Pesquisa americana relaciona Alzheimer e Artrite Reumatóide

Por Lucilia Bortone

Uma pesquisa feita nos EUA apontou que pessoas com Artrite Reumatóide têm menos chances de terem Alzheimer. Segundo pesquisadores isso acontece por ação de uma enzima produzida pelo organismo que inibe a destruição dos neurônios e pode ser resultado do uso contínuo de anti-inflamatórios.
De acordo a neurologista Glaucia Elena Frizzero, há muito o que se descobrir sobre a Doença de Alzheimer. “Essa relação com a artrite reumatóide é baseada em evidências”, disse. (
Ouça a entrevista da neurologista Glaucia Elena Frizzero na íntegra).

O Alzheimer

A Doença de Alzheimer tem esse nome por causa do Dr. Alois Alzheimer que, no início do século XX, percebeu mudanças no tecido cerebral de uma paciente. A doença é mais comum na população idosa, mas também pode afetar jovens.
Segundo
pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, no ano de 2008 a população de maiores de 60 anos era de aproximadamente 19 milhões de pessoas. Entre elas cerca de 800 mil eram possivelmente portadores da Doença de Alzheimer.

Informativos para as famílias dos portadores de Alzheimer (Foto: Lucilia Bortone)

“O Alzheimer é uma doença neurológica crônica, degenerativa e evolutiva. Degenerativa no sentido de que provoca a produção de determinadas substâncias de forma incorreta no campo da memória e tem caráter progressivo”, explica a neurologista Glaucia Elena Frizzero. A médica diz ainda que muitos portadores da doença são saudáveis clinicamente em outros aspectos, como o cardiológico.

Cuidados com o paciente

O acompanhamento da família junto a um neurologista e um neuropsicólogo é de grande importância no tratamento do paciente. Sites dedicados à doença também proporcionam um suporte para as famílias, como é o caso da Associação Brasileira de Alzheimer e da Associação dos Amigos e Parentes de Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes.
O diagnóstico do Alzheimer é difícil, porque muitas vezes o portador da doença não consegue perceber os
sinais. Uma das possibilidades de se identificar a doença é a partir de biópsia cerebral, mas é um procedimento arriscado.
O que se faz são exames como ressonância magnética para eliminar outras causas de demência, como tumores e deficiência de vitamina B12. “Nós não temos na medicina uma cura para a Doença de Alzheimer, mas uma gama de possibilidades terapêuticas de medicamentos para evitar que a doença tenha uma progressão rápida”, disse a neurologista, Glaucia Frizzero.
Muitos têm dúvida quanto à hereditariedade da doença. Segundo a médica, quando temos parentes portadores de Alzheimer, a chance de que outros membros da família venham a desenvolver a doença é um pouco maior do que o resto da população em geral.

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