Livros digitais ganham o mercado

e-reader: novo concorrente dos livros de papel

Por Gabriela de Carvalho

Com o objetivo de facilitar a leitura o “e-reader” chega ao mercado. Em termos de funcionalidade, este leitor digital de livros pode ser classificado como um celular grande. Da mesma forma que podemos abrir arquivos em nossos computadores para leitura, com o “e-reader” podemos ler livros. Mas com uma diferença: esse novo produto busca se assemelhar ao livro de papel.

No computador normal, o dispositivo de mudança de páginas é feito através da barra de rolagem na lateral, ou seja, é feito verticalmente. Nesse novo aparelho, a troca de páginas procura ser semelhante à ação praticada ao folhear de um livro ou revista. O professor do Instituto de Ciência da Computação da UFJF, Eduardo Barrere disse que, na verdade, essas tecnologias já vem sendo testadas há um bom tempo, “a grande diferença é que antigamente não existia a história do touch screen e nem aqueles recursos de usabilidade que surgiram com o iphone, de você poder balançar, de você virar eele inverter automaticamente”.

Este aparelho oferece algumas vantagens. O leitor pode, por exemplo, adicionar a ele um dicionário que poderá auxiliá-lo durante a leitura. Alguns deles vem ainda com acesso à internet, o que também facilita os usuários a pesquisar tanto sobre o autor de determinada obra quanto acerca de curiosidades sobre o tema abordado no livro em questão.

O que essa nova tecnologia pretende é trazer o hábito da leitura para a correria do dia a dia. Além de o leitor não precisar carregar livros pesados, esses dispositivos – como o “e-reader” – podem armazenar mais de mil itens em sua memória. E ainda os que são equipados com internet tem a opção de comprar livros online. Para Eduardo Barrere, os japoneses lideram a lista de principais consumidores desse tipo de aparelho, já que possuem a cultura de fazer muitas coisas na rua.

Existem, porém, pessoas que não aprovam esse tipo de leitura, afirmando que os usuários do “e-reader” perderão o contato com o livro real mas, segundo Eduardo, “os dois lados estão certos, ao mesmo tempo que o e-reader oferece vantagens, a leitura através do livro de papeltambém possui seu prós. Já existem testes que comprovam que a tela desses aparelhos cansam a vista, o que não acontece com os livros. Ou seja, não é que uma ação seja melhor que a outra, mas essa novidade complementa uma necessidade criada pela própria sociedade”.

Professor Eduardo Barrere acredita que a adesão aos livros digitais será lenta (foto Gabriela de Carvalho)

Mas esse aparelho não deve ganhar o gosto popular tão facilmente. No Brasil, por mais que a leitura seja um hábito que vem crescendo com o passar dos anos, ainda não temos muitos leitores no país. Além disso, muitas pessoas que gostam de ler não tem recursos para comprar um aparelho como o “e-reader”, que custa cerca de mil reais. Barrere afirma que “ não teremos um mercado gigantesco como o de celulares, por exemplo. Inicialmente a venda será muito pequena devido ao nicho mercadológico muito restrito. Com o barateamento do produto, a tendência é que ele se torne mais popular e passe a ser visto nas ruas com mais frequência”.

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