Dilma Rousseff deve ter maioria durante governo

Por Igor Simões

No dia 31 de outubro de 2010, o Brasil elegeu Dilma Rousseff para presidente. Menos de três horas depois de as urnas confirmarem sua vitória, a primeira presidenta eleita da história já começou a preparar sua equipe para a transição de governo. O primeiro passo foi convocar seus aliados mais próximos para uma reunião privada.

Dilma convidou para a conversa os coordenadores de sua campanha Antônio Palocci, José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo. Além deles, foram chamados também o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e o assessor Giles Azevedo. O nome mais forte dessa transição é Antônio Palocci que, oito anos atrás, comandou a transição entre as administrações de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O mesmo aconteceu nessa primeira semana de novembro, Antônio Palocci voltou  ao mesmo prédio, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), para iniciar a passagem entre os governos de Lula e Dilma Rousseff. Duas equipes vão cuidar dos trabalhos, cujo objetivo é evitar interrupções no funcionamento da máquina pública durante a troca de comandos.

O cenário que Dilma encontrará durante seu governo será bem mais favorável do que encontrou o presidente Lula. São 395 deputados federais, 60 senadores e 16 governadores do provável “apoio” para blindar o governo Dilma Rousseff.  Os números levam em consideração os partidos que formaram a coligação de apoio à petista, as legendas que atualmente dão sustentação política à administração Lula e também a tendência histórica de siglas nanicas se alinharem com a situação. É o chamado governo de coalisão.

Para o doutor em Ciências Políticas, Paulo Roberto Figueira Leal, o excesso de apoio pode ser prejudicial, pois a pressão de administrar as bases aliadas nos cargos principais e chaves do Governo será um desafio. Clique e confira a declaração do professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Uma das pautas que já começam a ser discutidas nessa transição é o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo Lula tentou o retorno da cobrança em 2009, mas viu um grupo de senadores de oposição derrubar o projeto que prorrogava o imposto. A taxa sobre a movimentação financeira rendia aos cofres públicos R$ 40 bilhões por ano. Resistência que, em tese, não deverá atrapalhar o mandato da ex-ministra da Casa Civil, que também deve obter apoio dos Governadores da Federação.

Veja a opinião do cientista político.

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