Cobertura das redes locais de TV: a outra angulação

Por Camila Carolina, Dafne Nascimento e Nathalie Guimarães

Cobrir os jogos de forma que fiquem interessantes para o telespectador, trabalhar uma angulação diferente e inovadora. É assim que o jornalista Ricardo Ribeiro define a cobertura realizada pela TV Panorama. “Geralmente a gente cobre o comportamento da torcida, como as pessoas reagem e não o jogo em si. O legal é ficar tentando descobrir algo que ninguém fez e assim chamar a atenção do telespectador. Tivemos a oportunidade de cobrir uma pauta nesta Copa a respeito do que faz as pessoas que não gostam de futebol durante a Copa. Com os cinemas fechados, bancos, lojas, tudo parado, fomos ver quem estava pelas ruas na hora do jogo”, exemplifica. (ouça)

Ricardo destaca que a cobertura à distância possibilita ao público escolher a que lhe atende melhor. “A busca das emissoras por dar um tratamento específico às notícias que chegam da África proporciona ao público a contraposição de informações e assim enriquece o meio jornalístico e a gama de conhecimento recebida pelos telespectadores.”

O jornalista da TVE Juiz de Fora André Cristino concorda com Ricardo. “Busco fazer matérias diferenciadas, afinal, o que chega de informação da Copa é sempre a mesma coisa que vai para todas as outras emissoras. Como exemplo, no dia do jogo do Brasil com Portugal, utilizei uma metáfora com as vuvuzelas para comparar o sentimento do brasileiro antes e depois do jogo. A má atuação do Brasil refletiu no desânimo das cornetas”, afirma.

André também conta que esta é a primeira vez que ele cobre uma Copa como profissional e diz que, para dar conta da responsabilidade, é preciso fugir do óbvio. “O que eu sempre procurei foi achar um detalhe, algo que pudesse ser trabalhado para transformar algo comum em algo novo”, frisa. (ouça)

Já para Ricardo, esta é a quarta Copa como profissional. Ele diz que a preparação antes da competição é essencial para um bom trabalho. “Me preparo da melhor possível, pois é preciso falar para um público que não conhece e não gosta de futebol e, ao mesmo tempo, com um público que gosta, entende e lhe cobra isso. Para isso, procuro ler bastante, saber dos times, mas também sobre a política e a cultura do local da Copa”.

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