Arquivo do mês: abril 2011

Políticos veem mídias sociais influenciarem na gestão

Por Jani de Souza

Que as mídias sociais têm sido um bom instrumento para o marketing de guerrilha, ninguém pode negar. Muitas empresas usam Orkut, Facebook e Twitter, por exemplo, para divulgarem sua marca, sua ideia. Porém, não são só empresas que andam usufruindo da popularidade que esse tipo de mídia tem. Políticos e prefeituras também usam a rede para fazer suas ações. Contudo, o que vem para o bem, também pode vir para o mal. O que as empresas e, principalmente, as prefeituras fazem quando recebem críticas negativas?

O assessor politico, Luiz Gustavo Fernandes, explica que nessas horas o mais importante é avaliar o que está em questão e procurar dar uma resposta às críticas o mais rápido possível. Ele ressalta que o importante é não deixar que vire uma onda de reclamações. “Inicialmente, não podemos deixar que essa reclamação se espalhe, então a resposta imediata é necessária. Nem que seja um simples: vamos tentar resolver”, ressalta o assessor.

Há quem diga, porém, que essas reclamações acabam dando em nada, e que, na verdade, as mídias sociais são um modo de enrolar o cidadão. A vendedora Alice Moura disse que reclamou sobre um buraco na rua da sua casa via Twitter, e nada foi feito. Mesmo depois de dois meses, a rua continua esburacada. “Já reclamei por Twitter. Na hora, até me deram atenção, mas depois nada. Esperei entrarem em contato comigo, mas eles não fizeram isso. Me senti enganada”, reclamou Alice.

Apesar do avanço tecnologico, ainda existem os que acreditam que o meio mais eficiente para fazer reclamações é o rádio. Ele tem sido o aliado da população e, muitas vezes, é sinal de dor de cabeça para os assessores de prefeituras. “O rádio é mais difícil de se controlar, nem sempre dá para oferecer uma resposta imediata. Quando o assunto se torna uma onda é mais fácil dar uma resposta, já que o assunto chega de imediato aos nossos ouvidos”, ressaltou Luiz Gustavo.

Seguem abaixo alguns endereços de Twitter de prefeituras e políticos brasileiros:

Prefeitura de Juiz de Fora: http://twitter.com/#!/SCS2009

Prefeitura de São Paulo: http://twitter.com/#!/prefeituraSP

Prefeitura de Porto Alegre: http://twitter.com/#!/Prefeitura_POA

Plínio Arrudahttp://twitter.com/#!/pliniodearruda

Dilma Rousseffhttp://twitter.com/#!/dilmabr

Aloisio Mercadantehttp://twitter.com/#!/mercadante

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“Mulheres no volante” faz mostra de técnicas das artes marciais

Por Carol Laporte

A quarta edição do festival “Mulheres no volante” veio para reforçar o objetivo de todas as outras edições desde 2007; valorizar o trabalho artístico das mulheres e contribuir para o exercício de sua cidadania. Os esforços são práticos; oficinas abertas ao público e completamente gratuitas foram ministradas no Espaço Bernardo Mascarenhas de 16 a 19 de março, além de shows que fecharam o festival no domingo, dia 20.

Esse foi o primeiro festival a ampliar a programação para 5 dias, ao invés do único dia habitual. Entre as atividades programadas estavam debates, exibição de vídeos e curta metragem, stencil e práticas de filmagem instrumental.

Arquivo da internet. Movimentos básicos de defesa pessoal.

Uma das oficinas inauguradas nessa edição foi a de defesa pessoal, ministrada por Laís Lery, Juliana Vitral e Juliana Fernandes. A principal intenção do curso foi permitir o uso de técnicas marciais por pessoas comuns, que podem utilizar a praticidade de alguns movimentos para defender-se no cotidiano.

As vantagens do treino marcial

Os exercícios buscam aproveitar o conhecimento do corpo humano e não precisam contar com uma disputa de força entre oponentes para serem executados. A grande vantagem é que qualquer um pode se defender, mesmo de um agressor mais forte, usando a inteligência e conhecendo as limitações da nossa fisiologia.

