Incubadora de empresas é alternativa para quem quer abrir negócio

Por Alice Linhares

Quando uma empresa começa a dar seus primeiros passos, sempre aparecem dificuldades. Falta de planejamento, problemas com o controle dos gastos ou decisões precipitadas podem trazer problemas. Uma boa opção para aqueles que desejam ter seu próprio negócio e trilhar um caminho

Prédio do Critt, onde funciona a Incubadora de Empresas

mais seguro é buscar a ajuda de uma incubadora de empresas. No prédio do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt), no campus da UFJF, funciona a Incubadora de Base Tecnológica (IBT).

A IBT existe desde 1995 e tem como principal objetivo dar apoio a iniciativas empreendedoras e projetos inovadores. Assim, através de um acompanhamento especializado, busca proporcionar condições para que as empresas incubadas possam se fortalecer para entrar no mercado. De acordo com os dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a taxa média de sobrevivência das empresas geradas em incubadoras é de 82%. No caso das micro e pequenas empresas, que não passaram pelo processo de incubação, apenas 40% sobrevivem mais de quatro anos no mercado. Já em Juiz de Fora, a taxa de sobrevivência das empresas incubadas é de 95%.

Para que uma empresa possa ser incubada, é necessário participar do processo de seleção composto por três etapas. Na primeira, o candidato apresenta uma pré-proposta, que deve ser inovadora. A responsável pela Incubadora do Critt, Tatiana Maestri, explica que este é um fator muito importante. “Esta é uma característica fundamental do projeto. A proposta pode ser interessante, mas se não desenvolver um produto ou um processo novo, não é possível fazer parte da Incubadora”. Caso a proposta seja aprovada, a pessoa deve fazer um plano de negócio, que será apresentado para uma banca avaliadora. A próxima etapa é a entrevista final. “Nesta última fase nós analisamos realmente o perfil do empreendedor, porque acreditamos que isso interfere no sucesso da empresa”, explica Tatiana. Depois disso, já é possível fechar o contrato.

Boxes em que funcionam as empresas incubadas

No processo de incubação existem três fases, que duram aproximadamente um ano cada, variando de acordo com as necessidades específicas do empreendimento. Na primeira fase, a empresa se estrutura e começa a desenvolver o produto. Na segunda, o produto passa a ser comercializado. Já na terceira fase, a empresa vai se estruturar para trabalhar no mercado.

Tatiana destaca que a grande vantagem de se incubar uma empresa é o apoio recebido. Ao longo de todo o processo, acontecem reuniões bimestrais e são dadas orientações sobre plano de negócios, gestão, questões jurídicas e financeiras, além de cursos de capacitação. “Quando a empresa tem alguma necessidade que não pode ser solucionada aqui, temos vários contatos, inclusive de áreas da própria UFJF, que podem solucionar o problema”, explica. Além dessa assessoria, Tatiana destaca a importância da infraestrutura oferecida. As empresas se estruturam em boxes e pagam pelo espaço ocupado. Em média, o preço pago mensalmente é de R$600. Ela destaca ainda a credibilidade passada através do apoio da UFJF. (ouça na íntegra)

Ao todo, 23 empresas já passaram pelo processo completo de incubação. Atualmente, existem cinco participando e a expectativa é de que até o final do ano sejam dez. Um dos empreendimentos que já passaram pelo processo é a Plangeo, que existe desde 1996. No entanto, a empresa

Plangeo: considerada um caso de sucesso pelo Sebrae

procurou a ajuda da Incubadora de Empresas quando já tinha oito anos de existência. O diretor executivo da Plangeo, Júlio César de Almeida Valério, explica que estavam passando por mudanças e seu sócio havia deixado o negócio. Ele acredita que a ajuda da Incubadora durante três anos foi fundamental: “Tínhamos a necessidade de um apoio gerencial e o suporte da incubadora foi importante. Essa parceria ajudou a superar dificuldades de gestão e aprendemos a fazer um plano de negócio e um planejamento financeiro eficaz. Além disso, o contato com o Sebrae também ajudou no desenvolvimento da empresa”, explica Júlio. A Plangeo foi considerada pelo Sebrae um caso de sucesso.

Tatiana Maestri acredita que esses 15 anos de atuação da Incubadora foram muito importantes para o desenvolvimento de Juiz de Fora. Ela ressalta que ainda existem obstáculos a serem vencidos, mas o saldo final de todo o trabalho pode ser considerado positivo. (ouça na íntegra)

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