Escolas de dança movimentam fim de ano em Juiz de Fora

Apresentações têm se tornado tradicionais nos principais palcos da cultura da cidade

Ensaio do espetáculo Dreams of Fame, da Advance Centro Integrado de Dança

Por Cíntia Guimarães e Maristela Meireles

Fim de ano chegando, as festas natalinas e de ano novo se aproximando e em Juiz de Fora a programação cultural tem se tornado tradicional nessa época. As escolas de dança da cidade, com muita criatividade, preparam apresentações especiais, onde mostram seu trabalho, estimulam a integração entre os alunos e incentivam a difusão da cultura em Juiz de Fora.

As apresentações se tornaram constantes nos teatros da cidade e atraem um público médio de mil pessoas por dia de apresentação. Normalmente, essas escolas se apresentam por dois dias consecutivos.

Para Andréia Ventura, proprietária da Advance – Centro Integrado de Dança e professora de jazz e dança contemporânea, as apresentações de final de ano vêm brindar o trabalho de um ano inteiro dessas escolas. “As escolas em geral mostram tudo o que elas têm, mas nem sempre elas têm tudo. Esse ano, a gente conseguiu mostrar todos os estilos de dança que tem na escola. Porque nos outros anos a gente não tinha conseguido colocar a dança de salão” comemora Andréia.

Pelo terceiro consecutivo a escola realiza a apresentação especial de final de ano. Esse ano, os alunos da Advance se apresentaram com o espetáculo “Dreams of Fame”, uma coletânea de musicais da Broadway: Hair, O Fantasma da Opera, Chicago, High School Music e Mamma Mia. As apresentações contaram com a participação de todos os alunos da escola, cada um no seu estilo, dançaram contemporâneo, ballet clássico, street dance, sapateado, tango, jazz e dança do ventre.

A professora destaca que o palco preferido para essas apresentações é o Cine Theatro Central. Isso porque o Theatro Central é um marco na cultural da cidade. “Estar no Cine Theatro Central, se apresentando pra comunidade é muito bom. Primeiro, porque a gente abre as portas do Central a preço popular. E os alunos, se apresentando no Theatro, têm uma empolgação maior, uma motivação maior. Então, a gente une duas coisas, a finalização do trabalho realizado todo o ano e estar dentro do Cine Theatro Central, que é um marco da cultura da região e da cidade”.

 

Experiência, novidade e nervosismo sobem ao palco

Há 11 anos, Lívia Consentino se apresenta em espetáculos de dança. A aluna de ballet clássico e contemporâneo, conta que mesmo se apresentando há tanto tempo, o espetáculo mais tranquilo foi o primeiro. “Quando tinha oito anos fiz minha primeira apresentação e foi a mais calma.”

Lívia Cosentino se apresenta há 11 anos, mas não nega que até hoje sente um friozinho na barriga

Lívia começou a dançar em 1998, desde então, não parou mais. Mesmo mudando de cidade, a bailarina procurou uma nova escola para continuar a dançar. E depois de tanto anos em espetáculos, ela conta que ainda sente aquele friozinho na barriga.

Durante o ensaio para a apresentação de “Dreams of Fame”, Lívia confessa que a rotina dos ensaios é a maior dificuldade que encontrou durante os seus 11 anos de bailarina.

Já a bailarina Ana Claudia Pereira Carvalho se apresentou pela primeira vez no fim de semana. Ela revela que nunca tinha dançado antes, até assistir a uma apresentação de contemporâneo no aniversario de 15 anos da irmã, e tem as melhores expectativas para o espetáculo. “Estou ansiosa e feliz com essa apresentação” afirma.

Oportunidade para todos

Nos espetáculos das escolas, todos os alunos podem participar, independente da idade ou nível técnico

O que chama a atenção nos espetáculos das escolas de dança é que todos os alunos que queiram se apresentar podem subir ao palco. As escolas valorizam cada bailarino. No espetáculo “Dreams of Fame”, até as crianças do Baby Class participam da noite. Elas são as responsáveis, principalmente, pela abertura do espetáculo.

Tamiris Silva Prestes, de 11 anos, dança desde os três. A bailarina de street dance e balé clássico conta que mesmo tentando não ficar nervosa antes da apresentação, sempre fica ansiosa. Para Tamiris, se apresentar no Cine Theatro Central é bom e ruim ao mesmo tempo. “Bom por que é um lugar, vamos dizer, nobre. É um lugar legal. E ao mesmo tempo, cabe um maior número de pessoas”.

Tamiris Silva Prestes, 11, já passou por dificuldades nas apresentações, mas se manteve confiante.

Tamiris revela que a primeira apresentação no Theatro foi a única em que não caiu. Nas outras quatro, Tamirirs caiu durante a apresentação, mas isso não a impediu de prosseguir a coreografia. “Eu continuei dançando, na escola mesmo eu já caía, era mestre em cair!”

A bailarina conta ainda que tem mais medo de errar do que de cair. “Fico mais é com medo de errar. É por isso que a professora fala pra todo mundo olhar em volta. Se alguma errar, erra todo mundo e ninguém vai perceber.”

As apresentações das escolas são uma forma de trabalhar as diferenças entre os alunos e desenvolver a presença de palco de cada um. O que não acontece nos espetáculos das companhias de dança, que são apresentados no meio do ano, idealizados para uma equipe menor e com a técnica mais aprimorada.

Andréia Ventura também coordena a Advance Cia. de Dança e explica a diferença entre os dois tipos de apresentação: “muitas vezes, dentro da escola você tem, na mesma turma, alunos que já frequentam a mais tempo e alunos que frequentam a menos tempo, alunos mais novos com alunos mais velhos(…). Na companhia você busca uma homogeneidade técnica.”

Assista a abertura do Musical Hair, no espetáculo Dreams of Fame. Participaram os alunos das turmas de iniciantes, intermediários e avançados do balé contemporâneo.

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1 comentário

Arquivado em Especiais

Uma resposta para “Escolas de dança movimentam fim de ano em Juiz de Fora

  1. Iluska Coutinho

    Boa contextualização inicial. Todavia, as escolas não mostram o seu trabalho, mas o desenvolvido por seus alunos. Segundo parágrafo poderia ter sido melhor redigido; as informações foram colocadas de forma dura, sem o tom de leveza característico das matérias da editoria de cultura. A utilização de um personagem ajudou a humanizar a matéria, aproximando-a dos leitores. E ainda o desdobramento da reportagem, destacando que todos os alunos podem se apresentar, dá o tom emotivo. Faltou só uma amarração melhor para finalizar a matéria e convidar os leitores a assistir o vídeo…

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