Uma das técnicas utiliza o peso da cabeça para controlar o ataque em uma linha segura. Por ser naturalmente mais pesada, a cabeça se torna um alvo mais fácil de ser direcionado do que mãos ou pernas, por exemplo. Além de abordar esses truques, as três professoras, que já praticaram karatê no Dojo Rousimar Neves/Academia Actrium, também conversaram com as alunas sobre comportamento seguro, noções de ambiente e até possíveis armas de defesa que podem ser encontradas na bolsa de qualquer mulher. Um lenço com moedas se transforma em uma poderosa ferramenta de defesa, e o próprio guarda chuva pode ajudar em situações de risco.

IV edição do Mulheres no Volante

Apesar da espontaneidade da idéia de acrescentar uma oficina de defesa pessoal no “Mulheres no Volante”, Laís Lery avalia que o casamento de auto preservação com valorização feminina complementa a idéia inicial do evento ao fortalecer a segurança de quem participa e portanto a auto-confiança das inscritas, outro benefício das artes marciais. As alunas concordam, e Camila de Souza comenta: “As pessoas acham que nós somos frágeis, que podem segurar, agarrar, e a gente não vai conseguir se defender. É bom poder evitar isso até mesmo na balada”.

A noção de como se proteger não é válida apenas para as horas na rua ou no lazer. De acordo com o DataSenado, órgão ligado à Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado Federal, a cada 100 mulheres brasileiras, 15 vivem ou já viveram algum caso de violência doméstica. Segundo estimativas do Fórum de Desenvolvimento das Nações Unidas para Mulher (Unifem), pelo menos 5 dessas mulheres poderiam ter evitado a agressão com um conhecimento considerado básico de defesa pessoal.

Juliana Fernandes completa ao afirmar que não existe idade limite para aprender a se defender: “Qualquer pessoa que se interessar pelo assunto pode aprender defesa pessoal. Depois de treinar algumas vezes o domínio das técnicas fica mais fácil, e a pessoa pode se sentir  mais confiante”.

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Doação de medula óssea ainda é cercada por muitas dúvidas

Falta de informação sobre o processo de doação é um dos principais fatores para baixo número de doadores

Por Jani de Freitas

A doação de medula óssea é cercada de muitas dúvidas. Talvez esteja aí o motivo principal para o baixo número de doadores. No Brasil, a proporção de cadastrados no banco de medula óssea é de 1 para 100.000, e se colocarmos em proporções mundiais, chega a ser de 1 para 1 milhão. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2008, mais de cinco mil brasileiros morreram à espera de um doador. No ano passado, mais de 9.500 pessoas foram diagnosticadas com leucemia. Apesar de os números parecerem cruéis, essa história vem mudando nos últimos anos. Em 2003, o Redome oferecia 11% de todo o seu material para transplantes, hoje esse percentual já é de 60%. As chances dos brasileiros aumentou ainda mais depois que o Brasil passou a integrar o National Marrow Donor Program, o maior banco de doadores do mundo.

“Em maio de 2009, fui procurado por eles (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), e fui informado que tinham encontrado um paciente compatível comigo. Daí me perguntaram se eu ainda gostaria de ser um doador, eu com certeza confirmei, sempre tive vontade, pois é uma oportunidade salvar uma vida”, disse o doador de medula Luciano Tortorelli.

Ao contrário do que muitos pensam, doar medula é algo muito simples. Existem dois tipos de doação: o de aspirar a medula através de agulhas especiais e o que usa uma máquina chamada leucaférese. Nessa máquina, o sangue é separado, levando em consideração o peso das pessoas, e armazenado em um compartimento especial – lembrando um pouco a hemodiálise. O procedimento usando agulhas é o mais comum no Brasil, e também o que mais amedronta os doadores, já que é necessária uma pequena perfuração. Porém, muitas pessoas que já passaram pelo transplante afirmam que o incomodo é minimo, ou, em muitos casos, o incômodo nem acontece. Luciano Tortorelli, já doou pelo metódo da Aférese e explica como foi:

Print da página de um site de relacionamento onde pessoas contam sobre a experiência da doação.

