Encontrada ligação genética para a enxaqueca

Por Luíza Medeiros

Estudo feito por uma equipe internacional de cientistas identificou pela primeira vez um fator genético de risco associado à enxaqueca e informou que a descoberta pode abrir caminhos para novos tratamentos de prevenção contra ataques da doença.

Os pesquisadores do Trust Sanger Institute, na Grã-Bretanha, que conduziram o estudo, analisaram dados genéticos de 50 mil pessoas da Finlândia, Alemanha e Holanda. No estudo, descobriram que pacientes com determinadas variações de DNA, que afetam a regulagem de uma substância química particular do cérebro, o glutamato, estão mais propensos aos riscos de desenvolver enxaqueca. 

O glutameno é um aminoácido, sendo um dos componentes das proteínas. Ele participa das atividades do sistema nervoso e está ligado a funções cognitivas do cérebro, como aprendizagem e memória. Ele também influencia no sentido do paladar e pode ser encontrado em diversos alimentos.

A enxaqueca

Estima-se que uma em cada seis mulheres e um a cada 12 homens sofram de enxaqueca atualmente. Isso faz com que a doença seja umas das doenças neurológicas mais caras para a sociedade na União Européia e nos Estados Unidos.

Em entrevista, a neurologista Dr. Karen Beatriz de Oliveira, explicou as características da enxaqueca: “uma dor intensa, normalmente unilateral, que pulsa, vindo às vezes acompanhada de náuseas e vomito”. Além disso, quem está com enxaqueca costuma sentir incomodo com luz e sons e os sintomas pioram com o esforço. A Doutora também lembrou que a dor causada pelo problema costuma durar mais do que quatro horas e, muitas vezes, incapacita a pessoa que sofre do mal.

 A neurologista disse que ainda não existem confirmações que a genética possa causar a enxaqueca e explicou as outras possíveis causas. Ela destacou fatores como o estresse emocional, período menstrual, além de alguns tipos de alimento e cheiro.

 Questionada sobre as possíveis mudanças ao se comprovar que a doença pode ser causada por fatores genéticos, Dr. Karen disse que, por enquanto, ainda não há novidades e que o tratamento continua sendo o mesmo. 

Escute na íntegra a entrevista feita com a neurologista Dr. Karen Beatriz de Oliveira

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