Instituto Cidade promove discussões sobre a política de Juiz de Fora

Por Hellen Katherine

Norteado pelo objetivo de politizar, cada vez mais, os cidadãos, o Instituto Cidade promove, de 9 a 28 de outubro, um ciclo de palestras com o nome “Discutindo a Democracia”, na própria sede do local. O evento contou com uma série de apresentações que abordaram temas voltados para questões políticas, baseando-se, principalmente, nas eleições que se aproximam. O intuito foi mostrar como a participação dos cidadãos na viabilização da cidadania influencia nos resultados.

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Mariângela, organizadora do evento, considera importante a discussão sobre política em Juiz de Fora

É a segunda vez que o Instituto promove um ciclo envolvendo a questão da democracia. O primeiro aconteceu no ano passado, em Salvador, através de uma parceria com a UFBA. Segundo Mariângela Nascimento, coordenadora de formação e organizadora do evento, o ciclo é um modo de mobilizar a população. “Discutimos democracia para mobilizar lideranças comunitárias e jovens, de um modo geral, para instrumentalizar esses indivíduos para vida pública e política na cidade”, ressalta.

Palestrantes como Lourival Batista, Diogo Tourino e Paulo Roberto Leal fizeram parte da programação do ciclo. As principais questões discutidas foram os partidos políticos nas eleições, o histórico das instituições no Brasil e a mídia como quarto poder, além de movimentos sociais, reforma política e os meios de comunicação contemporâneos.

O professor e cientista político Paulo Roberto Leal contribuiu, no dia 24, com a palestra sobre as relações da comunicação de massa e dos meio de comunicação em geral com o processo democrático contemporâneo. Satisfeito com o resultado da discussão, ele afirma que o tema mostrou como a comunicação não apenas faz a ponte entre o ator político e seu eleitorado, mas também está internalizada nessa dinâmica.

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Paulo Roberto foi um dos palestrantes do ciclo.

“Não é possível explicar um sem o outro. Cada vez mais os atores do meio político incorporam a lógica dos meios de comunicação de massa para terem alguma visibilidade e chegarem aos seus eleitores. A própria logica da comunicação de massa passa a ser internalizada por esses atores”, explica.

Mariângela explica que o evento tinha como foco atingir a população como um todo. Porém, a grande maioria dos participantes eram líderes comunitários, o que surpreendeu a organização. “Nosso foco não eram os estudantes, mas a gente observou a menor participação deles”.

Para ela, deveria haver um interesse maior da população, devido à importância dos temas escolhidos. O fato de as pessoas só se envolverem com política na prática, ou seja, na hora de votar, sem envolvimento teórico, faz com que a democracia seja diretamente influenciada. “Na prática, acabam reproduzindo uma série de comportamentos que comprometem o processo democrático”, opina. Segundo o professor Paulo Roberto, esse é um problema do país inteiro, já que há uma parcela significativa da população que acha que só se deve discutir política em época eleitoral. “É preciso trazer as pessoas pra debater política cotidianamente muito mais do que imaginar que isso se faz de quatro em quatro anos”.

A coordenadora também destaca o papel da Universidade na formação e na informação política. Promover eventos como esse seria uma forma de convocar a sociedade e abrir a instituição como local de debate. “Ela tem o papel de instrutor da vida pública e formador de opiniões”.

A atuação do Instituto Cidade

Desde sua criação, há sete anos, o Instituto Cidade apresenta à comunidade projetos e programas que visam qualificar o indivíduo para o exercício da cidadania. Todos os projetos têm como base a formação, com discussão de diversas questões. Segundo Mariângela, o maior desafio é adaptar o amplo leque temático à realidade política atual. “Temos um amplo campo de atuação. É fundamental estar discutindo e politizando as pessoas, não só em Juiz de Fora, mas no Brasil inteiro, para participarem da vida pública”.

A coordenadora acredita que esse tipo de participação é essencial para que as pessoas consigam discernir o certo do errado, principalmente em tempos de eleição. “Essa é a proposta do instituto, gerar um espaço público para debate e idéias”, completa.

Para o mês de novembro, o Instituto já prepara mais alguns debates. Um deles já está confirmado para o dia 14, quando haverá uma discussão a respeito do marco legal das ONG´s em Juiz de Fora. O local e a data ainda serão divulgados no site do Instituto (www.instcidade.org.br).

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