Arquivo do dia: setembro 28, 2010

Plantas medicinais serão utilizadas na rede pública de saúde em JF

O bálsamo é uma das plantas que serão utilizadas no SUS

Por José Roberto Castro

A Prefeitura de Juiz de Fora recebeu R$144 mil para reformar e equipar seu laboratório de manipulação plantas fitoterápicas, para uso medicinal. O dinheiro veio da Secretaria Estadual de Saúde e faz parte de um projeto piloto implantado em todo o país que visa a utilização de medicamentos feitos a base de plantas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os primeiros pacientes devem começar a receber os remédios fitoterápicos em março de 2011 nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros Furtado de Menezes, Vila Olavo Costa, Borboleta, São Benedito e Nossa Senhora Aparecida. Segundo a coordenadora do Departamento de Práticas Integrativas e Complementares da Secretaria de Saúde da cidade, Nélida Ayub, o objetivo é que, no futuro, todos os usuários do SUS tenham acesso ao tratamento.
No total, serão utilizados medicamentos feitos a base de 11 plantas medicinais. A ideia é que, pelo menos sete delas, sejam produzidas na cidade. A produção em Juiz de Fora, reduziria o custo dos medicamentos e serviria de incentivo aos agricultores. As outras quatro plantas autorizadas pelo Ministério da Saúde não são produzidas no Brasil.
Alecrim, bálsamo, capim cidreira e outras plantas que a sabedoria popular e o tempo se encarregaram de classificar como medicinais. Hoje, elas são temas de estudos. Cada vez mais os pesquisadores querem saber até onde a fitoterapia é real e até onde ela não passa de um mito.
Nélida explica que, paralelamente ao projeto, será desenvolvido um trabalho de conscientização dos pacientes contra a auto-medicação. O uso indiscriminado de chás e outros medicamentos fitoterápicos pode causar efeitos colaterais. Ela lembra que as 11 plantas utilizadas no projeto foram testadas pelo Ministério da Saúde e só serão disponibilizadas com prescrição médica.
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Compras pela internet crescem 40%

Brasileiros movimentaram R$6,7 bilhões no comércio eletrônico no 1º semestre de 2010; Confira dicas para comprar de forma segura

Por Mariana do Amaral Antunes

Venda de TVs e artigos esportivos para a Copa do Mundo contribuíram para o aumento nas vendas online

A quantidade de internautas que preferem fazer suas compras pela internet cresce a cada dia, e isso já não é novidade para ninguém. Somente no primeiro semestre de 2010, os consumidores brasileiros movimentaram R$6,7 bilhões em compras na internet, de acordo com uma pesquisa da E-Bit, empresa especializada em comércio eletrônico. O valor representa um crescimento de 40% com relação ao mesmo período de 2009, e exclui compras de veículos, passagens aéreas e movimentações financeiras em leilões virtuais.

Opções de produtos não faltam à disposição do consumidor na internet, mas, segundo a pesquisa, o aumento foi impulsionado, principalmente, pela venda de aparelhos televisores de tela plana e artigos esportivos, por conta da Copa do Mundo que aconteceu em junho.

O estudante Régis admite que ainda tem receio de comprar de alguns sites na internet

O estudante Régis Adriano da Costa, de 20 anos, foi um desses consumidores que adquiriram artigos esportivos pela internet em época de Copa, e que volta e meia utilizam a grande rede para comprar em busca de comodidade e preços acessíveis.  “Além de artigos esportivos, compro de vez em quando livros e DVDs, que são muito mais baratos. A internet também é boa porque eu recebo os produtos em casa”, explica Régis.

Vantagens para clientes e vendedores

E se tem consumidor satisfeito de um lado, sem dúvidas há vendedores satisfeitos do outro, que comemoram o crescimento nas vendas.  Raquel da Silva Machado atua há cinco anos em um site de vendas, compras e trocas na web, vendendo produtos de beleza. A procura é grande, e ela diz que o segredo é passar confiança para quem compra: “nunca deixei de enviar nenhum produto, até porque este não é nem de longe o meu objetivo”, diz.

Apesar das vantagens, os consumidores devem ficar atentos, pois mesmo quem já está acostumado já passou por situações inconvenientes. Régis conta que certa vez adquiriu um produto, e se surpreendeu ao recebe-lo em casa completamente diferente do especificado no site. “Ficou por isso mesmo, por isso tenho um pouco de receio de comprar em alguns sites. Só compro nos que tenho cadastro, e que me passam um pouco de confiança”, admite o estudante.

Como comprar com segurança? Ministério da Justiça lança cartilha com orientações para compras pela internet

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