Banheiro: como evitar que ele seja o vilão da casa?

por Hellen Katherine

Higiene pessoal, banho, cuidados com os dentes. Por esses, e outro motivos, não é difícil entender porque o banheiro é o cômodo que oferece maiores riscos de contaminação. Com a umidade constante, a presença de diversos microorganismos e o contato direto com materiais poluídos, o banheiro pode ser porta de entrada de doenças que atingem desde adultos às crianças da casa. Para evitar esses problemas, é preciso que cuidados básicos de limpeza sejam tomados e, mais do que isso, sejam incorporados à rotina familiar.

O primeiro passo é ter consciência de que os invasores maléficos à saúde podem estar presentes mesmo se o banheiro for, aparentemente, bem limpo. Vermes, bactérias e fungos são alguns exemplos. Os primeiros instalam-se a partir do contato com excreções ou secreções. Já as bactérias estão presentes em qualquer ambiente ou superfície cuja limpeza não tenha sido bem feita. Os fungos, por sua vez, são atraídos pela umidade, causando problemas de pele, com irritação e coceiras.

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O professor Frederico Daibert dá dicas para evitar contaminações nos banheiros.

A eficiência da higiene depende de algumas mudanças simples. Lavar bem as mãos é uma delas. O professor de microbiologia da Universidade Federal de Juiz de Fora e cirurgião dentista, Frederico Daibert, explica que, apesar de grande parte da população só higienizar as mãos após utilizar o sanitário, é fundamental fazê-lo antes também. “A gente entra no banheiro com a mão suja, onde há muita bactéria, por causa do contato direto. Se não lavar, eu posso levar esses microorganismos à genitália”.

A preocupação, porém, deve ir além da assepsia do próprio corpo. Isso porque o banheiro, em especial, trata-se de um local com maior tendência ao aparecimento de organismos patogênicos, ou seja, que podem causar doenças. Isso exige desinfecção periódica. “É necessária a higienização do banheiro, desde o chão, paredes, vaso sanitário, tampas de vaso, até torneiras”, completa.

Para evitar os problemas com umidade, a recomendação é armazenar poucas

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Toalhas úmidas não devem ser penduradas no banheiro.

coisas no banheiro e deixar as toalhas de banho secarem em local seco e arejado. Frederico destaca, ainda, a necessidade de algumas substituições. Toalhas de papel, no lugar das tradicionais toalhas de mão e rosto; uso de sabonete líquido, em vez do sabonete em barra, e utilização de torneiras e lixeiras ativadas com o pé. “Antigamente, isso era norma pra centro cirúrgico. Hoje em dia, é pra ambientes comuns. Isso está sendo adotado principalmente agora, que estamos lidando com viroses novas”. Com relação aos sabonetes, o professor aconselha. “Dê preferência aos líquidos antissépticos”.

Frederico atenta, ainda, para o uso de banheiros públicos. São locais frequentados por diversas pessoas, o que torna a higiene do ambiente bastante duvidosa. “Vasos sanitários, lixeiras, ralos e interiores de cubas são locais onde há muito resto de secreção humana. Se o banheiro não tiver todos os cuidados necessários, que a gente tente, com uma toalha de papel, acionar o registro da torneira, pra não levar a mão”.

O banheiro pode esconder, ainda, outros perigos. O armazenamento inadequado das escovas de dente e fio dental pode trazer problemas para a boca e para os dentes, devido à contaminação por organismos presentes no próprio ar. “Ela fica sempre um pouco úmida, existem fungos e bactérias nesse ar. Se a escova estiver tampada, o risco de o fungo alcançar aquela escova de dente é menor. Se chegar ali via ar ou outro meio, pode formar ali uma colônia, algo nada higiênico, podendo causar alguma doença.”, diz Frederico.

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Escovas de dente em contato com o ar podem levar bactérias à boca.

Segundo a dentista Miriam Bontempo, essa contaminação pode ocorrer, inclusive, através do contato de uma escova com outra. Miriam explica que a boca é, naturalmente, uma parte do corpo humano cheia de bactérias, naturais da flora bacteriana de cada um e em número controlado. “O contato pode fazer a boca ser colonizada por bactérias estranhas a essa flora, causando doenças como a cárie, por exemplo, que é contagiosa”, revela.

A dentista dá dicas para evitar esse tipo de problema. A escova deve ser guardada em embalagem tampada e sempre lavada em água corrente. Isso vale até mesmo para as escovas mais modernas, que possuem uma faixa azul que indica a perda de capacidade germicida e de escovação. “O ideal é que, após o uso, seja feita uma imersão rápida em hipoclorito, para que a limpeza seja completa”, recomenda.

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