Arquivo do mês: março 2010

Diversidade artística em exposição na Casa de Cultura

Por Luana Lazarini

Até o dia 31 de março, os apreciadores de artes visuais podem conferir a exposição Identidade criada pelo do Coletivo de Artistas Visuais de Juiz de Fora, do projeto “Confraria de Arte”, na Casa de Cultura da UFJF.

O Circuito de Arte Identidade surgiu com o intuito de promover um encontro das diversas manifestações artísticas. Grafitti, fotografia, pintura, escultura, instalação, moda e mosaico estão presentes em um só lugar. A exposição conta com obras de 21 artistas, dentre os mais de 40 integrantes da Confraria. Além da mostra, o Circuito oferece também oficinas, palestras e debate.

Obra coletiva do Confraria de Arte

A iniciativa é resultado do projeto “Confraria de Arte”, aprovado em 2009 pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura com a cota mínima de quatro mil reais.

“Confraria de Arte”

A idéia de montar o projeto surgiu da estudante de Artes da UFJF, Alessandra Fonseca, conhecida como Rizza, durante um curso de artes visuais. Há um ano ela convidou artistas da cidade para se reunirem e discutir sobre o tema. Desde então, os encontros são realizados semanalmente.

O objetivo da Confraria é ser um ponto de encontro dos artistas de Juiz de Fora e discutir a questão das galerias, a pouca freqüentação destas, como as pessoas pensam a arte hoje em dia e o que vendem, dentre outros. “A confraria tem o propósito de mudar o cenário da arte na cidade. A gente quis mostrar o potencial que a cidade tem. Tem artistas bons”, pondera Rizza.

Uma das grandes preocupações do Confraria é com que a arte seja melhor divulgada e valorizada, uma vez que o público das artes visuais em Juiz de Fora é pequeno. Apesar disso, a procura pela exposição Identidade tem sido boa, de acordo com a presidente da Confraria de Arte.

O Circuito de Arte vai até o dia 31 na Casa de Cultura da UFJF. A exposição está aberta de segunda à sexta, das 14 às 19h. A entrada é gratuita. A programação pode ser conferida no site Confraria de Arte.

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Ônibus lotados para chegar à Universidade

por Laís Souza

Todo ano é a mesma história. Basta começarem as aulas na UFJF para surgirem reclamações a respeito das linhas de ônibus que fazem o transporte de passageiros até a Universidade. Com uma demanda excessiva, os veículos que integram as cinco linhas que percorrem o trajeto Centro/Universidade não conseguem dar vazão.

“Um passinho a frente, por favor, pessoal!”- é o apelo dos trocadores que já virou bordão entre os passageiros. E estes, muitas vezes já estressados pela falta de espaço dentro do veículo, costumam responder: “Dar um passinho para onde, não dá nem pra mexer aqui!”.

Para conseguir pegar o ônibus, é preciso acordar cedo. Mas não só isso, tem que ser esperto também. Independente de chegar antes, quando se aproxima o horário em que o ônibus costuma passar, o ponto fica cheio. E aí, não há ordem de quem chegou antes ou depois. Todo mundo se acotovela para ver quem consegue garantir seu lugar.

Ainda nos primeiros pontos de ônibus do centro da cidade, os veículos ficam lotados. Já nas próximas paradas, o motorista só acena mostrando que o ônibus está cheio, mas não pode parar. Os estudantes reclamam porque acordam cedo, mas chegam atrasados nas aulas. “Na minha primeira semana de aula eu já cheguei atrasada por causa do ônibus”, diz a estudante de nutrição Aline Lopes.

As assessorias da Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora, Astransp, e da de Transporte Urbano São Miguel Ltda., Tusmil, informaram que as empresas apenas operam as linhas de ônibus. “A dona das linhas é a Prefeitura. Qualquer alteração no quadro de horários ou no que diz respeito à inclusão de veículos deve ser visto com a SETTRA [Secretaria de Transporte e Trânsito]. A Prefeitura faz o levantamento de passageiros e, se for necessário mais veículos, ela solicita à empresa”, diz o encarregado de tráfego da Tusmil, Sérgio de Almeida.

