Arquivo do mês: maio 2010

Nova peça do Grupo Divulgação propõe reflexão aos espectadores

Por Márcia Costanti

A peça “Juizado de Pequenas Perdas”, de José Luiz Ribeiro, está em cartaz no Fórum da Cultura até o dia 4 de Julho. O espetáculo conta a história de Elisa, uma datilógrafa apaixonada pela profissão e que vive o conflito de ter que lidar com a sociedade dominada pelas tecnologias virtuais.

Segundo o autor da peça, José Luiz Ribeiro, a história é uma oportunidade para os espectadores pensarem princípios e valores que estão se perdendo com o tempo na era digital. Ele ressalta, ainda, que a peça têm emocionado desde a estréia, no último dia 18: “É um texto diferente, cheio de emoção e o público tem sido muito receptivo”.

O ator Álvaro Dyogo vive o personagem Felício, faxineiro do local onde Elisa trabalha e que é querido por todos, exceto pelo chefe, pois e

Os personagens Wanderley e Felício

sconde os erros dos funcionários. Álvaro acredita que o personagem traz leveza para o texto: “Felício é o lado descontraído e cômico da peça”. O ator conta que a preparação do elenco começou com trabalhos corporais e vocais e muito ensaio do texto: “Não recebemos o texto inteiro de uma vez, fato que gerou grande expectativa”, explica. Segundo ele, a peça é um trabalho diferenciado do Grupo Divulgação, por ser um espetáculo que trabalha a atenção e emoção do público, ao contrário de um texto de comédia, mais comum entre as produções do Divulgação.

O grupo que compõe o elenco é formado por universitários e alunos da turma de teatro da terceira idade. A peça estará em cartaz até o dia 4 de Julho, de Quarta a Domingo, às 20h30. Estudantes e idosos pagam meia-entrada, no valor de R$5. A inteira custa R$10. O telefone do Fórum da Cultura para reservas ou informações é 3216 3850.

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Juiz de Fora fica em 245° em ranking nacional de bibliotecas

Por Isabela Lobo

O Ministério da Cultura divulgou no dia 30 de abril um estudo que mostra o número de bibliotecas municipais por cidadão no país. O 1° Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais considerou 4.763 bibliotecas em 4.413 municípios. Juiz de Fora, que teve apenas um espaço contabilizado, ficou em 245º lugar no ranking nacional e em 25° entre as cidades mineiras.

Por dia, cerca de 400 pessoas passam pela BMMM

A universitária Marília Dutra, que frequenta a Biblioteca Municipal Murilo Mendes (BMMM), acredita que o espaço atende bem seus usuários. “Eu sou de Formiga e também ia muito nas bibliotecas de lá. Acho a BMMM referência. É um espaço organizado e silencioso. Já peguei muitos livros, tenho carteirinha e tudo mais.”

O Coordenador da Biblioteca Murilo Mendes, Vanderlei Tomaz, mostrou-se surpreso com a colocação da cidade. “O censo procurou diagnosticar as bibliotecas criadas e mantidas pela prefeitura. Só levou em conta um espaço, mas existem outras iniciativas que precisam ser consideradas.” Para Vanderlei os espaços coordenados por associações de moradores ou por membros das comunidades, por exemplo, deveriam aparecer no estudo. “São mais de 20 iniciativas em toda a cidade”. Alguns exemplos são os espaços dos bairros Monte Castelo, São Pedro, Ipiranga e Santa Efigênia.

Vanderlei ainda lembra a existência da biblioteca Delfina Fonseca Lima, no Bairro Benfica. “Se a Delfina tivesse sido considerada, Juiz de Fora seria uma das primeiras do ranking”, afirma Vanderlei. Por dia, são atendidas cerca de 80 pessoas em Benfica e cerca de 400 na BMMM. Para o coordenador os números são bons, visto que a internet se torna uma concorrente. Muitas pessoas trocam os livros por busca na internet.

Apesar da colocação da cidade, Vanderlei Tomaz vê a iniciativa como uma oportunidade. “Nos incentiva a fazer mais e estender as parcerias e iniciativas.”

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Dengue avança em Juiz de Fora

Desde o início do ano já são 7.756 casos confirmados de dengue na cidade. Os bairros Milho Branco, Centro e Borboleta são os mais atingidos. Em Minas Gerais são mais de 158 mil casos da doença e Juiz de Fora é a sexta cidade mais atingida do estado, atrás apenas de Belo Horizonte, Betim, Montes Claros, Contagem e Carangola.

