Equilíbrio e Harmonia: o diferencial da formação das crianças com as artes marciais

As artes marciais são a favor da não-violência. Por isso ensinam o respeito mútuo e a cordialidade.

Os praticantes são unânimes em dizer que as artes marciais, muito mais do que lutas, são verdadeiras artes, em que não só a disciplina física é exigida e ensinada, mas também toda uma filosofia de respeito a si mesmo e dos outros. No caso do caratê, o professor Fernando Rodrigues, praticante da atividade há 18 anos, explica que os princípios básicos são a cordialidade, o respeito e a integridade, visando também o crescimento interior.  “Nas artes marciais, trabalhamos o ser humano e seu caráter. Não focamos só na prática de exercícios físicos, mas também na sua formação humana pela questão de formar um indivíduo que venha a conviver numa sociedade melhor, praticando a não-violência, ao contrário do que muita gente acha”.

Leonardo Guimarães, de 18 anos e praticante há 8 do caratê, explica que “nós devemos superar nossos próprios limites. O único inimigo que a gente enfrenta somos nós mesmos”. Ele ressalta que está numa hierarquia inferior, o que ainda não o permite pensar em competições profissionais por enquanto. Mas faz planos: “quando eu for mais experiente, gostaria de dar aulas de caratê para crianças”.

Como em qualquer arte marcial, os princípios da luta são ensinados com muito rigor aos alunos. Fernando, que também é vice-campeão mineiro de kata, explica que algumas pessoas procuram as artes marciais para melhorar o condicionamento físico. Outras já o fazem pelo fato de gostar de cultura oriental e algumas até mesmo para trabalhar a defesa pessoal. Para o professor, o motivo real do interesse pelo esporte é a filosofia trabalhada pelo caratê e as qualidades físicas gerais que o exercício físico promove, como é o caso do estudante Leonardo Guimarães. “Eu entrei procurando uma atividade física, mas depois descobri que o caratê tem toda uma filosofia, que faz dele uma arte. Por isso chama arte marcial”.

João Vitor Soares também se apaixonou pelas artes marciais há um ano e meio. Aos 8 anos, treina três vezes por

O professor Fernando Rodrigues ensina aos alunos os golpes do caratê

semana e, segundo Fernando, é um excelente lutador. O pai, João Batista Soares, conta que a idéia de lutar foi do próprio filho. “Ele via na televisão e resolveu tomar a iniciativa de nos pedir para treinar”. E o garoto, tímido, conta que, além de adorar artes marciais, pretende seguir a carreira de lutador.

Fernando explica que a prática do caratê é muito importante para as crianças. “Primeiro pela gama de movimentos que o caratê propõe, promovendo o enriquecimento motor. Até mesmo pela situação de muitas crianças hoje em dia, que vivem dentro de apartamentos, presas, sem saber fazer muito movimento. E em segundo lugar, por toda essa formação de caráter”. João Batista concorda. “No João Vitor o caratê melhorou a parte de concentração e o condicionamento físico. E ele gosta bastante”.

João Vitor e Leonardo têm o professor como um ídolo. Fernando, que começou a treinar com 14 anos de idade, conta: “por causa dele eu fiz faculdade de educação física e tem 18 anos que eu treino caratê. Sou faixa preta há 3 anos. Além disso, já viajei boa parte do Brasil para fazer cursos me aperfeiçoando e participando de competições”, conta o professor. Esse ano, ele pretende prestar exame para segundo dan. E é com essa determinação que ensina, além da técnica, uma filosofia de vida chamada caratê.

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