A última pesquisa para calcular o número de veículos por demanda foi feita em outubro de 2009. Como deve ser feita durante o ano letivo, ainda não houve uma nova pesquisa esse ano. A Chefe de Departamento de Transporte Público da SETTRA, Andréa Santos, pondera que a pesquisa só é feita se houver reclamações – “O ideal seria eu monitorar essas linhas independente de reclamações. Mas eu tenho 260 linhas sob minha responsabilidade e não há equipe para fazer esse monitoramento constante. Então tenho que atuar em cima das reclamações, tentando otimizar ao máximo as pesquisas, expandindo sempre que consigo”.

Hoje, além das cinco linhas específicas para a Universidade, circulam outras de apoio (linhas de bairro que passam pela UFJF). Nestas, houve reclamações por parte dos moradores de que os ônibus estavam ficando lotados por conta da demanda da Universidade. “Foi feita então a pesquisa de contraste visual, que é a observação de como os ônibus saem e chegam aos seus destinos. Temos 6 gabaritos, sendo o 1 muito vazio e o 6 superlotado. Verificamos os veículos quando chegavam na UFJF e quando chegavam nos bairros. Dessa forma, resolvemos o problema”, explica Andréa.

Na SETTRA não há nenhuma reclamação recente em relação às linhas da Universidade, de acordo com Andréa. Ela disse que é muito importante que, quando houver insatisfação, as reclamações sejam enviadas ao serviço de atendimento ao consumidor (SAC), para que a empresa tenha um direcionamento de planos de ação a serem tomados. Para os interessados, o telefone do SAC da SETTRA é 3690-8218.

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Bike Tecnológica

Modelo da Factor 001

por Laís Souza

A tecnologia da Fórmula 1 está cada vez mais perto da nossa realidade cotidiana. Os engenheiros da Bf1 Systems, empresa que projeta e executa a parte eletrônica e de chassis da F1, já usam a tecnologia dos carros de corrida em… bicicletas.

Você deve estar pensando: como assim? É uma bicicleta feita fora dos padrões da UCI (União Internacional dos Ciclistas), o órgão gestor do esporte. Chamada de Factor 001, ela possui aparatos nunca vistos em bicicletas e tem tudo para ser a mais avançada tecnologicamente do mundo.

De convencional, ela só tem o formato. Tanta tecnologia poderia sugerir alguma coisa com muitos fios, cabos de controle e baterias aparentes. Mas os componentes avançados estão todos integrados ao corpo da bike, fazendo com que ela se assemelhe às bicicletas tradicionais.

O que existe de diferente então? A Factor 001 integra diversos dispositivos eletrônicos para fornecer ao ciclista as principais informações necessárias, como temperatura da pele, pressão atmosférica, umidade do ambiente e frequência cardíaca..

Menderson Porto, professor de educação física, explica que aferir a freqüência cardíaca é muito importante durante o exercício físico: “Você tem que controlar o número de batimentos cardíacos para ver se o sangue não está sendo bombeado muito rápido e exercendo muita pressão nas veias. Se esse for o caso, há risco de infarto e outros derrames. Um equipamento que forneça esse dado é, sim, importante.”

Mas mostrar qual é a frequência cardíaca não é novidade em aparelhos esportivos. E quanto à temperatura da pele, pressão atmosférica e umidade do ambiente? “De uma maneira geral não tem tanta influência no exercício. Mas para esportes de alto rendimento, como o ciclismo, talvez essa variáveis ajudem a melhorar o desempenho. Teoricamente, isso é mais para laboratório mesmo”, explica o professor de educação física, Cristiano Carlos.

O guidão da Factor 001 possui uma tela touchscreen por onde se pode monitorar os dispositivos eletrônicos

E o sistema faz o que, antes, só era possível em laboratório: correlaciona os dados biométricos do passeio, os dados físicos da bicicleta e os dados meteorológicos e ainda faz uma análise em tempo real. Todas as informações são gravadas por um computador “de bordo” e podem ser usadas em seguida para estudos e comparações.

