para ingressar no ensino superior, porém, não havia vagas para todos. A partir daí, foi criada uma lei que instituía o sistema classificatório por nota máxima.

Em 1970, foi criada a Comissão Nacional do Vestibular Unificado. O objetivo era organizar o sistema no país. Seis anos depois, era implantada a FUVEST, em São Paulo. 20 anos após a formação deste órgão, foi aprovada a Lei de Diretrizes e Bases. Através dela, o ingresso ao ensino superior passa a ser feito via processo seletivo a critério de cada instituição. Desta forma, cada escola de ensino superior poderia definir quais métodos seriam os mais recorrentes e adequados.

Novas perspectivas

Atualmente, o cenário do ensino superior no país é outro. Por meio de uma ampliação para atender a demanda do mercado profissional. Segundo dados do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em 2007 existiam no Brasil 2.141 instituições de ensino superior particulares.

Obras da Faculdade de Engenharia
Obras na Faculdade de Engenharia

Nesse mesmo ano, as universidades públicas aderiram ao Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI). O objetivo desta ação é aumentar o número de vagas, ofertadas nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). “A proposta do REUNI nada mais é que uma reforma universitária, em que se conjugam esboços de crescimento da Universidade, intensificação do trabalho da capacidade que já está instalada, com um aporte de recursos por parte do Governo Federal. A UFJF exemplifica bem essa situação, pois já era uma instituição com um crescimento significativo e tem a possibilidade de intensificar esse processo com a adesão ao REUNI”, afirma Beatriz Teixeira, socióloga e professora do departamento de Ciências Sociais da UFJF.

A partir da adesão ao Reuni, as Universidades Federais terão que ampliar não somente o número de vagas, mas também a infra-estrutura. Criação de novos cursos, construção de prédios para salas de aulas e de laboratórios são algumas das atividades já realizadas em várias instituições do país, inclusive na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Entretanto, talvez a ação que tenha causado mais polêmica em todos os meios acadêmicos foram as mudanças feitas nos métodos de ingresso ao ensino superior. Na UFJF, por exemplo, as alterações foram bruscas. A primeira fase, a partir desse ano, será realizada em apenas um dia. Além da redução de um dia de prova, as questões de algumas disciplinas foram reduzidas significativamente.

Fotos dos aprovados no último vestibular
Fotos dos aprovados no último vestibular

As novidades não pararam por aí. Após vários anos consecutivos, o candidato a uma vaga na UFJF deveria realizar, na segunda etapa do vestibular, oito provas discursivas. Agora, serão cobrados apenas testes discursivos, relativos à área do curso pretendido. Além destas mudanças, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também adquiriu valor dentro do processo seletivo. Esta avaliação, que também sofreu mudanças nesse ano, pode ser utilizada ou não pelo estudante. O aluno poderá optar pela maior nota obtida, ou relativa à primeira fase do vestibular ou ao resultado do Enem.

A discussão sobre as novas formas de ingresso ao ensino superior da UFJF, além dos impactos dessas alterações na rotina dos estudantes,  são alguns dos temas que se tornaram recorrentes na sociedade juizforana. O ponto de vista de vários profissionais, como coordenadores acadêmicos de alguns colégios da cidade, fontes oficiais da Universidade, psicólogos e pais, além da visão dos alunos, você confere nesta reportagem.

Com que método eu vou?

 Na atualidade, o estudante que quiser ingressar no ensino superior, público ou privado, precisa ser avaliado de alguma forma. Em 1996, foi criada a Lei de Diretrizes e Bases, cuja definição aponta que cada instituição define o tipo de processo seletivo que será utilizado pela mesma. No país, existem os seguintes métodos:

Análise do Histórico Escolar e Currículo

A classificação é feita pela média aritmética (geralmente simples) de todas as notas obtidas pelo candidato no ensino médio. Cursos de idioma, informática e outros também podem significar pontos extras para os candidatos, mas esse tipo de avaliação não é muito comum.

