Microchipagem em cães é pouco divulgada na cidade

A instalação de microchips em animais é um procedimento muito simples, mas apesar disso, ainda não tem muita popularidade em Juiz de Fora. De acordo com o médico veterinário Leonardo Rodrigues de Lima, chefe do Hospital Veterinário Estrada Real, a microchipagem já é uma tendência em São Paulo, em outras capitais e em canis que comercializam cães de raça.

O Microchip é do tamanho de um grão de arroz e fica armazenado dentro da agulha de aplicação

Esse microchip nada mais é que uma cápsula, em que se concentram dados do proprietário do animal. As clínicas veterinárias equipadas com essa tecnologia têm um leitor manual, muito similar ao de códigos de barra, que, ao ser aproximado do chip, faz a leitura dos dados contidos nele. Esses dados são transmitidos a um software, conectado à uma rede on-line e universal de informações, que busca em seu sistema o proprietário do cachorro. Quando o microchip é implantado, cria-se um “RG eletrônico” que não poderá ser adulterado. Sua funcionalidade está ligada, principalmente, a casos de roubo e abandono de animais. Mas apesar de todos os benefícios oferecidos pelo microchip, essa tecnologia ainda não funciona como um localizador do tipo GPS

Como funciona é o procedimento

De acordo com o médico veterinário Hildberto de Melo Ferreira, o procedimento é, de fato, muito simples. “A aplicação se assemelha a uma injeção. Em cerca de 1 minuto o implante está feito, geralmente na nuca do animal. É indolor e há pouquíssimo risco, quase nulo, de alguma reação inflamatória. Comigo, por exemplo, nunca aconteceu”, esclarece Hildberto, que já fez quase 100 aplicações.

Dr. Hildberto afirma que a aplicação é muito rápida e não causa dor ao animal

A maioria das pessoas que procura a clínica de Hildberto para realizar a microchipagem visa a segurança do bichinho, mas em muitos casos a implantação do chip é exigida para que o animal possa embarcar em viagens internacionais. “Na Europa, por exemplo, é proibida a entrada de animais sem o microchip, seja por exportação ou apenas por turismo o cão tem que ter o transponder”, acrescenta o veterinário.
Em alguns países, principalmente na Espanha, a utilização do microchip já é muito popular. As prefeituras das cidades espanholas podem recolher o animal, entregá-lo diretamente aos seus donos e ainda cobrar uma multa, nos casos de abandono.
Para o Dr. Leonardo, sua aplicação deveria ter uma amplitude muito maior do que tem, no Brasil. “Sua principal função deveria ser o controle público de animais. Deveriam haver políticas que estimulassem a utilização desse chip para que o abandono não chegasse no ponto em que está”, ressalta o veterinário. “Ao invés de a prefeitura recolher esses animais que estão nas ruas e levar para um abrigo, ela poderia levar o cão diretamente à sua residência”, explica Dr. Leonardo.

Dr. Leonardo é a favor da microchipagem de animais

Outro ponto levantado pelo Dr. Leonardo em relação à identificação através do microchip é em relação aos planos de saúde para animais. “Por exemplo, se uma pessoa tem 5 poodles brancos em casa e eles não são microchipados, ela pode pagar um plano de saúde e consultar os cinco, sem que o veterinário perceba”, reflete o médico.
A colocação do chip custa em torno de R$80,00 e pode ser feita na hora, sem a necessidade de qualquer preparação prévia.o, sem que o veterinário perceba”, reflete o médico.
A colocação do chip custa em torno de R$80,00 e pode ser feita na hora, sem a necessidade de qualquer preparação prévia.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Ciência & Tecnologia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s