Se não tem mar, vamos pro bar…

Como já dizia um antigo ditado mineiro: “quem não tem mar vai para o bar”. A expressão, que faz uma brincadeira com as cidades litorâneas, bar ceronunca esteve tão presente na rotina dos juizforanos como no final do ano. Pelo menos é o que dizem os proprietários de bares e restaurantes da cidade.

 De acordo com o presidente do Sindicato de hotéis, bares, restaurantes e similares de Juiz de Fora, Antonio Jorge Marques, a cidade possui cerca de 500 estabelecimentos. Segundo Antonio, o aumento da movimentação nos meses de novembro e dezembro pode chegar a 40% em relação ao resto do ano. “Notamos que o público passa a freqüentar mais esses lugares, principalmente na segunda quinzena de dezembro”, comenta o presidente.

 Quanto aos motivos, os proprietários e profissionais da área citam uma lista. Para a Assessora de Comunicação da Abrasel JF (Associação Brasileira de bares e restaurantes de Juiz de Fora), Cristiana Viana, o final de ano reúne características que propiciam esse movimento elevado: turistas e 13º terceiro são os principais influenciadores. “Com o fim de ano e por termos uma Universidade Federal, a presença de estudantes por conta do vestibular é grande. E, geralmente, eles não vêm sozinhos, a família viaja junto. Com mais turistas na cidade, com certeza a movimentação vai ser maior nos bares e restaurantes. Outra coisa é o 13º salário. Com mais dinheiro no bolso, as pessoas gastam mais também, e esses lugares de lazer são uma opção”, explica Cristiana. 

Outro fator que influencia é o horário de verão. É o que lembra Antonio Jorge: “O horário de verão faz com que as pessoas fiquem na rua até mais tarde. Elas saem do trabalho, por exemplo, e podem passar em um bar antes de ir pra casa”, diz. Isso tudo com o incentivo do concurso gastronômico “JF Sabor” que chama a atenção do público. O evento, que acontece entre os dias 20 de outubro e 20 de novembro, ajuda a aumentar a expectativa de clientes nesse tipo de comércio: “O JF Sabor é um diferencial. Com certeza é um fator significativo”, analisa Antonio. 

 E se engana quem pensa que a impossibilidade de fumar dentro desses estabelecimentos pode afastar a presença do juizforano. Com um mês de Lei Antifumo, Cristiana diz que ainda é cedo para se fazer um balanço, mas que a medida não vai atrapalhar: “Os fumantes já se adequaram a lei. Eles sabem que não podem fumar dentro dos estabelecimentos e nem por isso deixaram de freqüentar esses lugares”, afirma. Porém, uma nova legislação pode rever essa situação. De acordo com Antonio Jorge, uma lei estadual prevê fumódromos dentro de bares e restaurantes: “Com os fumódromos os clientes não vão precisar sair de dentro desses locais”, acrescenta.

 E para atrair a clientela vale investir em publicidade. Pelo menos é o que diz o gerente de um restaurante no Centro da cidade, Klevérson de Paula. “Todo ano, temos aumento na movimentação nessa época. A gente aposta nas propagandas de TV para chamar a atenção dos clientes”, revela. Seja pela propaganda, seja pela comida ou pelo clima, o bom mesmo é reunir os amigos e aproveitar uma happy hour. Afinal, se não tem mar, vamos para o bar!

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