Habilidade Específica

Trata-se da avaliação de noções práticas e teóricas sobre a área do curso que o candidato pretende cursar. Alguns cursos como Arquitetura, Artes Cênicas, Artes Plásticas e Música podem ter provas de habilidade específica.

O vestibular é o processo seletivo mais comum entre as universidades

O vestibular é o processo seletivo mais comum entre as universidades

Aptidão Física

Normalmente são testes que verificam se o candidato possui resistência e está apto para realizar todas as atividades do curso. O curso de Educação Física pode utilizar esse tipo de avaliação para eliminar parte dos candidatos

Enem

Os estudantes que estão terminando ou que já tenham concluído o ensino médio podem fazer a prova do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. Esse exame é opcional. Porém, neste ano, muitas instituições vão utilizar as notas dos alunos de maneira parcial ou total, variando de acordo com cada instituição. Algumas faculdades destinam parte de suas vagas para candidatos que tenham prestado o Enem. Outras utilizam a combinação da nota da prova com o resultado do vestibular.

Avaliação Seriada

Para participar desse tipo de avaliação o aluno deve se inscrever logo no 1º ano do ensino médio. São realizadas três provas, uma no final de cada ano do ensino médio. Cada prova é composta por questões relativas a assuntos estudados durante o ano em questão. Após o término da terceira prova se obtém a média final. O estudante também pode optar por prestar o vestibular tradicional e depois disso escolher a sua melhor nota para concorrer a uma vaga na instituição. A grande vantagem desse sistema é que o candidato pode melhorar seu desempenho ano a ano

Vestibular

Esse tipo de avaliação é realizada, na maioria, em duas etapas. A primeira é composta por questões objetivas de múltipla escolha, comuns a todos os candidatos de todos os cursos. A correção se dá por meio de leitura ótica e é essa primeira etapa que dá a nota de corte de todos os cursos. A segunda etapa é conhecida como “discursiva”. O candidato deve responder a questões específicas, relacionadas à área do curso escolhido.

 

As novas regras do jogo: as mudanças no vestibular da UFJF

 As regras já eram sabidas. Além do conhecimento das mesmas por parte dos candidatos, todos já sabiam como participar da competição. Outros jogadores, mais experientes, sempre tentavam passar algumas algumas “dicas” para os novatos. Alguns, muitas vezes, já se consideravam quase vitoriosos. No entanto, os juízes resolveram fazer algumas alterações nas normas da partida. Tais mudanças desestabilizaram a todos, principalmente os futuros participantes. Afinal, que jogo é esse? Trata-se de algum esporte? Na verdade, essa disputa permeia o cotidiano de milhares de estudantes brasileiros: o vestibular.

A partir desse ano, a segunda etapa contará com provas específicas, de acordo com o curso pretendido

A partir desse ano, a segunda etapa contará com provas específicas, de acordo com o curso pretendido

Até o ano passado, o vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora, o mais concorrido da Zona da Mata mineira, possuía um padrão bem específico. A primeira fase era realizada em dois dias. No primeiro, os candidatos faziam 40 questões de múltipla escolha de disciplinas como Língua portuguesa, Literatura, Física e Biologia. Já no segundo eram avaliados os conhecimentos de matérias como Matemática, Química, História e Geografia. Anteriormente, as duas etapas do processo seletivo eram realizadas apenas em Juiz de Fora, mas devido a grande procura, as avaliações com questões fechadas passaram a ser realizadas também em Belo Horizonte, Muriaé e Viçosa, em Minas Gerais, e ainda em Volta Redonda e Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Em relação à segunda etapa, esta que era um pesadelo para muitos alunos, o candidato deveria fazer provas específicas de todas as matérias. No total eram oito disciplinas: Língua portuguesa, Literatura, Física, Biologia, Matemática, Química, História e Geografia. As avaliações possuíam peso apenas como critério de desempate para os candidatos que apresentassem a mesma nota para o mesmo curso. A pontuação decrescente era um dos fatores primordiais do processo seletivo da UFJF.