“Cheguei em Curitiba em um sábado, pois teria que ir todos os dias na parte da manhã no hospital tomar uma injeção de um medicamento que estimula a proliferação das células para a veia, o que não tem incômodo nenhum. Na quinta-feira, comecei o procedimento um pouco antes das 8h e que terminou perto das 13h, o que é normal em todos pacientes”.

É importante ressaltar que a doação de medula é anônima, só depois de 5 anos é que os nomes são liberados pelo banco de dados. A medida é para evitar que, caso o paciente tenha uma recaída, ele volte a procurar o doador, e, de certa forma, exerça alguma forma de pressão sobre ele para doar novamente, e também caso o paciente venha a morrer, não gerar nenhuma frustação no doador. Algumas pessoas esperam que pelo menos notícias sejam dadas, que é o caso do Luciano Tortelli: “Só lamento a atitude do Redome depois de tudo. Sempre fui atrás para saber o estado de saúde do receptor e nunca com intuito de saber quem ele é, só queria saber alguma notícia de como estava a recuperação”.

Segundo Rosani Martins, membro da equipe de captação de doadores de sangue e de medula óssea do Hemominas de Juiz de Fora, a cidade tem números expressivos de doadores. Ela ainda ressaltou que a exposição que a mídia fez em 2001, com a novela “Laços de família”, em que a atriz Carolina Dickemann intepretou uma garota que teve leucemia e que necessitava da doação de medula óssea para sobreviver. Segundo a funcionária do Hemominas, o drama envolveu o Brasil, que passou a se conscientizar mais sobre o assunto.

O que intriga muita gente é saber se as pessoas que estão fora dos critérios de idade podem doar. De acordo com Rosani Martins, pessoas acima de 54 anos podem doar, só não podem se cadastrar mais. Menores de idade, geralmente se tornam doadores quando o caso de doença é na família. Nesse caso, se o responsável autorizar, ele pode doar a medula óssea.

Não são muitos os hospitais que fazem o processo de doação de medula no Brasil. Em Juiz de Fora, por exemplo, nenhum hospital está apto a fazer o transplante. Geralmente os doadores são encaminhados a uma cidade mais próxima. Como em muitos casos é necessário o deslocamento do doador, o Ministério da Saúde se dispõe a pagar todas as despesas referentes à doação.

As dúvidas mais frequentes quanto a doação de medula você encontra no site do INCA.

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JF segue praticamente estagnada na criação de empregos

Por Valentim Júnior

Foram criadas 38 vagas, mas o saldo é negativo durante o primeiro trimestre de 2011

O número de empregos gerados em Juiz de Fora no mês de março foi o pior no período desde 2003, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Foram registrados apenas 38 novos postos de trabalho na cidade, em um saldo de 5242 contratados e 5204 demitidos. Em Minas Gerais, Juiz de Fora ocupou a 44° posição no ranking.

O crescimento foi de apenas 0,03%, muito próximo da estagnação. Os setores que mais geraram emprego foram a construção civil, 168, e a área de serviços, 93. Já o comércio, -178, e a indústria de transformação, -43, foram as que mais demitiram. Em comparação ao mesmo período do ano passado, Juiz de Fora teve uma queda bastante considerável, já que foram criados 587 empregos em março de 2010.

Veja a tabela completa

Mês de março é o melhor do ano

Embora ainda muito baixo, o crescimento do mês de março superou os saldos negativos dos meses anteriores de 2011 em Juiz de Fora. Em janeiro, foram criados 6079 postos de trabalho e 6191 demissões, um saldo de -112. No mês seguinte, os dados foram ainda piores, com 5092 contratações e 5828 trabalhadores demitidos, totalizando -736 postos de trabalho.

O crescimento no mês de março em Minas e no Brasil foi superior ao da cidade da Zona da Mata. Mais de 11 mil postos de trabalhos foram criados no estado, um crescimento de 0,3%. Em todo o país, foram gerados mais de 92 mil empregos, saldo positivo de 0,25%.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF), Vander Domingos da Silva, o saldo foi melhor do que o previsto. “Além disso, as contratações, principalmente no comércio, devem começar a se estabilizar no segundo trimestre com a chegada das datas comemorativas e com a estabilização econômica do país”, ressaltou.

