Miltinho, baterista do Jô, foi o 37º entrevistado do projeto “Diálogos Abertos”

Por: Thiago Menini

Na última quarta-feira, dia 25, o baterista do sexteto do Programa do Jô, Milton Ramos de Brito, o Miltinho Batera, participou do projeto “Diálogos Abertos” no Museu de Arte Murilo Mendes.

O projeto, que tem como objetivo resgatar e preservar a memória sociocultural de Juiz de Fora, consiste na realização de entrevistas, registradas em áudio e vídeo para futuras publicações. Miltinho teve como entrevistadores o humorista Pedro Bismarck, o professor e jornalista Ismair Zaghetto, o radialista Mário Mazolilo, o músico e jornalista Wendel Guidducci e o jornalista e produtor cultural Jorge Sanglard.

Durante o bate papo, Miltinho mostrou-se irreverente e contou um pouco de sua trajetória, que também é parte da história musical de Juiz de Fora. Nascido em São Lourenço, no Sul de Minas, aos oito meses mudou-se para Juiz de Fora. Aos 11 anos, em 1948, começou sua carreira com um convite inesperado de Dorival Caymi para fazer um número ao pandeiro, no Hotel Glória, em Juiz de Fora. Dessa forma, participou da época de ouro do cenário musical da cidade na década de 50.

Em Juiz de Fora, Miltinho fez parte da Orquestra J. Guedes, do conjunto Giordano Monass, da Orquestra Waldyr Barros e também do Conjunto Meia-noite, nome criado pelo político Fernando Gabeira. Participou, também, da inauguração da antiga TV Industrial, com a Orquestra Aquarela. O músico relatou que, após a época de ouro, com o fim das orquestras de rádio, dos bailes nos clubes, das boates e dos cabarés, o mercado começou a ficar restrito. “Não fui eu que sai de Juiz de Fora, me saíram”. Ouça a fala de Miltinho.

Em busca de novas oportunidades, em 1959 Miltinho saiu de Juiz de Fora e foi para São Paulo. Participou da TV Paulista, onde começou a traçar uma carreira de sucesso nos programas de TV. Participou também do grupo de músicos do programa Sílvio Santos, na antiga TVS. Trabalhou ao lado de Caçulinha, no programa “Clube do Bolinha”, da TV Bandeirantes. Anos mais tarde, solidificou sua carreira no programa “Jô Onze e Meia”, do SBT, formando o Quinteto Onze e Meia. Somente no ano 2000, depois da entrada de mais um integrante, é que os músicos formaram o Sexteto do Jô, que já existe há 16 anos. Miltinho lembrou, também, que foi o primeiro integrante do grupo.

Já são 55 anos de carreira. Miltinho é hoje o baterista com mais tempo de rádio e televisão no mundo. ”Ninguém mais poderá superar minha marca, pois já não existem mais rádios com orquestras”. Além da carreira na música, Miltinho também foi professor durante 14 anos na Universidade Livre de Música, em São Paulo.

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