Aulas preparatórias são cada vez mais comuns
Alunos no cursinho

Em 2006, o processo seletivo causou polêmica. Naquele ano, foi instituído o sistema de cotas raciais e cotas para alunos que estudaram até sete anos em escolas públicas. Por meio desse modelo, 50% (cinqüenta por cento) das vagas de cada um dos cursos eram destinadas aos estudantes da rede pública e outros 25% para os candidatos que autodeclaravam negros.

Em janeiro desse ano, um mês após a realização do vestibular 2009, a UFJF resolveu apresentar à sociedade algumas mudanças relativas ao processo seletivo do ano seguinte. Inicialmente, a comunidade acadêmica esperava pequenas alterações. No entanto, as novidades surpreenderam muitas pessoas, principalmente os candidatos.

De acordo com o novo modelo, o concurso Vestibular, que continuará sendo realizado em duas etapas, terá a primeira etapa constituída de uma única prova, idêntica para todos os candidatos, com 50 questões objetivas, distribuídas da seguinte forma: 10 questões de Língua Portuguesa, 10 questões de Matemática, 5 questões de Literatura, 5 questões de Geografia, 5 questões de História, 5 questões de Física, 5 questões de Química e 5 questões de Biologia. Outra novidade desta etapa diz respeito ao fato do candidato poder zerar o conteúdo de qualquer avaliação, sem implicar na desclassificação do mesmo.

A segunda etapa será constituída de duas provas discursivas com 10 questões cada, aplicadas em dois dias distintos, de acordo com a área de escolha do candidato. Confira o quadro abaixo:

Área

1º dia

2º dia

Exatas 5 questões de Língua Portuguesa5 questões de Matemática 5 questões de Física5 questões de Química
Saúde 5 questões de Língua Portuguesa5 questões de Biologia 5 questões de Física5 questões de Química
Humanas e Sociais Aplicadas 5 questões de Língua Portuguesa5 questões de Literatura 5 questões de Geografia5 questões de História
Economia e Administração 5 questões de Língua Portuguesa5 questões de Matemática 5 questões de Geografia5 questões de História

 No caso da avaliação seriada, o Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM)  I e II, as mudanças são mínimas. Houve apenas um rearranjo das questões com o objetivo de reduzir o número de  quatro para três dias de provas, que ficaram assim distribuídas:

Dedicação é primordial para a aprovação no vestibular

1º DIA- prova objetiva com 5 questões para cada disciplina: Língua Portuguesa, Matemática, Literatura, Geografia, História, Física, Química e Biologia, totalizando 40 questões.

2º DIA – prova com 8 questões discursivas, 2 para cada disciplina, sendo: Língua Portuguesa, Matemática, Química e Geografia.

3º DIA – prova com 8 questões também discursivas sendo 2 para Literatura, Física, Biologia e História.

Já no PISM III a mudança foi um pouco maior. Embora também aplicado em três dias, uma vez que, ao se inscrever no processo seletivo o candidato deve optar por um dos cursos da UFJF, o novo modelo procurou incorporar a metodologia usada no novo Vestibular, sem, entretanto, perder a característica do ingresso seriado. Desta forma , no primeiro dia, o candidato fará prova também com 40 questões objetivas sendo 5 para cada disciplina. Nos segundo e terceiro dias, o candidato fará uma prova discursiva com 10 questões, de acordo com a área de escolha do estudante.

O que os alunos acharam das mudanças no vestibular e PISM da UFJF?

DSC01828 Bernardo de Paula, 18, candidato ao curso de Medicina: “Não faz diferença, porque vai mudar para todo mundo”.
DSC01829 Norma Pífano, 19, candidata ao curso de Nutrição: “Achei que as mudanças foram boas, porque dividindo em áreas cada área tem uma habilidade específica. A primeira fase virou uma peneira”.
DSC01830 Thuanny Castilho, 18, candidata ao curso de Odontologia: “Eu gostei das mudanças, mas a prova poderia ser mais específica como a UFF”.

