Quem será o próximo presidente da Câmara Municipal?

Por Janaina Morais

Há quase um mês da escolha do novo presidente da Câmara de Juiz de Fora, três vereadores articulam para assumir o terceiro cargo na hierarquia do município. Líder do Governo na Casa, Pastor Carlos Bonifácio (PRB), aparece com certo favoritismo. Já a candidatura de José Laerte (PSDB) começou a ser articulada nos últimos dias, mas nem mesmo a composição de sua eventual chapa foi concluída. Também concorrendo ao cargo, Flávio Cheker (PT) iniciou conversas e quer fazer valer sua longa experiência legislativa.

O Governo adotou a postura de não entrar na disputa, para não alimentar uma cisão na base, já que dois aliados estão no páreo. Para deixar bem nítida a neutralidade, o presidente do PSDB, vereador Rodrigo Mattos, filho do prefeito Custódio Mattos (PSDB), pode nem participar da eleição, deixando o voto a cargo do suplente da coligação PSDB/DEM/PRB, Romilton Faria (DEM).

As duas candidaturas governistas retratam a divisão dos tucanos em Juiz de Fora. José Laerte, na avaliação da maioria dos vereadores, tem sua candidatura atrelada ao grupo do secretário de estado da Saúde, Antônio Jorge Marques (PPS) e do deputado Marcus Pestana (PSDB). Dentro da Câmara, José Laerte consegue atrair parte do PMDB, do PP, além do PDT. Para tentar garantir sua votação, o tucano espera contar com seu correligionário e ainda com, pelo menos, um dos dois votos do PTC. Isso, sem depender dos três votos do PT.

No caso do Pastor Carlos, os cálculos também não mostram vitória, mas a situação é mais favorável no cenário sem os petistas. Além de conseguir manter boa parte da base unida, o líder governista tem conversa adiantada com Júlio Gasparette (PMDB), que deve até fazer parte de sua chapa.

De acordo com os vereadores de outras legendas, somente com candidatura própria, pode-se esperar uma votação conjunta da bancada do PT. Nesse sentido, a candidatura de Cheker nasce com três votos e ainda com apelo dentro do PMDB dos vereadores, Bruno Siqueira e José Sóter Figueirôa Neto.

O problema enfrentado pelo petista é conseguir mais votos. Para isso pretende convencer os dois parlamentares do PDT. Caso a proposta avance, Cheker entra de fato na disputa. Nesse caso, as duas outras candidaturas devem sofrer baixas, tornando a disputa imprevisível. Nessa eventual conjuntura, o Governo seria obrigado a intervir de forma direta.

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