Outras informações da CDL

Primeiro trimestre negativo para JF

No acumulado do ano, já foram menos 810 vagas de trabalho em Juiz de Fora, uma queda de 0,59%. Em Minas Gerais, o acumulado do primeiro trimestre de 2011 é positivo em 1,77%, criadas mais de 67 mil vagas. No país, também foi registrado saldo positivo de 1,62%, mais de 583 mil empregos gerados.

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Evento nacional de Comunicação acontece pela primeira vez em JF

Entre os dias 4 e 7 de maio, acontece em Juiz de Fora a Conferência Brasileira de Folkcomunicação (Folkcom). Considerado como um dos eventos nacionais mais relevantes para a área de Comunicação, a Folkcom 2011 é organizada pela  Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pela Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (FES/JF) e pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFJF.  A 14ª edição do evento traz como tema “O artesanato como processo comunicacional”, tendo como objetivo compreender os mecanismos comunicacionais das expressões de identidade locais/regionais que utilizam o artesanato como forma de expressão de ideias e atitudes.  O evento é aberto para todos os públicos e os interessados devem se inscrever até o dia 2 de maio.

A Folkcomunicação é uma teoria da comunicação de origem brasileira, criada pelo jornalista Luiz Beltrão em sua tese de doutorado, defendida em 1967 na Universidade de Brasília (UnB). O objetivo era estudar os processos comunicacionais na troca de ideias, opiniões e atitudes da população marginalizada e dos grupos populares.

A organização do evento em Juiz de Fora é composta por professores e alunos da Facom, por professores da Estácio de Sá, pela presidente da Rede Folkcom, Betânia Maciel, e pelo professor José Marques de Melo. O evento apresenta como novidades a premiação acadêmica de alunos da graduação, mestrado, doutorado e pesquisadores seniores.  Além disso, acontecerá uma mostra de fotografia e audiovisual, que trabalhará a temática do evento. Paralelamente, acontecerá o Encontro Regional de Comunicação (ENRECOM). Espera-se cerca de 800 participantes de todo o Brasil durante a Folkcom 2011.

A programação inclui eventos com pesquisadores brasileiros, como José Marques de Melo, Betânia Maciel, Antônio Hohlfeldt, Roberto Benjamin, Guilherme Rezende, Severino Lucena, Osvaldo Trigueiro, Karina Woitowicz, Maria Cristina Gobbi, Cristina Schmidt e Sérgio Gadini. Além desses, o professor Carlos Nogueira, da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), também estará presente. O valor da inscrição é R$ 35 para alunos da UFJF e da Estácio de Sá; R$ 40 para estudantes de graduação e pós-graduação; R$ 55 para professores e profissionais sócios da Rede Folkcom ou membro do corpo docente da UFJF ou da Estácio de Sá. As inscrições podem ser feitas através do site.

A estudante da Facom, Anamaira Spaggiari, participará pela primeira vez do evento e submeterá seu artigo “A cobertura de um crime chocante no The Times do século XIX e na Folha do século XXI” para a apresentação: “Participar do evento é uma ótima oportunidade para os alunos de comunicação de Juiz de Fora. Minhas expectativas são de trocar conhecimento e discutir temas em voga na Comunicação. Todos os congressos proporcionam esse ambiente rico em discussões que desenvolvem uma visão crítica e levam à quebra de conceitos preestabelecidos”, comenta.  Confira a programação completa clicando aqui.

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O efeito de anabolizantes e os riscos reais para a saúde

Por Thalita Souza

Foi Oscar Wilde, um escritor irlandês reconhecido por sua ríspida franqueza, quem disse, em torno de 1870, que “só os tolos não julgam pela aparência”.  Ser considerado bonito é um desejo tão antigo quanto a própria humanidade, e a busca pela perfeição física acompanha as gerações sem respeitar limites geográficos.  Desde o hábito de amarrar os pés na infância, praticado por chinesas até 1950, ou o uso de espartilhos por volta do século XVI, praticado pelas mulheres inglesas, a sociedade parece acostumada a encarar modificações e acessórios perigosos no ritual das aparências.  Talvez por isso seja comum ignorar os riscos de medicamentos que são conhecidamente prejudiciais para a saúde em busca dos benefícios passageiros que eles oferecem. Esses remédios, conhecidos como anabolizantes, servem em maior parte como artifício de homens, que, exatamente como as mulheres,  se rendem à indústria farmacêutica e de cosméticos para se sentirem belos e atraentes.