Uma mesma moeda: vários lados

Para a psicóloga Vivian Werneck, que trabalha no Cave Pré-Vestibular, é preciso ter cautela para analisar o novo modelo de prova adotado pela UFJF. “Os candidatos ficam muito ansiosos e não sabem como priorizar os estudos. Todo jogo tem uma estratégia para ser jogado, se você não sabe as regras, fica mais difícil de competir. Em relação à UFJF, por exemplo, os alunos estão se dedicando mais às provas específicas, mas mesmo assim voltando a atenção para todas as outras. Só vamos poder falar com mais propriedade sobre o assunto depois que tivermos os resultados desse ano”, argumenta. (Clique na janela abaixo e assista ao vídeo).

Entrevista com a psicóloga Vívian Werneck @ Yahoo! Video

Para a psicóloga, só no ano que vem é haverá uma melhor análise dessas mudanças
“É preciso esperar os resultados”

Em relação às novas diretrizes de estudo, a psicóloga afirma que é preciso que o candidato tenha foco. “Às vezes, é preciso se dedicar aquelas disciplinas em que o candidato se sobressai e deixar aquelas que o aumento do rendimento será mínimo. Um exemplo é a prova de português, que a maioria acha fácil. No entanto, é preciso dar mais atenção ao que parece simples. Uma outra situação é a Matemática e a Física, em que às vezes o aluno se esforça demais e fará apenas um ou dois pontos a mais, em relação a própria média “, declara.

A socióloga afirma que está havendo um processo de democratização no ensino superior
Beatriz é socióloga e professora da UFJF

A socióloga e professora do departamento de Ciências Sociais da UFJF, Beatriz Teixeira, declara que as modificações no processo seletivo da Universidade podem ser vistas como um fator benéfico para a sociedade. “O vestibular é visto como um funil da educação. Nós somos um país que escolariza poucas pessoas no ensino superior. Nos últimos anos, tem sido feito um esforço para ampliar o acesso às universidades. Qualquer tentativa de repensar as modalidades de ingresso às faculdades, eu vejo como uma democratização do acesso às mesmas”, afirma. (Ouça a sonora da socióloga sobre os possíveis rumos da educação no país)

Marlon é professor de Física
Marlon é professor de Física

Marlon Alcântara é professor de Física no curso Cave. Ele acredita que através desse novo modelo de avaliação o candidato terá que mostrar mais raciocínio e conhecimento geral sobre vários assuntos. Porém, o físico ressalta a reação da maioria dos alunos em relação às mudanças. “Eles reagiram com insegurança. Primeiro, o vestibular da UFJF foi alteradonas férias de janeiro. Esse vestibular veio sofrendo modificações até o meio do semestre. O processo foi todo remodelado. Imagine como fica a cabeça do aluno que se preparou 3 anos para fazer um tipo de prova e de repente, tudo é modificado”, ressalta.

 

 

Pais e familiares: uma mistura de apoio e pressão

 Os pais querem sempre o melhor para os filhos. Não há quem contrarie esta afirmativa. No entanto, se em alguns momentos é difícil para o estudante lidar com as próprias cobranças, imagine como deve ser conviver com as expectativas alheias, isto é, com as cobranças dos pais e dos familiares.

Para a psicóloga Flávia Campos, o estudante tem que aprender a conviver e, muitas vezes, tentar não ser influenciado pelas possíveis cobranças feitas por parte da família. “O candidato não tem que corresponder às expectativas de ninguém, ele tem que atentar para as próprias expectativas”, pondera. Ela também ressalta que a pressão familiar existe desde o ensino fundamental, no ensino médio e, principalmente, no cursinho. “O pré-vestibular é uma fase muito tensa. Nela, a pressão é constante. Porém, os familiares também irão cobrar durante a graduação e ao término dela”, enfatiza a psicóloga.

