Sertanejo universitário toma conta das noites de Juiz de Fora

Por Bárbara Schlaucher

A música sertaneja sempre foi popular entre os brasileiros. Mas a partir dos anos 2000, o estilo ganhou uma “nova cara” e vem conquistando cada vez mais público.

Marcado por batidas fortes, ritmos empolgantes e letras de fácil memorização, o sertanejo universitário une tradição e ousadia. Através da mistura de elementos do rock, do pop e do axé, o movimento se tornou o fenômeno musical que mais cresce no país.

A dupla Alan & Alisson se apreseta semanalmente em Juiz de Fora

Victor & Léo, João Bosco & Vinícius, Luan Santana e Jorge & Mateus, são alguns dos principais artistas que, atualmente, compõem o cenário da renovada música sertaneja. A popularidade do estilo aumenta a cada dia, principalmente entre os jovens, o que justifica o “rótulo” sertanejo universitário.

Em Juiz de Fora, não poderia ser diferente. O movimento tem público garantido. A dupla Alan & Alisson surgiu em 1991, mas foi em 2007 que os cantores ganharam maior destaque na cidade. A dupla faz cerca de 150 shows por ano e desde a popularização do estilo, o público médio passou de 700 para 1500 pessoas. “Atualmente, estamos fazendo shows fora da cidade. Em Três Rios, no estado do Rio de Janeiro, chegamos a tocar para 10 mil pessoas em uma micareta. O sertanejo está conseguindo entrar em espaços que nem imaginávamos”, ressalta Alisson.

Alan atribui parte do sucesso das duplas de Juiz de Fora ao movimento. “O sertanejo universitário não é uma música feita pra jovens, ele é a música sertaneja jovem, é uma música recente, que está sofrendo várias influências e que agrada desde a criança até os idosos. É a forma mais simples de cantar. Muito mais acessível, muito mais popular”. O cantor ressalta ainda a importância do novo movimento, que contribuiu para diminuir o preconceito em relação à música sertaneja. “O sertanejo universitário abriu muitas portas. Ele veio de uma forma positiva, veio para trazer esperança para nós, que somos artistas independentes e que estamos buscando um lugar ao sol”. (Ouça na íntegra)

A estudante Nathália Gomes, de 23 anos, não perde uma “balada sertaneja”. Foi em 2006 que ela começou a se interessar pelo estilo musical. “Vou a shows sertanejos pelo menos duas vezes por mês. A música é boa por que não tem uma regra, pode ser romântica ou agitada. As festas são muito mais animadas”, explica. Para Nathália, o sertanejo universitário se tornou popular entre os jovens a partir do momento em que os outros estilos musicais entraram na “rotina”. “Juiz de Fora é uma cidade universitária, os estudantes freqüentam todos os tipos de balada. Só que é preciso diversificar às vezes, porque o que é novidade na cidade atrai por um bom tempo”, avalia.

Público lota os shows de sertanejo universitário

As casas noturnas de Juiz de Fora não ficaram indiferentes ao sucesso do sertanejo universitário. “Nós alugamos nosso espaço para duplas sertanejas e, dependendo do parceiro, também fazemos a produção do show. Atualmente, pelo menos três vezes por mês tem alguma dupla tocando em nossa casa noturna. Tem artistas pra todos os gostos, pra todas as idades”, comemora o produtor de eventos Raphael Schroder Gonçalves. Para Raphael, a noite sertaneja é uma das melhores baladas da cidade. “No sertanejo tem tudo o que o homem e a mulher querem. Por exemplo, o homem tem a mulher, a cerveja gelada e música boa. É uma noite que tende a dar muito menos problema, o público só pensa em se divertir”, assegura.

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