Pés de uma chinesa de 84 anos após modificações com ataduras na infância

Não é portanto uma questão de sexo. Segundo pesquisa realizada pela 2B Brasil Research, com 400 homens, 82% deles, entre 25 e 64 anos, acha fundamental cuidar da aparência e gastam cerca de 15% do salário com produtos para essa finalidade.

O remédio  mágico

Enquanto os padrões de beleza exigem mulheres magras e esguias como as supermodelos famosas, o desejo de 85% dos homens brasileiros é ser forte. A vontade é antiga e pode ter origem nos elementos de masculinidade associdados aos músculos. Um bom exemplo é o desenho Popeye, famoso desde a década de 30 até os anos 90, e que sempre associou o aumento da força do protagonista com a possibilidade de enfrentar os inimigos e salvar a enamorada mocinha, criando na mente de jovens a sensação de que a massa muscular pode ser um símbolo de sucesso e admiração.

Os anabolizantes funcionam à base de hormônio masculino, testosterona, com as características anabólicas e androgênicas que geram a hipertrofia muscular em um menor espaço de tempo, dando essa ilusão “milagrosa” de um crescimento rápido do corpo, exatamente como o espinafre fazia com o personagem principal da animação.

O grande problema dessa ilusão é justamente por ter em sua origem um efeito enganador. O aumento de “tamanho” na verdade não é devido ao aumento de músculos saudáveis, e sim do acúmulo de água no corpo. Esse “inchaço” não tem qualquer relação com um aumento da força da pessoa e, além disso, piora significativamente a saúde. Espinhas, risco de impotência e distração, alterações de personalidade – como aumento de agressividade e ansiedade – estão entre os comprovados efeitos colaterais.

Além disso, o uso desses medicamentos, na maioria das vezes, leva à dependência. Depois de um período, de geralmente oito a dez semanas, a pessoa atinge seu auge muscular, mas o organismo não está preparado para produzir aquela quantidade de hormônios, e o usuário aos poucos começa a perder massa. O que o leva a começar um novo ciclo.

Um dos entrevistados, que não quis se identificar, afirma:  “Geralmente quem usa muito, e conhece, fica um período sem usar para o organismo dar uma estabelecida. Aí, depois de um tempo, usa de novo.” O que ameniza, mas não acaba com os efeitos colaterais.

O problema é na cabeça

A grande maioria de jovens que utiliza anabolizante não tem qualquer problema físico e o que os leva a utilizar esse recurso muitas vezes está relacionado a problemas com a auto-estima, como explica a psicóloga Dária Rodrigues. “Às vezes, existem imagens distorcidas de si mesmos e eles buscam recursos externos para se adequar aos padrões. Depositam no uso de anabolizantes não só a busca pelo corpo perfeito, mas se enquadrar no perfil. Perdem o limite porque o foco sai das relações interpessoais e o bem-estar individual, buscando reinserção através de um método artificial”.

Segundo o preparador físico Ricardo Aguiar, “as pessoas que malham conseguiriam efeitos similares e muito mais saudáveis e duradouros simplesmente fazendo atividades regularmente. Nenhum dos jovens que usa anabolizante costuma apresentar problemas para ganhar massa, e isso é mais uma atitude preguiçosa, de quem quer resultados na hora, mas isso é impossível”. Ricardo completa ainda afirmando que o exercício genuínio aumenta a porcentagem de massa magra no corpo, aquela que faz bem para a saúde, diminui a gordura do organismo e ainda aumenta a “força” de verdade, não falsamente como com os remédios. “Você se sente ficando mais forte e percebe uma melhora na coordenação motora e na habilidade de manusear peso no cotidiano”, finaliza Aguiar.