No Bairro Borboleta são comuns os focos de dengue

Apesar dos quase 8 mil casos de dengue divulgados, a quantidade efetiva de pessoas contaminadas é outra. “Estamos vivendo uma epidemia de dengue e esse número é apenas um reflexo disso, mas sabemos que o número real é bem maior”, acredita Sônia Rodrigues, médica do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Com o objetivo de diminuir a incidência da doença, a Prefeitura sancionou a Lei 12.007/2009, que penaliza os proprietários de imóveis que contenham focos do mosquito da dengue. No entanto, as multas ainda não estão sendo aplicadas na cidade porque é preciso esperar, antes, o prazo mínimo de 60 dias para que a lei seja regulamentada. A expectativa é de que, com as multas, que variam de R$250,00 à R$500,00, os moradores fiquem mais atentos a possíveis focos e tomem medidas para evitar a proliferação do mosquito.

Bueiro aberto no Bairro Democrata

Segundo a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde, enquanto a lei não é regulamentada o que tem sido feito é um trabalho educativo junto à população. Neste processo, além de serem conscientizados dos perigos da doença e dos meios para evitá-la, os moradores já estão sendo alertados e orientados em relação às futuras multas.

Mesmo com a chegada do inverno a previsão é de que o combate a dengue continue efetivo. “O trabalho dos agentes de saúde em relação a dengue é perene, dura todo o ano; a população não pode deixar de lado as medidas preventivas”, alerta Sônia Rodrigues. A médica lembra que, apesar de a dengue ser mais comum em épocas mais úmidas, ela não deixa de existir no inverno.

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Inscrições abertas para prêmio de empreendedorismo

Inscrições podem ser feitas no escritório do Sebrae em Juiz de Fora

por Randolfo Oliveira

Estudantes do ensino técnico e tecnológico das instituições públicas de ensino tem uma grande oportunidade de mostrar seu potencial empreendedor. Estão abertas, até o dia 31 de agosto, as inscrições para a edição 2010 do Prêmio Técnico Empreendedor. Desenvolvido através de uma parceria entre o Sebrae, o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Banco do Brasil, a iniciativa teve início em 2002 e já recebeu 1800 projetos. Só em 2009 foram 290 trabalhos inscritos.

Para participar os interessados devem formar grupos de duas ou três pessoas, acessar o edital disponível nos sites do MEC e do Sebrae, e montar um projeto de acordo com o roteiro apresentado, em três temas: livre, inclusão social e cooperativismo. Uma vez concluídos, os trabalhos deverão ser entregues na unidade do Sebrae mais próxima. Em Juiz de Fora, o Sebrae está localizado na avenida Olegário Maciel, 436, bairro Santa Helena.

Na visão do analista do Sebrae em Juiz de Fora, Gustavo Magalhães, o prêmio é importante para incentivar a cultura empreendedora nos estudantes. “Quando os jovens participam de projetos como esse, eles são estimulados a desenvolver seu potencial empreendedor, tornam-se mais ativos e preparados para enfrentar o mercado de trabalho ou buscar uma oportunidade de abrir seu próprio negócio”, afirma.

A etapa de avaliação dos projetos começa em setembro e os resultados da primeira fase serão divulgados no dia 03 de novembro. Os três melhores colocados das categorias técnico e tecnólogo em cada região serão classificados para a Fase Nacional, receberão um certificado de reconhecimento e R$ 2000,00.

Na etapa nacional os três melhores projetos receberão certificados e troféus, além de prêmios em dinheiro: R$ 8 mil para o primeiro colocado, R$ 6 mil para o segundo e R$ 4 mil para o terceiro. Os professores orientadores das equipes vencedoras também serão premiados.

Para mais informações acesse os sites:
Sebrae – www.sebrae.com.br
MEC – www.mec.gov.br
Mapa – www.agricultura.gov.br

Ou ligue para a central de atendimento do Sebrae (ligação gratuita):
0800 570 0800

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Empresários e clientes aderem ao comércio digital

por Mário Braga

No Brasil, é cada vez maior o número e os valores das vendas feitas através da internet. Grandes atacadistas mantêm portais que vendem os mais diversos produtos, desde material de papelaria a equipamentos eletrônicos de ponta e pacotes turísticos.

O blog Sobre Isso cita a Agência Estado para retratar o aumento das movimentações financeiras pela rede. No natal de 2009, 17 milhões de pessoas adquiriram produtos pela internet, o que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2008. Mas esse fenômeno não é uma exclusividade de empresas que agem em âmbito nacional. Em Juiz de Fora, a Chico Rei, uma grife de camisas, não possui uma loja física e realiza a maior parte de suas vendas pela internet. Os clientes até podem ir ao estúdio adquirir um produto, mas são as transações virtuais que viabilizam a existência da marca.