Mesmo com a existência da pressão familiar, sendo esta maior ou menor, alguns estudantes não se estressam. Alguns deles não se preocupam muito com as modificações relacionadas ao vestibular e ao Enem. Este é o caso dos filhos da dentista Érica Salazar.

Letícia é mãe de dois adolescentes

Letícia é mãe de dois adolescentes

Ela revela que seus dois filhos, Ricardo e Pedro, com 17 e 15 anos, respectivamente, são tranquilos. “Meus filhos não ficaram tensos, porque eles são aquele tipo de alunos mais relaxados. As mudanças nas provas não modificaram a rotina de estudo deles, até porque, hoje, o grande número de faculdades particulares em Juiz de Fora deixou os alunos acomodados, ou seja, se não passarem na Federal têm outras opções na cidade”, comenta a mãe dos adolescentes.

Enquanto alguns alunos são calmos e sabem lidar com a pressão, outros não tem a mesma sorte. Este foi o caso da Paula, filha de Lindomar Ferreira, operador de máquina. A estudante de 15 anos, devido ao ritmo acelerado de estudos, teve um Acidente

Lindomar incentiva a filha

Lindomar incentiva a filha

Vascular Cerebral (AVC) e se viu obrigada a diminuir a carga horária. O pai afirma que, mesmo com este incidente, a filha é muito esforçada e está correndo atrás para colocar as tarefas em dia. Sobre as mudanças no vestibular, Lindomar acredita que elas serão benéficas para os estudantes: “acredito que todas as modificações que foram feitas surgiram para facilitar o ingresso à universidade. Dessa maneira, mais pessoas poderão fazer um curso superior”.

Hoje, a preocupação com o ingresso ao ensino superior é um elemento presente na vida dos estudantes, desde a entrada no primeiro ano do ensino médio. Natália, 16 anos, se prepara para fazer a primeira etapa da avaliação seriada da UFJF. Além da presença e cobrança dos pais, a estudante conta com o apoio e participação de alguém especial: o avô, Seu João Fernandes. O militar reformado revela que incentiva a neta a estudar de todas as maneiras possíveis.

Se João e Natália

Seu João e Natália

Além do apoio, ele afirma que é linha-dura e que cobra uma postura mais dedicada por parte da menina. “Eu e os pais da Natália falamos para ela ficar em casa estudando, principalmente, ficar evitando sair com colegas, e se dedicar também nos fins de semana. Eu também pego no pé em relação ao computador, esse negócio de MSN e bate papo tira muita a atenção”, exclama o avô, um pouco alterado.

Para lidar com a pressão dos estudos e das provas, a estudante Gilmara Silva, mãe de Aline, 16 anos, tem uma boa dica: “é importante incentivar o lazer e a descontração. O estudo é a prioridade, mas é preciso que o adolescente tenha alguns momentos para relaxar”.

 

Sentindo na pele

Diego vai tentar Medicina

Diego vai tentar Medicina

Diego já passou no vestibular de Comunicação, mas acredita que sua vocação é a Medicina. O estudante, de 20 anos, é candidato ao curso de Medicina da UFJF. Ele afirma que o novo vestibular desestruturou sua rotina de estudos. “A gente fica sem saber ao certo como que vem a prova, como que vai ser esse novo modelo, como essas mudanças alteraram o que a gente vinha fazendo. Então, no meu estudo, eu fiquei um pouco perdido, porque eu achava que certas matérias que eu tinha que estudar eu não precisava mais dar tanta ênfase, outras que eu deixava um pouco de lado eu passei a pegar mais, e os pontos da prova que a gente destacava mais”.

Lucas pretende ser jornalista

Lucas pretende ser jornalista

Já o estudante Lucas Machado, 18 anos, vai prestar vestibular para Comunicação Social. O candidato afirma que sua rotina de estudos continua igual. “As mudanças foram repentinas, mas acredito que elas possam beneficiar os candidatos, através da diminuição do número de questões e também do conteúdo a ser cobrado”, argumenta o jovem.

