Os riscos dos aparelhos eletrônicos para as crianças

Por Marina Vidal

 O Natal está chegando e as crianças ficam ansiosas para ganhar seus presentes. Jair da Silva Neto, de sete anos, quer um vídeo game. Como ele, milhares de crianças procuram pelos aparelhos eletrônicos. Cada dia é mais comum vermos crianças carregando celular, mp3 ou mp4 ou brincando no computador. Mas até que ponto essa tecnologia é benéfica para as crianças?

É preciso estipular um tempo para o uso do computador.

 Para a psicóloga Raquel Ribeiro da Costa antes de dar um aparelho é preciso pensar quais são os valores da família. Presentear o filho com um aparelho celular pensando na segurança da criança, como uma forma de controle é algo positivo, mas é preciso avaliar se este aparelho não está servindo apenas para acompanhar a moda.

 Os pais de Guilherme Alves, de 10 anos, contam que o filho perdeu o celular em menos de 10 dias após ter ganhado o aparelho. “Foi um grande prejuízo e agora decidimos que só daremos outro daqui a alguns anos, quando ele tiver mais responsabilidade”.

 Os aparelhos eletrônicos também podem interferir na aprendizagem das crianças. Segundo Raquel, a internet serve como um ótimo instrumento de pesquisa, mas muitas vezes não está sendo usada de forma correta. “Hoje as crianças e os jovens aproveitam este meio apenas para copiar e acabam não aprendendo nada”.

 Ludmila Andrade, de oito anos, adora brincar no computador, mas seus pais estipulam um horário durante o dia para que ela o utilize. Essa é outra facilidade da internet: os jogos. De acordo com a psicóloga os pais devem estar atentos com quais tipos seus filhos estão brincando. “Os jogos são muito individuais e os pais correm sérios riscos quando deixam seus filhos sozinhos no computador. Eles devem estar atentos em quais lugares seus filhos estão navegando”. A internet pode fazer com que a criança se torne mais individualista e encontre dificuldades para se relacionar. Além disso, alguns jogos de luta podem deixar a criança mais agressiva.

 Portanto, deve-se ter cuidado com o uso demasiado desses aparelhos. Quando muito utilizado pelas crianças eles podem desenvolver distúrbios de sono e até de comportamento. Os pais de Jair acreditam que ele não corre esse risco. Apesar de ter o costume de brincar no computador, ele ainda prefere jogar futebol. “Toda vez que eu chego da aula eu vou direto para o quintal da minha avó jogar bola. Eu quero ser goleiro igual ao Bruno do Flamengo”.

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