Contação de Histórias faz público mais criativo e independente

Contadores de Histórias Estação Palco contam "Causos Mineiros"

Contar histórias é muito mais do que uma técnica. É uma arte.  E uma das coisas com que mais estamos acostumados: o tempo inteiro desenvolvemos o pensamento, relatando distintas histórias para as mais diversas pessoas. Muitas vezes, profissionais que dominam as técnicas narrativas se destacam no mercado de trabalho. São professores, atores, palestrantes, vendedores que têm nas suas falas a capacidade de convencer, causar reflexão e estimular a imaginação. Para Ronan Lobo, professor de teatro e de contação de histórias, a arte ajuda no retorno e na busca das raízes. “Desde o princípio, o ser humano se coloca a partir das suas histórias”, afirma.

Parece fácil contar uma história, mas não é. Diferente do teatro, por exemplo, no qual o ator encarna um personagem e possui uma estrutura de palco, iluminação e grandes cenários, na Contação de Histórias, a pessoa fala diretamente ao público, olhando nos olhos da pletéia. Por isso, segundo Ronan Lobo, que também já criou diversos repertórios – como são chamados os grupos de histórias a ser contadas e cantadas – a principal característica para um bom contador de histórias é a sinceridade.  “O contador precisa sentir, conhecer, acreditar e gostar do texto”. Se você não conhece, não acredita e não gosta, não pode ser sincero com seu público”, afirma.

A diretora dos Contadores de Histórias Estação Palco, Nilza Bandeira James, acredita que para se transmitir uma boa história é necessário conhecê-la. “Um professor que vá contar uma história não tem que tirar o livro do armário e ler. Ele tem que conhecer o enredo, saber como transmiti-lo. E destaca que se apaixonou pela arte durante os 17 anos em que foi professora da primeira série do Ensino Fundamental.  “Eu via como uma boa história era capaz de prender a atenção das crianças, estimulando a concentração e a imaginação”, completa.

Segundo Nilza,  todo professor tem que ter na manga essa ferramenta para desenvolver a criatividade.” É uma maneira lúdica de prender a atenção das crianças”, avalia. E acrescenta: “o foco da contação de historias é formar leitores”. Ronan Lobo acredita que além disso, a arte trabalha a imaginação e a criatividade, fazendo com que a criança tenha a possibilidade de criar seus ambientes, seus cenários,  suas imagens próprias, sem a obrigação de estarem em uma ditadura visual ou sendo obrigadas a ver de uma outra forma. Ele ainda afirma que “ela ajuda a gerar uma sociedade e um ser humano mais compreensivo, que entende o outro lado,  a outra versão, o outro personagem e por que uma pessoa no seu cotidiano fez ou deixou de fazer algo. E conclui: “acho que a contação de histórias ajuda a pessoa a se entender como ser humano frente aos outros seres humanos”.

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