Mas ainda há o que acrescentar. A bike “superpoderosa” também tem um sistema de GPS integrado, que rastreia a posição geográfica do usuário e o ajuda a chegar ao local desejado. Tudo isso é visualizado em uma tela touchscreen montada no guidão.

A bicicleta é quase toda feita de fibra de carbono. Por causa disso, ela é mais leve (pesa apenas sete quilos), mais rígida e durável do que as bikes convencionais, que geralmente são feitas de aço ou alumínio. Os freios são de cerâmica e acionados hidraulicamente, deixando as frenagens mais precisas.

Como se todos esses “luxos” não bastassem, a Bf1 systems vai fabricar a bicicleta sob medida para o comprador, utilizando as preferências deste até no design. A empresa alega que cada atleta é diferente do outro e por isso vai disponibilizar, inclusive, a possibilidade de gravar o nome do comprador no guidão.

Todas as tecnologias e os diferenciais da nova bicicleta, associados ao peso do nome Fórmula 1, deu à bike um valor altíssimo de custo: 34 mil dólares. Cristiano se assustou com o preço: “Mesmo sendo da área esportiva, por esse preço, preferiria um carro”. Para Menderson, o produto não é viável para a realidade brasileira.

A bicicleta vai começar a ser comercializada em abril deste ano, mas apenas para um número seleto de compradores.

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Mostra homenageia mulheres de Juiz de Fora

Por Eduardo Malvacini

Nas fotos de 160 mulheres que se destacaram em nossa cidade, a exposição Mulheres: Juiz de Fora – 160 anos deixa claro o espaço que vem sendo conquistado na sociedade pela mulher. Um dos critérios usados para compor a lista de homenageadas foi a diversidade de áreas de atuação. Como pondera a Assessora de relações públicas da Funalfa, Adriana Abrantes: “a ideia foi homenagear não só mulheres que se destacaram na carreira acadêmica ou política, mas também no cotidiano da cidade”. Segundo ela houve a preocupação de escolher pessoas que “mesmo no silêncio dos afazeres do seu dia-a-dia contribuíram para a construção da nossa cidade”.

O grande diferencial dessa exposição é uma árvore onde os visitantes podem colocar fotos ou deixar recados para as mulheres que queiram homenagear. Desta forma a exposição se modifica com o passar dos dias, cada vez com mais homenagens. Ainda segundo Adriana, “a interação com o público é sempre boa para que a arte não fique estática, e é ainda mais importante porque permite que o público seja ouvido”.

Foram vários os colaboradores da exposição, já que grande parte das fotos foram difíceis de serem encontradas, seja com parentes ainda vivos das homenageadas ou em arquivos de  pesquisadores e jornais da cidade. Adriana conta que houve uma época em que a equipe vivenciou uma “caça às fotos”.

Vildane, que visitava a mostra, adorou. Ela descobriu “muitas mulheres que nem sabia que eram daqui” e disse ainda que essa mostra deveria ser mais divulgada para que todos conhecessem o poder da mulher em nossa cidade, principalmente “aquelas que abriram caminho no mercado de trabalho e na política, como a primeira vereadora na década de 60 [Vera Faria] e a primeira motorista de ônibus da cidade [Vera Marques Bastos]”.

Aberta há quase uma semana, a mostra já foi visitada por mais de 300 pessoas. A exposição combina uma homenagem ao mês da mulher e aos 160 anos de Juiz de Fora, que serão completados em 31 de Maio. A visitação acontece, com entrada gratuita, no Espaço Alternativo do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h.