Para relaxar, Juliana pratica esportes

Para relaxar, Juliana pratica esportes

Juliana Regina, 20 anos, tem uma opinião diferente. A estudante, que irá concorrer à uma vaga do curso de Medicina, revela que começou a priorizar as matérias que tem mais dificuldade e que serão cobradas em sua prova específica. “Acho que as mudanças podem até dificultar meu ingresso na Universidade. Devido à segunda fase ser mais específica em determinadas áreas, eu não vou fazer prova de muitas matérias que eu poderia me sair bem”, afirma a aluna sobre o modelo do novo vestibular da UFJF.

 

A sorte está lançada

José Maria é presidente da Copese

José Maria é presidente da Copese

De acordo com José Maria Pereira Guerra, presidente da Comissão Permanente de Seleção (Copese) da UFJF, as mudanças no vestibular foram feitas através de um processo democrático, tendo em vista as várias reuniões que ocorreram com a comunidade acadêmica para se discutir as novas diretrizes das provas.

Já no que diz respeito às datas da seleção de 2010, o coordenador confirma os prazos: “Nosso processo de inscrição inicia-se dia 5 de outubro e irá até o dia 9 de novembro e, conforme as datas que já estavam marcadas, elas estão sendo confirmadas pelo nosso nosso edital. A primeira fase do nosso vestibular vai acontecer no dia 6 de dezembro, o PISM I e II acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de dezembro, o PISM III no dia 20, 21 e 22 de dezembro e a segunda fase do vestibular no dia 21 e 22, mantendo assim calendário aprovado há mais tempo. Todo esse processo de inscrição deverá ser feito pela Internet’’, avalia o presidente.

Elizabeth Oliveira, assessora da Copese, ressalta que mesmo aquele candidato que opte por utilizar a nota do Enem, caso ela saia a tempo, como consta no edital, a primeira etapa do vestibular continua sendo obrigatória. “O candidato deverá comparecer para a realização das provas. Caso ele falte, estará automaticamente eliminado do processo seletivo”, argumenta.

Entre as principais novidades deste ano destacam-se o Bacharelado Interdisciplinar de Ciências Humanas, cinco novas habilitações em Engenharia Elétrica, a criação do curso de Engenharia Mecânica e o aumento das vagas em diversos cursos, além da integração do Vestibular com o novo Enem. DSC01832

Outra inovação é a criação do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Humanas, que traz 347 vagas, divididas entre os cursos de Ciência da Religião (40 vagas), Ciências Sociais (90 vagas – 50 a mais que no ano anterior), Filosofia (35 vagas – a forma de ingresso para o curso foi dividida, sendo 50% no modelo de vagas declaradas e 50% via bacharelado) e Turismo (180 vagas – 90 a mais que o edital de 2009).

 

Uma nova prova: o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho dos alunos que estão concluindo a educação básica. Além disso, o Enem também passou a ser utilizado como critério de seleção para o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio. Mas esse ano o Ministério da Educação (MEC) apresentou uma proposta de reformulação do Exame e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.

De acordo com o MEC, essa nova proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.

O novo modelo de prova do Enem preocupa os estudantes

O novo modelo de prova do Enem preocupa os estudantes

O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes terá 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.

A partir da proposta do MEC, as universidades optaram entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo: como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line; como primeira fase; combinado com o vestibular da instituição; como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.

Confira as mudanças na avaliação:

Novo Enem Enem tradicional
exame composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento prova clássica com 63 questões interdisciplinares
democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior objetivo de avaliar o desempenho dos alunos que estão concluindo a educação básica
aborda diretamente o currículo do ensino médio sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio

Uma nova oportunidade: o possível uso do Enem da UFJF

A partir desse ano, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aceitará a nota do candidato no Enem como alternativa à primeira fase. A medida foi tomada em maio, depois de um amplo debate com a comunidade acadêmica e outros interessados, como cursinhos e colégios.

