Atleta de Juiz de Fora é destaque em competição de body fitness

A juizforna Rose Lopes é campeã brasileira de Body Fitness

Luíza Medeiros

O Campeonato Brasileiro de Body Fitness 2010 consagrou como campeã a atleta juizforana Rose Lopes. Praticante de musculação há cerca de 15 anos, Rose venceu a categoria destinada a mulheres com até 1,63 metros. Com esse resultado, a atleta se tornou vice-campeã sul-americana e ficou com o terceiro lugar no ranking mundial de body fitness. 

Sendo hoje a brasileira mais bem colocada no ranking mundial, Rose participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de 2009, quando conquistou o segundo lugar na sua categoria.

Para manter o corpo de campeã a atleta precisa ter uma alimentação equilibrada e um ritmo intenso de treinamento, principalmente no período que antecede as competições, que dura cerca de quatro meses. Nessa fase a alimentação fica ainda mais rigorosa e o treinamento passa de uma hora e meia para cerca de três horas, cinco vezes por semana.

 O Body Fitness

 A modalidade não é puramente uma competição de fisiculturismo, pois um requisito fundamental para a disputa é a feminilidade. As participantes devem ser mulheres com músculos bem definidos, mas que não tenham muito volume. Para ter chance na disputa, a atleta deve ter presença de palco e ser feminina, apresentando cabelos, maquiagem, unhas e maiôs adequados e bonitos.

Musculação e as mulheres

 Para ingressar no universo do fisiculturismo e das competições, o Professor de Educação Física Pedro Paulo Souza explica que é preciso tomar alguns cuidados. Para as pessoas que estão destreinadas e que não têm muito tempo de atividade física, o exagero pode gerar lesões tanto musculares quanto articulares. Para ele, é importante que “a prática seja sempre progressiva, começando com cargas menores, até atingir uma adaptação de treino em que podem ser aumentados os níveis de intensidade”.

O instrutor de musculação também explica que, para a mulher, a dificuldade para ganhar massa muscular é bem maior do que para o homem. Isso pode ser explicado por fatores hormonais, já que elas têm uma quantidade de testosterona consideravelmente inferior.

Com essa dificuldade, o uso de anabolizantes e suplementação excessiva como formas de conquistar benefícios mais rápidos e fáceis acaba sendo freqüente. Pedro explica que essas substâncias podem causar complicações para a mulher, como a menorréia – interrupção da menstruação –, potencialização nos riscos de lesões musculares, aumento de pêlos, além dos riscos cardíacos e de aumento da pressão arterial.

Não são apenas as atletas profissionais que freqüentam as academias para praticar a musculação. Essa tem sido uma atividade cada vez mais visada por mulheres que querem fazer uma atividade física. Segundo Pedro, o principal benefício buscado é estético: elas visam perder gordura localizada, que se aloja principalmente no braço, culote, coxa e glúteo.

Escute na íntegra a entrevista com o Professional de Educação Física Pedro Paulo de Souza.

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