De malas prontas…

                                                                                                                                                                                                             Por Renata Delage

O domínio de um segundo idioma é cada vez mais exigido no mercado de trabalho. Esse é um dos vários motivos pelos quais todos os anos diversos jovens viajam ao exterior à procura de novas experiências. Seja para estudar, trabalhar ou simplesmente vivenciar o dia-a-dia de um outro país, o intercâmbio vem sendo uma ótima alternativa para aliar o crescimento pessoal à aprendizagem de uma língua estrangeira.

“Decidi fazer intercâmbio pelo fato de eu adorar o Canadá. Sempre procurei por fotos, pela história, pelas cidades”, relembra o estudante universitário Rafael Garoni. Rafael morou no Canadá durante nove meses e teve a oportunidade de estudar e trabalhar.

Rafael (direita) estava em Vancouver, Canadá, durante a última edição dos jogos Olímpicos de Inverno

Segundo a consultora da IE Intercâmbios, Giulliana Temponi, as viagens para os Estados Unidos são as mais procuradas. “Os programas de trabalho, como o Work Experience, são os mais vendidos no Brasil atualmente”, afirma. Diferentes atividades podem ser exercidas, como trabalhar como garçons, recepcionistas, camareiros, entre diversas outras vagas. O posicionamento no trabalho varia de acordo com o nível de inglês do estudante e, normalmente, os jovens são selecionados através de entrevistas em feiras de empregos.

A universitária Lívia Sales trabalhou como babá durante um ano na França. “Conhecer outras culturas é uma coisa que sempre me atraiu muito”, diz. “Vivi realmente como os franceses e isso me enriqueceu”, avalia a estudante. “A língua é mais do que um simples código. Assim, para realmente saber um idioma é preciso conhecer a sua linguagem. E, isso pressupõe interação, imersão, mergulho cultural. Então, intercâmbio é essencial”, conclui.

Aprimorando competências

A AIESEC, organização que trabalha com desenvolvimento de competências, possibilita aos seus associados a oportunidade de realizar intercâmbios. O acompanhamento visando o crescimento pessoal e profissional dos membros da AIESEC diferenciam os programas da organização, que não apenas envia brasileiros ao exterior, mas também recebe estudantes de várias partes do mundo. “A AIESEC está em 110 países”, diz o diretor de relações internacionais Thiago Gabri. “Sempre existem pessoas interessadas em visitar países diferentes, como por exemplo o Afeganistão. E isso é possível pois estamos nos cinco continentes”, explica.

O trabalho voluntário também é uma ótima oportunidade para quem deseja vivenciar novas experiências e é um dos tipos de intercâmbio oferecidos pela AISEC. “Os principais programas voluntários estão ligados à educação cultural ou aos principais problemas globais, como questões ambientais e de saúde. E grandes empresas hoje buscam pessoas que já fizeram trabalho voluntário, assim como as que possuem experiência no exterior. Você une duas qualidades dessa forma”, argumenta Thiago. (Ouça a entrevista completa de Thiago Gabri).

Lívia fez questão de registrar a visita aos pontos turísticos mais procurados de Paris, França.

Como lidar com o choque cultural?

São muitas as dificuldades enfrentadas pelos jovens no exterior. O choque cultural e a saudade da família e dos amigos são desafios para os que buscam morar em outros países. “Quando desligava o telefone depois de falar com a minha mãe dava um aperto mesmo. E eu pensava ‘O que estou fazendo aqui?’”, conta Rafael Garoni. Para Lívia Sales, a saudade também foi o maior obstáculo. “Fiquei um ano fora. Isso quer dizer que passei o meu aniversário, o da minha mãe e dos meus parentes e amigos fora. Era muito estranho falar com o Brasil e ouvir aquela gritaria de festa”, lembra.

A consultora Giulliana Temponi dá a dica para quem deseja se aventurar por terras estrangeiras:::“Ir com a cabeça bem aberta aos desafios, ser receptivo com as novidades lá de fora e procurar aproveitar ao máximo pois é uma experiência inesquecível”. (Ouça a entrevista completa de Giulliana Temponi).

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