Vivendo bem com a doença

Bruno Gagliasso no personagem esquizofrênico, Tarso, na novela 'Caminho das Índias'

Por Thaís Pires

Um estudo recente, realizado pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP), mostrou que trabalhar melhora de forma significativa o desempenho intelectual de pessoas com esquizofrenia, e diminui os sintomas da doença, como apatia e isolamento.

No estudo, publicado na revista científica Schizophrenia Research, foi reunido os resultados do Programa Reação, do IPq, de outubro de 2003 a abril de 2010, onde conseguiram inserir cerca de cem pacientes em estágios de reabilitação vocacional em São Paulo. Algumas empresas acolheram os estagiários sem nenhum ônus. O programa oferecia bolsa mensal de R$ 200 como ajuda de custo para os pacientes.

O Doutor Roberto Dimas, da Clínica São Domingos, em Juiz de Fora, explica que “a esquizofrenia é a doença do espírito partido”, pois a pessoa desenvolve um distúrbio de personalidade. A doença, que se manifesta entre os 15 e os 25 anos deve ser tratada com medicamentos que fazem com que o paciente controle as crises e também as previne. Doutor Dimas diz ainda, que a reintegração do esquizofrênico na sociedade em atividades normais é muito importante para o tratamento.

Na cidade ainda não possui um projeto como esse de São Paulo, mas outras atividades são proporcionadas para os pacientes terem um momento de ocupação. No Centro de Atenção Psicossocial do Hospital Universitário (CAPS/HU), por exemplo, os pacientes têm consulta individual, em grupo, terapia familiar e ocupacional. As atividades são supervisionadas pelos profissionais do setor e coordenadas por estagiários de cursos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Entre as atividades estão artesanato – fuxico, pintura em tecido, de garrafas e latas, reciclando-as –; leitura e interpretação de jornais; discussão de temas sobre cidadania; oficinas de promoção e prevenção da saúde e pedagógica.

Na Clínica São Domingos, segundo Doutor Dimas, muitos pacientes esquizofrênicos se reabilitam com facilidade, porém há os que, desde o primeiro surto, não conseguem passar pelo tratamento, tendo crises constantes e não podendo voltar a ter uma vida normal.

Deixe um comentário

Arquivado em Ciência & Tecnologia

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s