ONG: um esforço coletivo

Paula Medeiros
Renata Delage

Criada em março de 2005, a ONG Animal & Natureza é uma entidade filantrópica, que surgiu da dissidência de alguns membros ligados a outras entidades, a fim de explorar melhor a esterilização de animais. Sua atuação se baseia na castração de animais de rua e áreas menos favorecidas, onde os proprietários não têm condições de fazer a cirurgia com os próprios recursos.

Estampa de uma camisa da ONG

Citada por Paulo Rodrigues, ex-diretor e atual colaborador da ONG, como um dos maiores problemas que envolvem animais carentes, a reprodução indiscriminada de cachorros faz com que o problema cresça em proporções geométricas. Ou seja, “uma cadela no cio hoje, ao final de apenas um ano, terá gerado, em média, 36 descentes diretos. Se pensarmos apenas no território da nossa cidade, que tem entre 5 e 10 mil animais nas ruas, o número se torna monstruoso”, afirma.

A Animal & Natureza não conta com nenhum tipo de abrigo, pois para os defensores da causa essa não é uma solução (leia mais). A saída encontrada pelos integrantes é a firmação de parcerias benéficas para todos. “Fechamos parcerias com a maioria das clínicas veterinárias de Juiz de Fora, o que nos garante preços mais baixos. Isso é bom para os colaboradores, para os veterinários, que garantem muitos atendimentos, e, principalmente, para os animais”, afirma Paulo.

Além das parcerias firmadas com as clínicas, a ONG conta com a arrecadação de verba através da doação de colaboradores (leia mais). Quem tiver interesse em ajudar a causa pode se tornar um sócio doando quantias mensais estabelecidas pelo próprio doador. Outra forma de colaborar é atuar nos eventos organizados pela entidade. “Nós organizamos alguns almoços durante o ano e todo o dinheiro arrecadado vai para os animais, pois a maioria das coisas que utilizamos durante o evento também são doadas. Só que precisamos muito da colaboração das pessoas, de gente para trabalhar no dia mesmo” diz Paulo.

Cadela Pretinha à espera de um lar

ADOÇÃO: uma forma consciente de ter um amigo

Apesar de o principal foco da ONG Animal & Natureza ser a esterilização de animais, outra área de grande atuação é a adoção de animais. No ano passado a entidade firmou uma parceria com a Pedigree, na campanha “Adotar é tudo bom”, que estimula pessoas a adotarem um bichinho, ao invés de comprar. Essa campanha já existiu em diversos países e foi trazida para o Brasil por ser um modelo de sucesso na Europa e nos Estados Unidos.

Para cada animal doado, a ONG recebe 10 Kg de ração da marca a fim de ajudar a manter outros animais necessitados. Além disso, quem leva o novo amigo ganha um kit providenciado pela própria Pedigree.

Mas existem algumas exigências para quem quer adotar um cachorro. O dono deve ter espaço adequado em casa, deve estar ciente das necessidades e das despesas que o animal terá, além de disposição para vencer o período de adaptação, que não é muito diferente entre filhotes e cães já adultos, como muitos pensam. “As pessoas têm certo receio em adotar animais já adultos. Mas, na verdade, eles se adaptam com bastante facilidade. Se a pessoa tiver carinho, em apenas alguns dias o cachorrinho já vai estar totalmente apegado a ela”, garante Paulo Rodrigues.

Cadela Piche foi adotada por Paulo

A ONG possui o cadastro de todos os animais já doados através de uma ficha de doação e de um termo de compromisso, que o dono deve estar disposto a assinar. Sem ele, nada feito.

Conheça aqui a história da cadela Piche, recuperada pela Animal & Natureza.

A experiência de quem já está com o novo amigo em casa

José Acácio está há cerca de dois meses com a cadela Dourada e conta como é a convivência com a nova amiga.

P: Como surgiu seu interesse em adotar um cachorro?
R: a Dourada foi adotada para ser companhia de um cão que tem o nome FRED. Ele mora na minha granja, e sua irmã que se chamava Lara veio a falecer, deixando-o muito triste.

P: Como você ficou sabendo da ONG Animal e Natureza?
R: Meus filhos fizeram uma busca no site da Perdigree sobre animais para adoação e aí surgiu Dourada, que era exatamente igual a Lara, falecida alguns dias atrás.

Dourada em sua nova casa

P: Existe alguma diferença, na sua percepção, entre adotar um animal já adulto e um ainda filhote?
R: Não, no meu caso teria que ser um animal de porte grande e já adulto.

P: Como tem sido a sua experiência com a Dourada?
R: Excelente, nos primeiros dias ela sentiu muita falta do seu habitat, mas logo foi se acostumando com o novo. Hoje ela está feliz e nós também, sem contar o Fred que voltou a ter uma companhia.

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