Desenho animado de 1933, Marinheiro Popeye

Para o preparador, qualquer pessoa pode se tornar um “Popeye” de verdade, mas, para isso, precisa de características como perseverança e disciplina; “valores muito mais reais do que o remédio mágico”.

O importante, de acordo com a professora de Educação Física, Marina Sant’Ana é “não se preocupar primeiramente com a forma física e sim com a saúde. É possível conseguir um corpo bonito, mas, para isso, deve se praticar atividades prazerosas, que irão influenciar em suas vidas de maneira positiva, que possam dar satisfação, onde possam estar em contato com outras pessoas e acima de tudo trarão saúde”.

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Vereador Isauro Calais, do PMN, é pré-candidato à PJF

Além do vereador, outros nomes como Margarida Salomão, Júlio Delgado e Wadson Ribeiro ganham espaço no cenário juizforano

Por Valentim Júnior

As eleições municipais acontecem apenas em 2012, mas as articulações partidárias e os possíveis candidatos já começam a aparecer no cenário local. No início de abril, o vereador Isauro Calais (PMN) divulgou sua entrada na disputa pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) no próximo ano. “O partido quer que eu seja candidato. Há um entendimento estadual para que a legenda lance candidatura própria em todas as cidades possíveis da Zona da Mata e também nos principais municípios do estado”, relatou Isauro. Essa postura adotada pelo PMN reflete sua procura por espaço entre os grandes partidos do cenário mineiro. “Eu vou coordenar esse processo de valorização da nossa sigla na Zona da Mata. Queremos ser personagens na eleição de 2012”, destaca o vereador de Juiz de Fora.

O nome de Isauro é bem aceito pelo PMN, já que, nas eleições para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais do ano passado, o candidato recebeu cerca de 25 mil votos em Juiz de Fora e por pouco não foi eleito, ocupando a primeira vaga de suplente da coligação do partido. Além disso, o político foi presidente da Câmara dos Vereadores de Juiz de Fora por dois mandatos e, em 2009, chegou a ser líder do Governo. Atualmente, figura na bancada oposicionista à atual gestão do Prefeito Custódio Mattos (PSDB).

No entanto, o pré-candidato à PJF confirma que quer dialogar com todos. “Temos que conversar com as pessoas, com quem gosta de Juiz de Fora. Sou oposição por questões administrativas, porque acho que muita coisa está na contramão da história. Mas, apesar de ver erros, vejo acertos também”, finaliza.

Outros possíveis candidatos

Além de Isauro Calais, outros nomes figuram na disputa eleitoral de 2012. Além da possível reeleição de Custódio Mattos (PSDB), a petista Margarida Salomão, Júlio Delgado (PSB), e Wadson Ribeiro (PCdoB) são políticos fortes que também podem entrar na disputa. Os três foram os candidatos a Deputado Federal mais votados no município em 2010.

Além de ter disputado o segundo turno pela PJF em 2008, Margarida Salomão foi a candidata a Deputada Federal mais votada na história de Juiz de Fora. No entanto, mesmo recebendo mais de 66 mil votos, não conseguiu se eleger, ficando na primeira suplência da coligação do PT.

Já Júlio Delgado (PSB) foi, mais uma vez, eleito Deputado Federal, tendo recebido em JF mais de 34 mil votos. Além de figurar no cenário político brasileiro há alguns anos, Júlio é filho do ex-prefeito Tarcísio Delgado, que dirigiu a cidade por três mandatos.

Wadson Ribeiro (PCdoB) também esteve entre os mais votados na cidade para Deputado Federal, recebendo mais de 20 mil votos, apesar de não ter sido eleito. Wadson, além de jovem na política, tem se destacado pela atuação na área esportiva, ganhando espaço no cenário político local.

Outro nome que tem sido cotado nos bastidores políticos é o do Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque. Embora não seja concreta esta possibilidade, dirigir a instituição mostrou ser um trampolim para a vida política na cidade, tendo em vista a projeção que a petista Margarida Salomão ganhou após sua gestão frente à Reitoria.

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