33 trabalhos são premiados em evento Científico da UFJF

 Por Aldine Mara

               “Gênero, Televisão e Consumo”; “Física de Partículas por Mapas Conceituais” e “Doenças Negligenciadas e Intervenção Pública”. Esses foram alguns dos projetos apresentados no XV Seminário deAK000117_4 Iniciação Científica, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O evento aconteceu de 21 a 23 de outubro e, durante esses dias, os estudantes da graduação do ensino médio e professores puderam divulgar os resultados dos trabalhos de iniciação científica desenvolvidos na instituição.

               Ao todo foram 338 trabalhos apresentados à comunidade e divididos em sete áreas temáticas: Ciências Exatas e da Terra, 69; Ciências Biológicas, 62; Engenharias e Ciência da Computação, 36; Ciências da Saúde, 53; Ciências Sociais Aplicadas, 39; Ciências Humanas, 54; e Lingüística, Letras e Artes, 25. Os projetos foram expostos durante todo o dia na Praça Cívica, no Campus da UFJF.

            Além de divulgarem os seus trabalhos, os alunos também receberam prêmios. Durante a apresentação, os estudantes foram avaliados por consultores externos, pesquisadores de produtividade do CNPq, e os três melhores de cada área foram premiados com a publicação dos seus resumos na revista eletrônica “Principia”. Além disso, um trabalho de cada área recebeu menção honrosa.

          Um exemplo disso é o caso do universitário Bruno Guedes, que cursa o 10º período de Comunicação Social da UFJF e participou do Seminário pela segunda vez. O estudante é bolsista de iniciação científica há dois anos e ganhou menção honrosa pelo trabalho apresentado. “Foi muito legal, não esperava ganhar. Os trabalhos apresentados foram muito bons”, comentou Bruno.

        O projeto premiado foi intitulado de “Memória do Jornalismo Esportivo em Juiz de Fora” e teve a orientação do professor Márcio de Oliveira Guerra. “O trabalho foi muito legal apesar do tempo e por ser só eu de bolsista. Mas conseguimos fazer um levantamento de tudo que aconteceu no jornalismo esportivo da cidade até 1920”, explica Guedes. Quanto à participação no seminário, Bruno revela que é um momento importante para trocar experiência e de prestar contas a sociedade sobre aquilo que está sendo investido nas Universidades. Mas lamenta a falta de participação da comunidade: “Esse evento já foi maior. Esperava que viessem mais pessoas. Antigamente o campus ficava lotado durante o Seminário”, lembra o universitário.

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O bolsista Bruno Guedes (direita) junto com o professor Márcio Guerra (esquerda) e o Coordenador de Programas de Pesquisas da UFJF, Márcio Tavares Rodrigues

Participações de destaque

             Uma participação importante no Seminário foi a presença do coordenador do Laboratório de Robótica do Centro de Pesquisa da Petrobras (CEMPES), Ney Robinson Salvi dos Reis. Robinson ministrou a palestra de abertura do evento, que teve como tema “Inovação, por quê?”. De uma forma descontraída e interessante, Ney mostrou algumas histórias de tecnologias e invenções presentes na nossa rotina, mas que nunca paramos pra saber como e porque foram inventadas. É o caso do band-aid, por exemplo, desenvolvido por um simples casal.

           Robinson também apresentou aos participantes, por meio de projeção, o robô ambiental híbrido “Chiquinho”. A máquina é capaz de andar sobre a água e também de reconhecer e de adaptar-se a diferentes tipos de obstáculos em áreas de difícil locomoção. Está sendo empregado nos rios da Amazônia, principalmente em regiões alagadas (igarapés) do Rio Solimões, para acompanhamento e monitoramento ambiental da área em que está instalado um gasoduto. O robô foi desenvolvido pela Petrobrás e, de acordo com Ney, está aberto a contribuições de universidades e centros de pesquisas. Para ele, as Universidades e os universitários são muito importantes no desenvolvimento científico: “A gente tem que começar a pensar desde as bases”.

         Outro nome de destaque que participou do evento foi a pesquisadora Aline Marie Fernandes, do Laboratório de Neurogênese e Diferenciação Celular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Aline foi quem encerrou o Seminário com a palestra: “Células-tronco embrionárias e medicina regenerativa”. A programação do evento contou ainda com a abertura da Exposição Fotográfica “Krambeck: Diamante verde”, de Roberto Dornelas. As fotos ficam expostas no Hall das Pró-reitorias até o dia 21 de novembro, das 8h às 19h.
De acordo com Pró-reitora de Pesquisa, Marta D`Agosto, o Seminário de Iniciação Científica é um momento importante para alunos e professores, uma vez que é a oportunidade de apresentarem tudo aquilo que foi pesquisado e desenvolvido: “o aluno que participa dos projetos de iniciação científica dentro da Universidade sai diferenciado para o mercado de trabalho, com certeza”, conclui a pró-reitora.

       As bolsas dos Programas de Iniciação Científica, gerenciados pela PROPESQ, são concedidas pela UFJF, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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