Ônibus lotados para chegar à Universidade

por Laís Souza

Todo ano é a mesma história. Basta começarem as aulas na UFJF para surgirem reclamações a respeito das linhas de ônibus que fazem o transporte de passageiros até a Universidade. Com uma demanda excessiva, os veículos que integram as cinco linhas que percorrem o trajeto Centro/Universidade não conseguem dar vazão.

“Um passinho a frente, por favor, pessoal!”- é o apelo dos trocadores que já virou bordão entre os passageiros. E estes, muitas vezes já estressados pela falta de espaço dentro do veículo, costumam responder: “Dar um passinho para onde, não dá nem pra mexer aqui!”.

Para conseguir pegar o ônibus, é preciso acordar cedo. Mas não só isso, tem que ser esperto também. Independente de chegar antes, quando se aproxima o horário em que o ônibus costuma passar, o ponto fica cheio. E aí, não há ordem de quem chegou antes ou depois. Todo mundo se acotovela para ver quem consegue garantir seu lugar.

Ainda nos primeiros pontos de ônibus do centro da cidade, os veículos ficam lotados. Já nas próximas paradas, o motorista só acena mostrando que o ônibus está cheio, mas não pode parar. Os estudantes reclamam porque acordam cedo, mas chegam atrasados nas aulas. “Na minha primeira semana de aula eu já cheguei atrasada por causa do ônibus”, diz a estudante de nutrição Aline Lopes.

As assessorias da Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora, Astransp, e da de Transporte Urbano São Miguel Ltda., Tusmil, informaram que as empresas apenas operam as linhas de ônibus. “A dona das linhas é a Prefeitura. Qualquer alteração no quadro de horários ou no que diz respeito à inclusão de veículos deve ser visto com a SETTRA [Secretaria de Transporte e Trânsito]. A Prefeitura faz o levantamento de passageiros e, se for necessário mais veículos, ela solicita à empresa”, diz o encarregado de tráfego da Tusmil, Sérgio de Almeida.

A última pesquisa para calcular o número de veículos por demanda foi feita em outubro de 2009. Como deve ser feita durante o ano letivo, ainda não houve uma nova pesquisa esse ano. A Chefe de Departamento de Transporte Público da SETTRA, Andréa Santos, pondera que a pesquisa só é feita se houver reclamações – “O ideal seria eu monitorar essas linhas independente de reclamações. Mas eu tenho 260 linhas sob minha responsabilidade e não há equipe para fazer esse monitoramento constante. Então tenho que atuar em cima das reclamações, tentando otimizar ao máximo as pesquisas, expandindo sempre que consigo”.

Hoje, além das cinco linhas específicas para a Universidade, circulam outras de apoio (linhas de bairro que passam pela UFJF). Nestas, houve reclamações por parte dos moradores de que os ônibus estavam ficando lotados por conta da demanda da Universidade. “Foi feita então a pesquisa de contraste visual, que é a observação de como os ônibus saem e chegam aos seus destinos. Temos 6 gabaritos, sendo o 1 muito vazio e o 6 superlotado. Verificamos os veículos quando chegavam na UFJF e quando chegavam nos bairros. Dessa forma, resolvemos o problema”, explica Andréa.

Na SETTRA não há nenhuma reclamação recente em relação às linhas da Universidade, de acordo com Andréa. Ela disse que é muito importante que, quando houver insatisfação, as reclamações sejam enviadas ao serviço de atendimento ao consumidor (SAC), para que a empresa tenha um direcionamento de planos de ação a serem tomados. Para os interessados, o telefone do SAC da SETTRA é 3690-8218.

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