Superstições do futebol: será que essas estratégias funcionam?

Por Magali Pereira

Cruzar os dedos: um gesto que atrai sorte

Quando vamos enfrentar alguma situação difícil fazemos todo tipo de ritual: cruzamos os dedos, usamos uma peça de roupa ou acessório que “vai dar sorte” como uma camisa, uma meia ou um cordão. Durante a Copa do Mundo, essas superstições são frequentes entre os torcedores mais fanáticos. No Brasil, onde o evento mobiliza a nação em frente à TV, os torcedores criam os mais variados tipos de ritual. O que mais intriga é se essas mandingas dão mesmo certo ou são apenas lenda.

Para a estudante Jane de Souza, o assunto é levado a sério. Ela não repete uma peça de roupa para não “azarar” a próxima partida da seleção principalmente se o time perder em determinada ocasião. “Sempre que assisto a um jogo da seleção ou do meu time e eles perdem, nunca uso uma das peças que vesti em outros jogos. Quando o Brasil perdeu para a França na Copa do Mundo de 2006, nunca mais usei a meia que estava vestindo naquele dia. Nem em jogos do Brasil ou do Corinthians, meu time do coração”, explica.

Já o estudante Mateus Almeida utiliza uma tática contrária à de Jane. Se a seleção ganha, ele repete todas as peças de roupa que estava usando na próxima partida. “Não descarto nenhuma peça, uso a mesma calça, camisa, meia, tênis e inclusive a mesma cueca”, brinca. Ouça as supertições .

O time de futebol do Brasil é alvo da superstição de muitos brasileiros

E não é só o torcedor comum quem tem suas superstições. O ex-técnico da seleção brasileira, Zagallo, é conhecido por adorar o número 13. Ele já chegou a afirmar que o número ajudou a seleção a garantir classificação para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Na ocasião, o Brasil tinha vencido o Chile em jogo realizado no dia 4 de setembro pelas eliminatórias da Copa, somando dia e mês o resultado dava 13.

Coincidências à parte, a famosa frase “Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado” de Neném Prancha, traz humor, mas tem um fundo de verdade, que aponta para a falta de exatidão nas superstições. No entanto, Bruno Ribeiro, estudante e apaixonado por futebol não abre mão de sua “tradição” em jogos da seleção. Ele não sai da sala enquanto o jogo está acontecendo, abre exceção apenas nos intervalos nunca durante a partida. “Em 2006, no jogo que o Brasil enfrentou a França, quando deixei a sala o Henry fez o gol que eliminou o Brasil”, enfatiza.

Verdade ou mentira, ninguém quer arriscar dar “sorte” ao azar quando o assunto é seleção brasileira e Copa do Mundo. A taça da maior competição de futebol do planeta é cobiçada por todos os times. E como bons brasileiros, queremos sempre a vitória, não importando quais métodos vamos utilizar na hora de torcer.

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