Outro caso na cidade é o do sex shop Desfruty. O gerente Cléber Curzio Lucas revela que a maior parte das transações é feita através da internet. “Muitos clientes ficam com vergonha de vir à loja comprar. A internet oferece a privacidade que eles desejam”. Além desse motivo, a internet permite que Cléber venda produtos para qualquer lugar do Brasil. “Hoje em dia eu mando muitas mercadorias para São Paulo, Rio de Janeiro e também para o Nordeste”.

Rapidez, segurança e preço baixo são os motivos que levam o universitário Daniel Guimarães a realizar a maioria de suas compras pela rede. “Já comprei tênis, produtos de informática, equipamentos musicais e até suplementos alimentares”. Para Daniel, a falta de tempo explica a opção pelas compras virtuais. “Não tenho muito tempo disponível no horário comercial. Outra vantagem das lojas on-line é que elas ficam abertas 24h por dia”.

Essa nova opção para clientes e empresários só é possível graças aos avanços tecnológicos que conferem segurança às compras. Todos os dados do cartão de crédito ou as senhas bancárias são codificados antes de serem transmitidos. Mesmo que um hacker intercepte as informações, a codificação impede que os dados sejam utilizados para outros fins. Para não correr riscos, é importante verificar se o endereço virtual da loja tem o prefixo https ao invés do tradicional http, e se o navegador exibe um cadeado no canto inferior direito da página em que a transação é realizada.


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Reaproveitamento do óleo: uma saída ecológica

Por Alice Linhares

Todos os dias nas cozinhas de casas, restaurantes e lanchonetes são gastos vários litros de óleo de cozinha. Depois de utilizado, esse óleo muitas vezes acaba indo parar no ralo das pias. A maioria das pessoas sabe que essa prática é prejudicial para o meio ambiente, mas muitas vezes o comodismo e a falta de informação acabam fazendo com que o óleo vá direto para os esgotos da cidade. No entanto, hoje em dia é possível reutilizar esse material, evitando os danos para o meio ambiente.

O agrônomo Theodoro Guerra explica que o óleo de cozinha é altamente poluente. “Quando é jogado no solo, pode contaminar os lençóis freáticos. Quando as pessoas jogam na pia, ele vai diretamente para os córregos da região. Isso compromete toda a vida desse corpo hídrico. O óleo fica na superfície da água, diminuindo a oxigenação e a iluminação dos rios. Assim, os peixes e as plantas podem morrer. É realmente preocupante.” O agrônomo ainda explica que um litro de óleo pode contaminar aproximadamente 100 m² de água. Além disso, a decomposição do óleo de cozinha emite metano, um dos principais gases que causam o efeito estufa. Para ajudar a solucionar todos esses problemas, Theodoro diz que o óleo pode ser transformado em sabão ou ração para animais, por exemplo.

Em Juiz de Fora, muitas pessoas entregam o óleo usado em casa nas padarias e supermercados que funcionam como pontos de coleta. A Empresa Bio Renove existe desde 2008 e trabalha com a transformação desse óleo de cozinha. Ela mantém uma parceria com mais de 20 estabelecimentos, entre padarias e supermercados. Além do óleo recolhido nestes locais, há também parcerias com o comércio em geral e com indústrias. Cerca de 15 mil litros de óleo são beneficiados por mês.

O gerente de operação da Bio Renove, Alessandro Mássimo Alessandri, explica que o trabalho da empresa é baseado na troca: “O ser humano é naturalmente acomodado. Então acaba fazendo o que é mais fácil e joga o óleo na pia. Para estimular a transformação do hábito das pessoas, em troca do óleo que recolhemos nós oferecemos produtos de limpeza que nossa indústria fabrica. Assim, existe um estímulo para a participação”.

O trabalho de coleta da Bio Renove funciona da seguinte forma: os caminhões coletores passam nas empresas e instituições parceiras em dias determinados. O óleo é recolhido e levado para a Bio Renove. Começa, então, o trabalho de purificação do material. O óleo passa pela pré-depuração, etapa na qual é aquecido e acontece a retirada de acidez, umidade e resíduos. Assim, o produto final, que é chamado de insumo, é encaminhado para indústrias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Dependendo da indústria, esse insumo pode ser transformado em ração animal, massa de vidro, sabão em pasta ou biodiesel.

Alessandro acredita que o trabalho realizado é de fundamental importância para a qualidade de vida da cidade. “Sendo uma empresa, nós temos o objetivo do lucro. No entanto, nosso trabalho também visa o bem-estar das pessoas. Todo mês, 15 mil litros de óleo deixam de contaminar a parte hídrica do meio ambiente e isso significa melhores condições para todos”.

