O novo lugar do músico

Por Lucilia Bortone e Thiago Menini

Hoje com o fácil acesso às tecnologias de produção musical – não só através de programas de instrumentos virtuais, mas também com a parte física de um homestudio –, o lugar do músico alterou um pouco. Antes os artistas ficavam presos às grandes gravadoras e distribuidoras para a promoção de seu trabalho, hoje isso é feito em casa e através da internet.

Para o professor de teoria musical, Daniel Quaranta, as tecnologias digitais são o futuro da música, “mas não vão deixar de existir as orquestras e os solistas. Agora é cada uma na sua, não se deve ter medo da tecnologia”. (Ouça)

A música e o cinema

É quase impossível imaginar alguma produção cinematográfica sem uma trilha sonora. A trilha que acompanha o filme, também o constrói. A música é uma ferramenta narrativa de grande importância nas produções, ajuda a potencializar atmosferas que a imagem sozinha não sustentaria. São vários os filmes que ficaram marcados na história do cinema através de suas trilhas sonoras – Tubarão e Psicose, por exemplo.

Com a evolução da tecnologia, as orquestras, que antes acompanhavam a exibição das películas e executavam seus acordes, migraram para os estúdios de gravação. Os homestudios e a internet facilitaram a produção audiovisual e a gravação das trilhas sonoras. O que antes era feito por uma orquestra em um grande estúdio é possível ser realizado por apenas uma pessoa e um computador.

Para o professor de Introdução ao Cinema, Nilson Alvarenga, essa nova maneira de se produzir uma trilha sonora não afeta a linguagem cinematográfica. “Em termos de linguagem, as funções são parecidas ainda. Mesmo que eu prescinda de uma orquestra inteira gravando uma trilha sonora, eu vou ter uma pessoa fazendo isso. No fundo ela está preocupada com a mesma questão: dar um tom emotivo ao filme nos momentos certos, nos lugares certos”, analisa. (Ouça)

Em termos produtivos, Nilson acredita que o ponto negativo seja mais uma questão econômica do que de estética ou de linguagem. Para os novos cineastas, por exemplo, é algo positivo.  O cineasta iniciante vai à casa de um amigo que grava para ele. Aquele diretor não precisa de muito dinheiro nem precisa mobilizar um grande número de músicos para gravar a trilha de seu filme. “Nesse sentido é uma vantagem para o pequeno cineasta, o cineasta iniciante com pouco orçamento”, completa Nilson.

Confira alguns filmes que foram gravados com VSTis ou possuem tratamentos de estúdio VSTs

Angels e Demons main theme

The Dark Night main theme

Parte 1 – Os sons virtuais

Parte 2 – Qual você prefere, original ou VSTi?

1 comentário

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