O candidato poderá autorizar a UFJF, no ato da inscrição, a utilizar a nota da Primeira Etapa do Vestibular 2010 ou a nota do novo Enem, a que for maior. Entretanto, todos os candidatos, independente da opção escolhida, deverão obrigatoriamente participar da primeira etapa do Vestibular 2010.

Pró-reitor de graduação da UFJF

Pró-reitor de graduação da UFJF

Eduardo Magrone, Pró-Reitor de Graduação da UFJF, considera prudente e sábia a adesão da instituição ao Novo Enem. “É uma experiência interessante, o fato de utilizar o Enem como instrumento de seleção para os alunos de graduação e incorporando, no formato original do exame, uma preocupação com a seleção para o ensino superior. A expectativa é que possamos avançar em relação à seleção para a graduação a partir dessa experiência”, afirma.

Magrone conta que esse novo modelo pode encerrar a grande contradição dos processos seletivos nas instituições federais. “Temos um problema nas Universidades que é a contradição de uma seleção muito rigorosa. Quando o aluno entra na Universidade ele tem que passar por uma readaptação tanto intelectual quanto cognitiva, porque ele não está apto a desenvolver o trabalho que o mundo universitário exige dele. O que nós cobramos dos nossos alunos diz respeito à capacidade de processar informações, associá-las e aplicá-las na solução de problemas. O vestibular tradicional não cobra isso do candidato. Assim, acredito que se o Enem vier a se consolidar como instrumento de seleção, a prova poderá encerrar essa contradição que encontramos na universidade” explica o Pró-Reitor.

No entanto, a utilização do Novo Enem como forma de seleção ainda gera divergência. Para Welson Augusto

Welson é coordenador do pré-vestibular Apogeu

Welson é coordenador do pré-vestibular Apogeu

Ribeiro, Coordenador pedagógico do Pré-vestibular Apogeu, ao deixar de ser uma ferramenta de avaliação, o Enem perdeu muito. “O Enem deixou de ser uma avaliação e passou a ser uma seleção. Ele agora exclui os alunos para ingressar na Universidade. Além disso, ele trouxe muitas preocupações para os alunos. O tempo e o número de questões devem ser questionados em relação a esse novo modelo de prova do MEC. Isso pode prejudicar o rendimento dos alunos”, atesta Welson .

Diretor pedagógico do Colégio Catedral

Diretor pedagógico do Colégio Catedral

Já Wesley Teixeira, Diretor Pedagógico do colégio Catedral, afirma que esse novo modelo de seleção é válido. “Acredito que temos mais uma forma de selecionar as pessoas. Na verdade, qualquer mecanismo de seleção gera desconforto. Mas, hoje, há uma tendência em fazer provas mais interpretativas, de analise crítica. A intenção é despertar no aluno uma visão analítica, não só apresentar conceitos ou fórmulas”, comenta o diretor.

E agora?

Após reunião, nesta terça-feira, 6 de outubro, o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça definiram a nova data para a aplicação do Enem. O Exame, adiado devido ao vazamento de seu conteúdo, será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro.

A nova data do Enem coincide com a primeira fase da UFJF

A nova data do Enem coincide com a primeira fase da UFJF

Na data prevista para o novo Enem 2009, estão marcadas provas dos vestibulares da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade de Brasília (UnB) e das Fatecs (Faculdades de Tecnologia) de São Paulo, por exemplo.

“Contatamos os reitores da UFJF, da UFSC e da UnB e tivemos liberação das datas para aplicação da prova”, afirmou o Ministro da Educação Fernando Haddad. O Ministro lembrou que as universidades têm autonomia para decidir o calendário dos processos seletivos. Segundo ele, a pasta vai entrar em contato com as demais instituições com vestibulares previstos para os dias 5 e 6 de dezembro.

