Agressão a professores é cada vez mais frequente em JF

por Anna Flávia Horta

No final de maio a vice-diretora da Escola Municipal Álvaro Lins, no bairro São Judas Tadeu foi agredida pela mãe de um aluno da escola. A agressão aconteceu dentro do colégio, quando estava sendo comemorado o Dia da Família na escola, uma ação que tenta justamente aproximar a instituição da comunidade. De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira, a agressão aconteceu por causa de um mal entendido sobre uniforme. O número crescente de agressão a professores preocupa os professores da rede municipal e, principalmente, o Sinpro. “O professor não pode trabalhar porque sente medo”, se revolta.

Esse caso é apenas um entre tantos que vêm acontecendo, não só em Juiz de fora, mas no país todo. Carmen Lourdes é uma das diretoras do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (SinproJF) e é a responsável pela área onde ocorreu o caso mais recente de agressão. A vice-diretora do Caic do bairro Linhares, Maria Barbosa Lima, foi agredida por um aluno de 13 anos na última semana. Segundo ela, a agressão se deu porque o aluno se recusou a retirar o boné e ficou indignado com a ordem da vice-diretora. Ela registrou ocorrência, mas não quis falar sobre o assunto.

Esse é o terceiro caso de agressão a professores em menos de um mês. “A situação do professor merece cada vez mais preocupação. O número de agressões a professores na rede pública é cada vez maior”, protesta Carmen.

O número de agressões a professores cresceu em relação ao ano passado, mas como a Polícia Militar não possui um registro específico das ocorrências, fica difícil precisar.

A professora aposentada Regina Lúcia de Almeida dava aula para o atualmente chamado ensino fundamental há 40 anos e explica que nessa época os pais consideravam a escola como uma forma de reforçar e complementar a educação que recebiam em casa. “Os alunos eram orientados pelos seus pais a obedecerem e a respeitarem seus professores”, e ainda completa: “alguns alunos respeitavam mais os professores do que os próprios pais.” Ela acredita que esse comportamento dos alunos está diretamente ligado com o ambiente em que vivem: “às vezes a criança cresce em um ambiente com muita violência e passa a considerar aquilo que vê como o jeito certo de resolver as coisas.”, explica.

O Sindicato dos Professores representa os trabalhadores em educação da Rede Municipal e da Rede Particular, do Infantil ao Ensino Superior e está mobilizado. Em todos os casos representantes do Sinpro estiveram presentes prestando todo apoio jurídico e político.

Ouça aqui Carmen Lourdes falando sobe o assunto.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s