Dar esmola ou não, eis a questão!

Prefeitura de Juiz de Fora faz trabalho de conscientização para evitar a doação de dinheiro nas ruas da cidade.

Por Pedro Brasil

No último sábado, dia 20, a Prefeitura de Juiz de Fora começou a divulgação da campanha permanente “Não dê esmola, dê o caminho”. O objetivo da campanha é conscientizar os cidadãos de que a esmola acaba por sustentar as pessoas na rua, alimentando, inclusive, seus vícios. Segundo informações da Secretária de Assistência Social da Prefeitura de Juiz de Fora, um pedinte vivendo na rua consegue arrecadar em média R$ 180 reais por mês. Além disso, a Prefeitura tem projetos sociais cuja finalidade é exatamente tirar as pessoas da rua e dar a elas a assistência necessária. “A Prefeitura de Juiz de Fora tem projetos sociais para abrigar, dar alimentação e capacitação profissional a essas pessoas. As pessoas dormem na rua porque elas preferem assim ou não conhecem os nossos projetos”, é o que defende a secretária de Assistência Social da Prefeitura de Juiz de Fora, Silvana Barbosa.

A panfletagem no calçadão marcou o inicio da campanha no sábado, 20 de abril .

Já em 2007, o Diagnóstico de População de Rua de Juiz de Fora realizado, pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFJF e pela Prefeitura de Juiz de Fora, através da Amac, identificou um universo de 745 pessoas em situação de rua, mas 409 consideravam-se catadores de papel.

Conheça os projetos da PJF e como ajudar

A cidade de Juiz de Fora possui vários projetos para a assistência social da população carente. Dentre eles, destacamos o Curumim, a Casa do Pequeno Jardineiro, e a Casa da Menina Artesã, responsáveis por oferecer aos jovens a oportunidade de aprender uma profissão e ficar apto para entrar no mercado de trabalho. Já outros também são conhecidos, como o Centro de Referência do Idoso, que oferece teatro, lazer e atividade física para as pessoas da terceira idade. “Aqui é muito bom porque a gente joga capoeira, futebol e fica longe de muita coisa errada que acontece lá fora”, é que pensa o jovem Jorbison Costa que freqüenta o Curumim de São Benedito.

Funcionando há mais de um ano, a porta de entrada dos moradores de rua para a assistência social na cidade é o CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social). Lá, eles têm a oportunidade de tomar café da manhã, almoçarem, fazerem sua higiene pessoal, e, em breve, terão uma capacitação profissional em Jardinagem. Essa capacitação será um curso com duração de seis meses e poderá atender até a 50 pessoas, com um incentivo financeiro de meio salário por mês. “Esse projeto é mais uma oportunidade dessas pessoas terem novas perspectivas”, destaca a secretária de Assistência Social da Prefeitura de Juiz de Fora, Silvana Barbosa.

O CREAS população de rua funciona de oito da manhã às dez da noite da noite na Rua Ozório de Almeida, 950, no bairro Poço Rico. A partir desse horário, os freqüentadores interessados em ter um abrigo temporário para dormir, devem ir a Rua José Calil Ahouagi, 592, no Centro. Lá, os moradores de rua receberão um jantar e terão direito ao pernoite. O telefone de contato do CREAS é 3690-7770.

Opiniões dos populares ainda são divergentes quando o assunto é dar esmola

Dar esmola ainda é um assunto polêmico. Há os que pensam que dar esmola é errado, como é o caso da jornalista Ana Santos. “Não acredito muito que isso vá resolver o problema dessas pessoas e penso que poucos querem dinheiro para se alimentar. Existem abrigos públicos, mas muitos deles não querem nem passar perto, por conta das regras desses espaços”, pondera a jornalista. Por outro lado, há pessoas que doam suas moedas e acreditam estar fazendo o bem do próximo. “Dou esmola porque as pessoas precisam de ajuda. Se o mendigo é fumante, por exemplo, e o cigarro é algo que dá prazer a ele, ele não tem o direito de fumar porque ele não tem dinheiro? Isso é hipocrisia”, é a opinião do praticante a oficial de náutica (estagiário de piloto de navio), Bernardes Carmo Toledo. E você qual a sua opinião? Devemos ou não dar esmola aos pedintes?

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Arquivado em Cotidiano, Webjornalismo

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