Há quem diga que ainda faltaram muitas mulheres a serem homenageadas. Certamente a lista só pararia de crescer quando chegasse às quase 280 mil mulheres que fazem o dia-a-dia de nossa cidade. O melhor então é visitar à mostra e levar a foto da mãe, da avó, da tia, da sogra…

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Vacina anti-H1N1 não contém substâncias tóxicas

Por Eduardo Malvacini

Com o início da segunda etapa da vacinação anti-H1N1 nesta segunda-feira, 22, boatos de que a vacina possui substâncias tóxicas ganham força. A maior parte das informações falsas que circulam na internet são a respeito da presença de duas substâncias supostamente tóxicas na vacina, o mercúrio e o esqualeno. Em Juiz de Fora, a Secretaria de Saúde reafirma a posição do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial de Saúde), desmentindo as informações errôneas e assegurando que esses boatos não vão interferir na vacinação.

Segundo o site da OMS o mercúrio realmente existe na composição da vacina em uma substância chamada tiomersal: um composto organo-mercurial, antimicrobiano, geralmente utilizado nas etapas iniciais da fabricação de vacinas ou como conservante. A ação antimicrobiana do tiomersal está relacionada com o etilmercúrio, libertado pela substância. O mercúrio na forma de etilmercúrio não acumula no corpo e é eliminado mais rapidamente do que sua forma tóxica, o metilmercúrio.

Muita polêmica já circundou o tiomersal quando acreditava-se que essa substância era responsável por causar alterações do neurodesenvolvimento. Apesar de não haver evidências sobre os efeitos nocivos do tiomersal em vacinas (além das raras reações alérgicas possíveis) a Agência Européia de Medicamentos (Emea) alerta que a sua utilização deveria ser evitada, assim como de todos compostos mercuriais, na fabricação de vacinas.

O timerosal é bem conhecido no Brasil por ser o componente principal da antiga fórmula do Mertiolate, um  anti-séptico local da empresa Lilly. Em 2001 essa fórmula foi retirada do mercado brasileiro quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação e comercialização de medicamentos com derivados do mercúrio, visando diminuir a exposição da população a esses compostos, ficando apenas permitido seu uso em vacinas por não haver ainda um substituto a altura.

Já o esqualeno é um antioxidante, produzido por todos os organismos superiores, descoberto em 1906 em extratos de fígado de tubarão. Pode ser encontrado também no azeite e em óleo de gérmen de trigo. Existe no corpo humano e é facilmente absorvido pela pele. É utilizado na indústria cosmética, principalmente em cremes e batons. Na vacina anti-H1N1 o esqualeno é utilizado para aumentar o desempenho do sistema imunológico.

A história de que o esqualeno é tóxico tem teve início entre 2000 e 2002, quando um grupo de pesquisadores publicou artigos assumindo que soldados, vacinados contra o antraz para guerra do golfo, teriam desenvolvido uma doença chamada Síndrome da Guerra do Golfo, como reação ao esqualeno presente nas vacinas, hipótese que foi rechaçada pois, como ficou provado mais tarde, aquelas pesquisas teriam sérios problemas experimentais. O esqualeno é utilizado como adjuvante em vacinas desde 1997 e não há indícios de problemas associados ao seu uso.

Segundo a OMS até outubro de 2009 mais de 65 milhões de pessoas já haviam tomado a vacina anti-H1N1 e os efeitos colaterais observados até agora não diferem daqueles da vacina contra gripe sazonal.

Em Juiz de Fora já foram vacinados mais de 5 mil profissionais da saúde na primeira etapa da campanha. Para a segunda etapa a cidade recebeu 45.900 doses da vacina, que serão distribuídas para as Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps), Policílinca de Benfica, Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente e no PAM Andradas.

Nem toda a população será vacinada

Segundo o site do Ministério da Saúde, o objetivo da campanha é proteger apenas os grupos de maior risco, sejam saudáveis ou não, em que a doença tem mais chances de evoluir para casos graves. Outro objetivo é garantir o funcionamento dos serviços de saúde no caso de uma segunda onda da doença, através da vacinação dos trabalhadores na área.. Os grupos de risco foram definidos por ter sido neles a maior incidência de casos graves e morte pela influenza A (H1N1).