Iniciativa que faz a diferença

O óleo recolhido na comunidade é coado, para a retirada das impurezas

Mas não são apenas as grandes empresas que podem ajudar nesse processo. É no salão da igreja católica do bairro Santa Cândida que dona Vera Lúcia e “seu” Luiz se reúnem para ajudar a igreja e também o meio ambiente. Desde 2008 existe um trabalho de reciclagem do óleo de cozinha no bairro. A ideia surgiu dos próprios moradores. A aposentada Vera Lúcia Fortunato Prudêncio e o seu marido, o pedreiro Luiz Carlos Prudêncio, transformam o óleo recolhido em Santa Cândida em sabão, que depois é vendido. O trabalho é voluntário e o dinheiro é destinado para a igreja.

São as pessoas do bairro que entregam o óleo já utilizado para o casal. E a quantidade, que seria despejada no meio ambiente, não é pouca: apenas uma lanchonete do bairro chega a gastar 60 litros de óleo por dia. “Seu” Luiz conta que antes de existir o trabalho de reciclagem do óleo no bairro a situação era bastante complicada: “As pessoas jogavam tudo pela pia e as lanchonetes, que usam em maior quantidade, acabavam jogando em terrenos baldios. E isso era péssimo. Além de estragar o meio ambiente, atraía animais, como ratos.”

O processo de transformação do óleo em sabão é bem simples. Primeiro, ele é coado, para retirar os resíduos. Depois são acrescentados detergente, soda cáustica e água fervendo. O resultado é um líquido cremoso, marrom claro. No dia seguinte, o material já está duro e a cor é branca. O sabão é cortado e, depois de quinze dias, pode ser usado. Este tempo é fundamental por causa da química da soda cáustica, produto altamente corrosivo que pode produzir queimaduras, cicatrizes e cegueira devido à sua elevada reatividade. Mas, passados os quinze dias, o sabão já não oferece nenhum risco à saúde. E dona Vera Lúcia garante que o produto é de ótima qualidade. “Todo mundo do bairro procura pelo sabão. A roupa fica braquinha em pouco tempo e ainda por cima com cheiro bom!”

“Seu” Luiz mostra o resultado final: um sabão famoso em todo o bairro

“Seu” Luiz destaca que o trabalho é feito com muita dedicação e cuidado, e lembra, também, que se todos ajudassem seria possível evitar a poluição e melhorar as condições do meio ambiente. “Sei que muita gente não liga e não faz a sua parte. Mas eu acredito que a gente deve servir de exemplo. Com esse nosso trabalho, garantimos um dinheirinho para a igreja ajudar a comunidade e ainda evitamos que o óleo vá poluir ainda mais a nossa cidade.”

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IX Feira Cultural Árabe movimenta o domingo em Juiz de Fora

Por: Carla Sanches 
  
O grupo Nabak, representante da colônia árabe em Juiz de Fora, promoveu a IX Feira Cultural Árabe. O evento ocorreu no último domingo (23) no Centro Cultural Pró-Música das 12h às 20h.
  
A programação foi composta por concursos e mostras de danças orientais, desfiles de trajes típicos, shows com bailarinos consagrados no cenário nacional e internacional e workshops de dança. “O objetivo do evento é divulgar a cultura árabe, representando os costumes e tradições da terra com muita garra e amor pela cultura”, explica o organizador da Feira, Tufic Nabak. Ouça.
 

  

Estande expõe trajes típicos

 

 A dona de casa Jane Ferreira é mãe de uma das 200 bailarinas que participaram da apresentação e garante que a família toda acompanha a filha. “Todo mundo lá em casa faz questão de vir todos os anos. É um evento lindo e de muito bom gosto”, ressalta a dona de casa. 

Entretanto, a Feira não traz visibilidade somente para os estandistas. A bailarina Beatriz Raiet veio de Belo Horizonte para participar do evento pela primeira vez. “Participar da Feira faz com que a gente conheça outras pessoas envolvidas com a dança e dá visibilidade ao nosso trabalho, engrandecendo-o”, destaca a bailarina.    

  
Show especial foi um dos destaques da Feira

 Um dos principais momentos da Feira foi o show especial, que contou com apresentações dos bailarinos convidados e do Grupo Nabak, que atua há mais de oito anos em todo o Brasil. 

De acordo com o organizador, a grande dificuldade de promover eventos como este na cidade é a falta de apoios e de patrocínios. Apesar disso, Tuffic é otimista. “Nós vamos continuar em busca de mais patrocínios e vamos conseguir com que mais pessoas se interessem em apoiar este tipo de evento”, ressalta.   

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