Sacola biodegradável custa 5% a mais do que as de plástico

Por: Carla Sanches

Desde o segundo semestre de 2009, está em vigor uma lei que proíbe a utilização de embalagens e de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviços em Juiz de Fora. O prazo para a adaptação é de três anos, mas empresas e cidadãos já começaram a mudar seus hábitos, pois a recomendação é o uso de sacolas biodegradáveis ou reutilizáveis.

A IMAP – Embalagens Plásticas Oxiodegradáveis é uma empresa que existe há 50 anos em Juiz de Fora e que vende seus produtos para supermercados e distribuidoras de todo o Brasil. De acordo com a assistente comercial da IMAP, Luciara Lopes Vilela, a empresa vende, em média, 100 mil sacolas biodegradáveis por mês só para a cidade e 1,5 milhão para todo o país. “A relação custo-benefício é vantajosa. As sacolas biodegradáveis custam apenas 5% a mais do que as sacolas de plástico”, explica a assistente comercial. Para ela, as empresas decidem investir em sacolas biodegradáveis para associar sua marca ao conceito ecológico. Ainda de acordo com Luciara, o cliente determina em quanto tempo ele quer que suas sacolas degradem e a empresa as produz.

Com o passar do tempo, não há uma rua, um rio ou uma praia em que não se encontre um plástico no lugar errado. Estudos do Ministério do Meio Ambiente apontam que cerca de 70% da população joga as sacolas plásticas no lixo ou nas ruas depois de compras. De acordo com especialistas, o principal problema do uso de sacolas plásticas é seu descarte incorreto.

Para o ecologista Theodoro Guerra, existem algumas alternativas para solucionar esse problema. “A primeira é promover a educação ambiental, conscientizando as pessoas para que não joguem sacolas em qualquer lugar. Esse é um processo longo e que deve ser feito de forma contínua. A segunda solução, feita a curto prazo, é trocar as sacolas plásticas por embalagens reutilizáveis”, destaca.

Segundo Theodoro Guerra, as empresas de Juiz de Fora já estão adotando as embalagens biodegradáveis e incentivando a prática, mas a adaptação deve demorar um pouco. “O consumidor prefere utilizar as sacolas de plástico pelo fato de serem adquiridas de graça nos estabelecimentos. Já as embalagens reutilizáveis têm um custo”, argumenta. Em países como Irlanda, África do Sul, Bangladesh, Austrália e algumas cidades da Alemanha, cada sacola plástica tem um preço, estimulando o público a reutilizar e, assim, evitar o desperdício.

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