2012 – Um filme de fim do mundo que não é como todos os outros

As características básicas são as mesmas, corrida pela salvação, evitar o pânico a todo custo, se salvar. Mas a narrativa é bem construída e os efeitos especiais são bem feitos

Por Giselle Clara

O apocalipse anunciado, tema recurssivo em filmes de ação, novamente é recorde de bilheteria

Na última sexta-feira (13) estreou nos cinemas de todo o mundo o filme 2012. A história tem um tema bem conhecido dos grandes sucessos de bilheteria: Fala do apocalipse anunciado. De acordo com a distribuidora Columbia, só no primeiro fim de semana, o longa arrecadou 225 milhões de dólares e foi considerado uma das melhores estreias do ano. Em Juiz de Fora não foi diferente. Todas as sessões do filme em uma rede de cinemas da cidade ficou esgotada. A procura continuou mesmo depois do domingo. Na segunda-feira (16), quem procurou ingresso para as sessões teve que chegar cedo. Todas as sessões se esgotaram inclusive a de 22h45.

A história

O poster oficial de lançamento no Brasil, traz a imagem do desastre no país

A direção de 2012 é de Roland Emerich, o mesmo diretor de Independency Day. Nesta versão, o mundo teria seu fim no dia 21 de novembro de 2012. Essa data representa o fim do calendário da civilização Maia. O filme começa no ano de 2009, quando pesquisadores encontram indícios de catástrofe observando uma explosão no sol e seus efeitos na superfície da terra.

Uma Organização descobre os efeitos que poderão ser causados com a ameaça do fim dos tempos e começa a salvar os patrimônios da humanidade, evitando que eles sejam destruídos por fanáticos. Já em 2012 o núcleo da trama se volta para a família do escritor Jackson Curtis (interpretado por Jonh Cusack) e na tentativa de se salvarem dos desastres que começaram a acontecer. O filme mostra a destruição da Califórnia, do Rio de Janeiro e ainda focaliza a interrupção dos Jogos Olímpicos de Londres, programados para 2012.

E assim a trama se desenrola, na tentativa de salvar a humanidade, são construídas arcas que seriam capazes de resistir a uma inundação. Até aí o filme parece não trazer nada de novo.

O que esperar

O longa traz os componentes básicos de um filme que fala de destruição em massa. Uma equipe de geólogos descobre movimentos anormais nas profundezas da terra, as autoridades tentam esconder da população o que

Os efeitos especiais são um diferencial do filme, são bem feitos e impactantes

está acontecendo para evitar pânico e um grupo de pessoas fica responsável pela busca de soluções para salvar o mundo. Mas o desenrolar destes fatores é que torna o filme um representante à altura do gênero.

Na parte técnica os efeitos especiais são um destaque à parte. Muito bem feitos não deixam, em momento algum, o espectador perceber como foram feitos. São movimentos terrestres que se assemelham a ondas, prédios que são derrubados como se estivessem sendo implodidos. Vidros estourando, fendas se abrindo no chão, fogo caindo do céu. Muito Interessante. Em alguns momentos, as ondas me lembravam o Titanic – Não que o filme estrelado por Leonardo de Caprio fosse o melhor dos clássicos, mas os efeitos especiais merecem reconhecimento. A edição de áudio, também impecável, envolve o espectador na trama e é mais um diferencial.

Os personagens também são muito ricos. Cada um com sua história particular que renderia um personagem principal. Um dos destaques é Charlie Frost um “eremita” que faz transmissões de rádio falando sobre o fim dos tempos. O personagem é dramático mas tem com um toque de humor.

Esse é um dos pontos fortes do longa. A narrativa não é apenas catastrófica e desesperadora. As situações de perigo são intercaladas com nuances de humor e a busca não é apenas pela salvação, é pela reorganização de uma estrutura, seja do mundo, do país ou simplesmente, da família.

Há de se convir que muitos personagens revelam estereótipos. O presidente dos Estados Unidos é o herói que abre mão de ser salvo para que a população tenha vida. O Russo é o rico, soberbo e pretencioso. Com certeza, o filme poderia ser um pouquinho menos nacionalista. Um dos pontos que pareceu um tanto desnecessário foi o alongamento das cenas de tentativa de salvação no fim do longa. Em algum momento, elas ficavam um pouco enjoativas.

A trama traz ainda mensagens indiretas que fazem com que cada um repense em suas atitudes diante da realidade. Em vários momentos os personagens se sentem culpados por suas ações e essa parece ser uma tentativa de atinar a responsabilidade de cada um com o planeta.

A estudante Raphaela Benetello assistiu ao longa e tem uma opinião muito próxima a minha. Ouça o que ela achou de 2012.

Resumindo:

Vale à pena voltar para casa à 1h30 da manhã depois de assistir ao filme. Ele retrata de forma interessante e sem ser repetitivo um tema que já foi abordado em todos os outros. A busca pela salvação mescla a aventura, pensamento lógico e causa uma reflexão. Tudo isso acoplado a uma tecnologia de ponta na edição de vídeo e áudio. Com certeza o filme merece o sucesso de bilheteria que está tendo.

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5 Comentários

Arquivado em Cultura e Arte, Primeira Página

5 Respostas para “2012 – Um filme de fim do mundo que não é como todos os outros

  1. Rafael

    Gostei muito da crítica, bem escrita, e atingiu o objetivo a: a vontade de assistir e conferir os efeitos e toda a produção do filme. Depois passo de novo para comentar mais!!!

  2. Giselle

    Rafael,
    Obrigada pelo seu comentário. Continue acessando o site e deixando a sua opinião.
    Ah! E assista ao filme, depois fale o que achou.

  3. Rafael

    Voltando pra comentar o que achei do filme.!!!

    As atuações e a ação do filme estão dentro do esperado pra esse gênero de filme. Em alguns momentos o heroísmo do cidadão americano chega a enjoar( mas isso é comum nesses filmes de lá). com certeza conforme a matéria, a produção tecnica tanto de vídeo como de áudio, são suficientes para prender quem assiste. o final chega a ser cansativo(são quase 2hrs e meia de filme, haja bunda) , mas vale a pena ver , os sons e efeitos deixam você preso, por bons momentos. recomendo assita agora ou em 2012 porque depois acho q não ser possível né.

  4. marcela

    É muito bom mais eu espero que não aconteça de verdade eu tenho muito medo eu so tenho 09 anos e ainda quero viver muinto

    • Giselle

      Oi Marcela… Não fique com medo.. é só um filme de ficção… não quer dizer que vai acontecer…
      Continue sempre assistindo aos filmes no cinema e comentando no nosso blog.
      Obrigada!!!

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