Além disso a vacinação em massa não é o foco da estratégia estabelecida em  todo o mundo, por acreditarem que não é mais possível conter a pandemia a nível global e também por não haver disponibilidade do produto nessa escala antes da segunda onda da gripe. Além do Brasil, apenas Estados Unidos e Canadá incluíram no grupo de risco pessoas saudáveis, indo além das recomendações da OMS, com a intenção de minimizar os efeitos do vírus.

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Democratização das práticas esportivas: Projeto 2º Tempo é ampliado

Por Luana Lazarini

Uma nova fase do Projeto 2º Tempo foi lançada na semana passada, 19 de março, pelo Ministério do Esporte e Secretaria de Esporte e Lazer de Juiz de Fora. Ao todo, 40 núcleos serão criados, atendendo 120 crianças em cada um deles. Na cidade o 2º Tempo já possui núcleos coordenados pelo Instituto Cidade. Em abril, o Instituto também vai lançar mais 30 núcleos, chegando a um total de 60, sendo 26 deles em Juiz de Fora e 34 em outras cidades da Zona da Mata.

Essa ampliação não acontece só na região, mas em todo o país. O número de alunos atendidos pelo projeto continua o mesmo. A diferença é que, antes, eram 200 crianças por núcleo, agora vão ser 100. A finalidade da ampliação dos núcleos é melhorar a qualidade das atividades oferecidas. Para essa ampliação, profissionais foram capacitados e serão contratados para integrar a equipe multidisciplinar do programa.

O 2º Tempo é uma das maiores apostas do governo, principalmente pelo fato do Brasil ter conquistado o direito de ser sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

O 2º Tempo

Considerado o maior projeto educacional de esporte do governo, o 2º Tempo foi criado pelo Ministério do Esporte em 2003. Tem como objetivos democratizar o acesso à prática esportiva e colaborar para a inclusão social.

O projeto oferece aos alunos atividade física, três vezes por semana, em três modalidades diferentes, sendo duas coletivas e uma individual. O programa também oferece atividades complementares, como reforço escolar, programação cultural e orientação em questões de saúde. O governo arca com os custos dos salários dos profissionais envolvidos no projeto, dos materiais esportivos, e dos uniformes e lanches fornecidos aos alunos.

O programa tem como público-alvo crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, com baixa condição social e que freqüentem a escola, critérios utilizados para a seleção dos alunos.

Em Porto Firme, cidade da Zona da Mata, crianças fazem parte de um dos núcleos 2º Tempo


Em Juiz de Fora

O 2º Tempo foi trago pelo Instituto Cidade em convênio com o Ministério do Esporte em 2006. A ONG coordena e gerencia o projeto. Até 2007, o 2º Tempo atendia duas mil crianças. Atualmente, seis mil alunos são atendidos em Juiz de Fora e na região da Zona da Mata.

De acordo com o coordenador geral do projeto, Jefferson Monteiro, os resultados obtidos desde 2006 são satisfatórios. “Recebemos frequentemente depoimentos dos pais dos alunos. Com o projeto as crianças saem da ociosidade, saem da violência. Muitos eram aliciados para o tráfico e com o 2º Tempo isso diminuiu”. Além disso, alguns alunos foram convidados para integrar outras equipes esportivas da cidade, como a do Granbery e da Academia de Comércio.

O Instituto cidade oferece, ao todo, vagas para seis mil crianças no projeto

Mas muitos desafios ainda precisam ser alcançados. De acordo com Jefferson ainda há muito a se fazer. “Em alguns bairros não existe infra-estrutura adequada para o funcionamento do projeto. Além disso, falta um pouco de conscientização da comunidade e dos alunos em entender que o 2º Tempo é um programa social”. Entretanto, Jefferson afirma que os resultados positivos do projeto superam qualquer obstáculo.

A procura de interessados em fazer parte do 2º Tempo é grande. Para participar é preciso fazer a inscrição no projeto. Em cada comunidade cem alunos são selecionados. Os demais aguardam em uma lista de espera.

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