De acordo com a assessoria de comunicação da UFJF, o adiamento da primeira fase do vestibular depende da aprovação do Conselhos de Graduação e do Conselho Superior da instituição. A decisão deve ser tomada na próxima semana em reunião com o Reitor da UFJF, Henrique Duque.

Como vai terminar a novela?

Novo modelo de prova, mais extenso e com novo objetivo. As alterações no Enem já seriam, por si só, um fator a mais para a apreensão dos candidatos a uma vaga em instituições federais de ensino superior.

Vanessa vai fazer vestibular para Ciências Biológicas

Vanessa vai fazer vestibular para Ciências Biológicas

O exame, que seria realizado nos dias 3 e 4 de outubro, foi adiado devido ao vazamento de seu conteúdo e sua nova data coincide com diversos vestibulares de instituições públicas e privadas do país deixando pais e alunos inseguros quanto a utilização do Enem.

Segundo a estudante Vanessa Rigueto, todas essas mudanças deixam o candidato confuso. “Por um lado o adiamento foi bom porque há mais tempo para nos prepararmos. Mas por outro lado, existe o acúmulo de matérias a serem estudadas. Você não sabe pelo que optar, se você faz o Enem ou o vestibular da instituição que você escolheu. Talvez seja melhor estudar para o vestibular que é uma prova mais difícil”, explica a estudante.

A estudante conta que o Novo Enem é um teste de resistência. “Esse novo modelo não alterou o grau de dificuldade da prova. Agora ela só é mais extensa que antes. Acho que eles querem ver se a gente agüenta”, ironiza Vanessa.

Para José Filho, pai de Vanessa, as transformações do Enem foram equivocadas e podem beneficiar uma minoria.

José está receoso por sua filha

José está receoso por sua filha

“O Enem não tem que avaliar se o aluno tem capacidade ou não de ingressar na Universidade. Ele foi concebido para avaliar as escolas de Ensino Médio. Essas mudanças vão beneficiar uma minoria que pode pagar cursinho pré-vestibular”, atesta o pai.

José comenta que o vazamento do Exame prova a fragilidade da segurança em nosso país. “Essa prova vir a público mostra a incompetência da nossa segurança, não só em relação ao Enem, mas em todos os aspectos. Acho que se já aconteceu o Enem desse ano deveria ser cancelado”, afirma José Filho.

Diante da nova data para a realização do Enem fica a pergunta “Como o candidato vai fazer duas provas ao mesmo tempo?”, questiona José Filho.

Links:

ProUni: http://prouni-inscricao.mec.gov.br/PROUNI/Oprograma.shtm

http://charges.uol.com.br/2009/10/05/cotidiano-minha-prova/

 

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Especiais

2 Respostas para “Uni(di)versidade: as várias formas para ingressar no ensino superior

  1. Oportunidades para empresas e talentos se relacionarem a fim de estreitarem laços profissionais. Serviços grátis e exclusivos à área de engenharia.
    CV Engenharia – Empregos em Engenharia

  2. Iluska Coutinho

    Boa contextualização do tema, utilizando-se de uma personagem para humanizar a matéria, e aproximar o assunto dos leitores. Sonora com a personagem também aproxima os leitores, e faz com que outras pessoas possam se identificar com os sonhos, e sigam o mesmo exemplo, de Fabiane. Bom gancho para o desdobramento da reportagem, que aborda exatamente as formas de ingresso no ensino superior.
    A história do vestibular é contada de forma leve, assim como o restante da reportagem, com o objetivo de ilustrar o processo para os alunos ingressarem em uma faculdade e criar um gancho para o cenário atual do ensino superior. Bem amarrado o gancho para o enfoque sobre as mudanças ocorridas no vestibular do próximo ano na UFJF e a expectativa para as provas. Todavia, algumas edições foram feitas no texto, para que ficasse mais fácil de ser lido, e os leitores conseguissem acompanhar melhor a reportagem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s