Economia familiar dos brasileiros apresenta melhorias significativas

O perfil econômico do brasileiro está mudando. É o que afirma o coordenador de remuneração Emerson Detoni, com base na pesquisa Observador 2010, feita pelo Instituto de Pesquisa Ipsos e pela financeira Cetelem. De acordo com Emerson, é possível fazer essa afirmação já que a pesquisa aponta, além do aumento da renda do brasileiro em 2009, o fato de que a população brasileira tem usado mais a poupança. Historicamente no Brasil não há o hábito de guardar dinheiro. Detoni acredita que essa realidade esteja mudando. “Creio que o aumento da inclusão econômica nos últimos anos, associado ao aumento real da renda tenha permitido ao brasileiro poupar. Este é um movimento bom para o país e suas demandas de crédito e investimentos”, afirma.

Há um aumento significativo da classe C e uma diminuição das classes D e E

A pesquisa também mostra que houve crescimento das classes A, B e C. Segundo dados divulgados, a classe C representa hoje, no Brasil, 49% da população. Houve também um encolhimento das classes D e E, que eram 40% e agora somam 35%.  “Estes números não deixam dúvidas quanto à mudança do perfil econômico do brasileiro e com certeza irão influenciar fortemente nas relações sociais e econômicas do Brasil”, afirma Emerson. Segundo o professor Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil dever ter pelo menos mais cinco anos de ascensão social, com a entrada de 9,4 milhões de pessoas nas classes A e B.

O coordenador de remuneração acredita que a melhoria de vida da população está relacionada com o aumento de investimentos públicos e privados nos últimos anos. Os números divulgados esse ano pelo Ministério Público confirmam. Foram criados 12 milhões de empregos formais nos últimos anos e o trabalhador tem conquistado aumentos salariais acima do INPC: “O ganho de escala e a consequente redução dos custos permitiram que as empresas praticassem uma remuneração mais agressiva”, explica. E conclui: “é uma prática que tende a se manter”.

A renda familiar média do brasileiro aumentou.

Segundo ele, a população brasileira não entrou no clima da crise nos últimos anos e o governo apostou no consumo, o que alavancou a economia do país, e permitiu essa melhoria na vida do brasileiro. A crise não alterou as políticas salariais, por causa de uma perspectiva de que ela passaria rápido, pelo menos no Brasil. “Embora o PIB tenha recuado 0,2% no ano passado, houve um crescimento de 2% se compararmos o primeiro trimestre de 2010 com o último de 2009”, ressalta.Segundo Emerson Detoni, muitos setores já apostaram que em junho a economia estará nos patamares pré-crise. E conclui com expectativas favoráveis: “Eu acredito que será mantida a atual tendência no mercado de salários, onde as empresas continuarão a praticar uma remuneração competitiva com vistas principalmente as retenções de capital intelectual.”

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