Arquivo do dia: setembro 22, 2010

Secretaria de Assistência Social de Juiz de Fora realiza novo diagnóstico da população de rua

Pesquisa não era feita há quatro anos na cidade; Levantamento vai permitir traçar políticas públicas para moradores de rua e trabalhadores informais

Por Mariana do Amaral Antunes

SAS quer saber quantos e como são os moradores de rua em Juiz de Fora

A Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura de Juiz de Fora começou no mês de setembro um levantamento que pretende diagnosticar o perfil da população de rua na cidade. Essa é a segunda vez que o município realiza o trabalho, desenvolvido pelo Departamento de Medidas Sócio Jurídicas (DMSJ) da Secretaria, com abordagem da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) População de Rua e estagiários de assistência social contratados pela Prefeitura para o levantamento.  A última pesquisa foi realizada em 2006.

Além de moradores de rua, o levantamento também pretende traçar o perfil de crianças e adolescentes em situação de risco e trabalhadores informais, como artistas de rua, catadores e flanelinhas – este último devido à demanda da Câmara de Vereadores.

Segundo o SAS, o objetivo é pensar,  com o resultado em mãos, em novas diretrizes e políticas públicas para melhorar a situação de vida desses grupos na cidade e região.

Como está sendo feito

A pesquisa está sendo desenvolvida com base em um mapeamento que divide a cidade por áreas com maior incidência de moradores de rua, que, de acordo com Silvana Barbosa, secretária de Assistência Social, são no centro o Parque Halfeld, Praça Jarbas de Lery, Praça da Estação, Praça Antônio Carlos e Rua Barbosa Lima. Serão aplicados questionários socioeconômicos e também feita uma ação paralela de divulgação das estruturas voltadas para o morador de rua que se encontram à disposição na cidade.

Para a assistente social Rita Fajardo, população de rua também tem direitos e necessita de políticas públicas específicas

Para a assistente social Rita Fajardo, chefe do Departamento de Medidas Sócio Jurídicas do SAS e responsável pela análise, a metodologia que está sendo utilizada pelo Creas e pelos estagiários para a abordagem do público-alvo é fundamental para o sucesso da pesquisa.

“Informações como: onde está essa população de rua, qual o melhor horário e melhor forma para aproximar, e quais dados devem ser levantados estão sendo considerados para que possamos saber, de fato, quem vive nas ruas e quem acessa os equipamentos da assistência social na cidade”, ressalta a assistente social.


Por que realizar o novo levantamento? Ouça a entrevista

Morador de rua também tem direitos

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Dúvidas à beira das eleições

Por Gabriela de Carvalho

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 3 de outubro em todo o país.

Época de eleição, ou seja, época de dúvidas. Os eleitores se veem cercados de incertezas como em que candidato votar e qual proposta faria realmente a diferença.

São inúmeros candidatos, inúmeros cargos e muitos, muitos números. Além de todas essas incógnitas existem ainda certos “mitos” em relação à votação propriamente dita, e um deles é: qual a diferença entre votar nulo e em branco?
O voto branco simplesmente é um voto que não vai para nenhum dos candidatos, mas é válido. Ao contrário do que muitos pensam, o voto branco não vai para o candidato com mais votos. Essa é uma crença que surgiu na época dos votos por cédula, quando era fácil fraudar uma cédula em branco durante a contagem para ter o voto de qualquer candidato. O voto em branco registra a vontade do eleitor de não influenciar na decisão, um voto “tanto faz”, de quem não tem preferência, mas que se contenta com qualquer candidato.
O voto nulo tem um papel mais contestador. O voto nulo, ao contrário do branco que significa que “qualquer candidato serve”, quer dizer o oposto, que nenhum candidato serve. O voto nulo representa a vontade do eleitor de que nenhum dos candidatos se eleja. Sendo assim, tanto o voto em branco quanto o nulo, possuem o mesmo efeito, mas se originam de causas diferentes.

O professor e cientista político Paulo Roberto Figueira Leal explica como funciona essa questão.
Escute aqui

Segundo uma matéria veiculada no jornal Tribuna de Minas, Juiz de Fora terá mais de 100 mil votos inválidos nestas eleições, o que preocupa muitos políticos. Para Paulo Roberto esse fato não irá interferir nas eleições.

Ouça o depoimento de Paulo Roberto sobre o assunto

Poluição visual

Em diversos pontos da cidade pode-se encontrar o excesso de placas de propaganda eleitoral (foto Gabriela de Carvalho)

Outro fator recorrente em anos de eleição é a poluição visual. Ela é ocasionada pela quantidade maciça de placas espalhadas por toda a cidade com a propaganda de candidatos. Paulo Roberto acredita que, ao invés de ganharem com isso, os políticos acabam perdendo por estarem sujando a imagem da cidade.

Ouça o depoimento de Paulo Roberto sobre o assunto

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