Contran adia obrigatoriedade de ajuste no transporte de bebês e crianças

Por Magali Pereira

A lei que obriga o transporte de crianças em cadeirinhas e assentos apropriados nos bancos traseiros dos carros de passeio vai vigorar somente a partir do dia 1º setembro. A norma passaria a valer no último dia nove, mas foi adiada porque os produtos estão em falta no mercado. Foi constatada maior carência dos equipamentos no mercado dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia, além de Brasília.

Nas lojas especializadas, a venda de equipamentos de segurança para crianças aumentou 50% e isso provocou uma baixa nos estoques. Em uma loja de Juiz de Fora está faltando a cadeirinha de elevação, utilizada para crianças de quatro a sete  anos e meio. Cláudia Campos gerente de uma loja especializada em artigos para bebês e crianças explica que “a grande procura pegou as lojas de surpresa e os produtos foram vendidos muito rápido. Com o adiamento da lei, poderemos repor a mercadoria e as vendas voltarão ao normal”.

A resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê que crianças até um ano devem usar o bebê conforto. De um a quatro anos, a cadeirinha. De quatro a sete anos e meio, o assento de elevação. E de sete anos e meio a dez anos, a criança está liberada para usar o cinto no banco de trás.

Regras no transporte de crianças e bebês: para cada idade uma maneira correta

Os preços variam de acordo com o tipo de equipamento. O bebê conforto custa, em média, R$ 150. Para as cadeirinhas os preços variam entre R$200 e R$400. E o assento de elevação custa entre R$250 e R$490. De acordo com Cláudia, essa grande variação de preços depende da marca que os pais escolherem. “É possível fazer uma boa compra por um valor mais em conta”, pondera.

Mas não basta comprar o equipamento, é preciso saber instalá-lo da maneira correta. Na cidade, as lojas de colocação de cinto de segurança também aumentaram as vendas em torno de 60%. Para fixar os equipamentos no carro, a lei exige o cinto de três pontos. Ele se tornou padrão para todos os veículos fabricados a partir de 1998. Também cresce a procura por um cinto especial para prender o bebê-conforto.

A exigência da lei tem motivos de sobra. Segundo a ONG Criança Segura, num acidente, as lesões diminuem 71% se a criança estiver devidamente protegida nos assentos adequados. E o número de internações também cai 60%.

As expectativas de aumento nas vendas continuam. Para Cláudia, é fundamental que os pais estejam conscientes em relação aos cuidados com os filhos. “O mercado se aquece com as vendas e as crianças ganham em segurança”.

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