Arquivo do dia: abril 18, 2011

Festas com bebida liberada podem ser proibidas em JF

Por Natália Lopes

O Projeto de Lei n°112 está em tramitação, já passou por todas as comissões, aguarda votação em Plenário e trata de um assunto polêmico entre os jovens de Juiz de Fora. Criado pelo vereador Noraldino Junior, o projeto propõe a proibição da realização de eventos com bebida liberada na cidade. Mas o que será que os freqüentadores dessas festas pensam sobre isso?

De acordo com o vereador, as críticas surgem na mesma intensidade que os incentivos, e a expectativa é que o projeto seja aprovado. “Antes de iniciarmos o processo, fizemos uma pesquisa com pais de diversas regiões e classes sociais de Juiz de Fora, e 97% deles se posicionaram a favor da medida. Entendo que uma parcela da população que frequenta as festas tende a se sentir prejudicada, mas a intenção do projeto é regulamentar esses eventos, de forma que possamos preservar a saúde e o futuro dos jovens”.

Noraldino é presidente da Comissão Parlamentar Antidrogas e, segundo ele, a motivação para a criação do projeto surgiu a partir de reuniões realizadas na Câmara, dos encontros com as forças policiais e com grupos de ajuda, dos pedidos de pais, dos institutos de pesquisas relacionados às drogas e de pesquisadores no assunto. “Nessas festas ‘open bar’, o primeiro agravante é o incentivo ao uso exagerado de bebida alcoólica e ao consumo de entorpecentes. Também não podemos deixar de lado os diversos acidentes com vítimas nas ruas e estradas, a violência corporal das brigas e até mesmo o estímulo à libido, fazendo com que jovens tenham filhos muito cedo”.

Apesar dos argumentos expostos pelo vereador, a medida não agrada a quem está acostumado a frequentar esses eventos. A estudante de direito, Isis Pereira, acha válida a iniciativa do vereador, mas se mantém contra o projeto. “As pessoas que participam de festas ‘open bar’ estão conscientes dos riscos que correm. Acredito que uma fiscalização mais intensa e a realização de campanhas de conscientização seriam mais válidas e eficazes”.

Já a universitária Eliza Granadeiro diz que essa proibição deveria ser restrita aos menores de idade. “Quem tem mais de 18 anos tem o direito de consumir bebida alcoólica na quantidade que achar adequada. Impor uma lei como a que está sendo proposta representa uma espécie de censura torta. Em relação aos menores, eles ainda não respondem legalmente por seus atos e, dessa forma, tem que haver uma fiscalização efetiva para evitar possíveis transtornos”.

O estudante Felipe Lima freqüenta festas “open bar” e é a favor da medida proposta pelo vereador Noraldino. “O preço cobrado nesses eventos seria bem menor se as bebidas (geralmente cerveja, água e gummy) não fossem liberadas. O valor do ingresso faz com que muitas pessoas desistam de comprá-lo, o que restringe o acesso ao entretenimento na cidade. Além disso, os jovens conseguiriam manter melhor o controle sobre si mesmos, e muitos transtornos seriam evitados”.

De acordo com o vereador, muitas pessoas usam o argumento de que as festas “open bar” movimentam o mercado financeiro, o que não condiz com a realidade. “Já ouvi relatos de organizadores que me afirmaram que a bebida liberada é um artifício para atrair o público, mas que geralmente leva a prejuízos no consumo. Isso sem contar os danos causados a médio e longo prazo na saúde pública: acidentados, intoxicados, gastos com recuperação, violência doméstica, e, consequentemente, problemas em cascata sem precedentes”.

Noraldino afirma que os jovens precisam de entretenimento, mas que não é necessário realizar festas “open bar”. “A cidade de Juiz de Fora sempre foi palco de uma imensa capacidade cultural, e os eventos com bebidas liberadas estão posicionando o foco apenas para o álcool. Nossos jovens precisam de diversão e entretenimento, mas isso não tem relação alguma com liberar substâncias capazes de destruir a vida em curto prazo”.

As opiniões se divergem

No início dessa matéria uma pergunta foi feita sobre o que pensam os jovens em relação a tramitação da nova lei. A repórter conversou com alguns dos interessados no assunto e descobriu argumentos variados sobre o tema:

Quadro de opiniões

Debate online

O vereador Noraldino Junior mantém um canal aberto de comunicação com o público através das redes sociais. Se você deseja conversar com ele sobre o projeto, acesse os seguintes endereços, ou clique nos links adicionados a essa reportagem:

Twitter: @Noraldinojunior

Facebook: Noraldino Júnior

Orkut: Vereador Noraldino Júnior

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Complexo Esportivo da UFJF garante à população acesso ao esporte

Por Betânia Barros 

Os R$ 16 milhões investidos na construção do novo Complexo Esportivo da UFJF fizeram com que a Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) ampliasse os programas de extensão, aperfeiçoando os projetos de incentivo à prática esportiva voltada para a comunidade acadêmica e externa. O número de vagas quadruplicou depois da reforma, o que permite que um número maior de pessoas possam usufruir da nova infraestrutura.

Piscina do Complexo Esportivo da UFJF

Segundo a professora da Faefid, Edna Ribeiro, os projetos de extensão são importantes para garantir à população de Juiz de Fora o acesso ao complexo, e, com o novo espaço, será possível ampliar e melhorar os projetos de extensão na Faefid. “A nossa faculdade agora está qualificada com infraestrutura que nos permite desenvolver com mais qualidade as atividades extensionistas, desde a criança até o idoso. Nós temos condições para dar ao esporte a dimensão social”.

Os programas são ligados à natação, futebol, vôlei, musculação, tênis, basquete, entre outros. A faculdade conta ainda com um projeto de extensão que beneficia a Comunidade Universitária e seus familiares, o “Primeiro Tempo”. Um dos objetivos da iniciativa é oferecer aos alunos, professores, técnicos administrativos e seus familiares, a prática de atividades físicas, de esporte e de lazer, na Faefid. Todas as ações contam com a instrução de estudantes da faculdade. Ao todo, o programa trabalha com 15 bolsistas.

As comunidades mais próximas da universidade são os maiores usuários dos programas. Segundo o estudante Pedro Nogueira, que faz natação na Faefid e mora no bairro São Pedro, o esporte ocupa a maior parte do seu tempo livre. “Vou à Faefid duas vezes por semana para nadar e me distrair. Os bolsistas do projeto são muito legais e nos ensinam a aprimorar nossa natação”.

Os usuários vão de crianças até idosos. Maria Gorete Oliveira é mãe de Matheus Oliveira, de nove anos, que pratica esportes nas dependências da faculdade. Ela leva o filho duas vezes por semana até a Faefid e garante que o esforço vale a pena. “Depois que eu comecei a levar o Matheus para praticar atividades aqui (na Faefid), ele melhorou muito a convivência não só com os pais, mas com os amiguinhos dele. Ele gasta toda sua energia com o futebol e a natação, e, já que moramos em apartamento, esse programa faz com que o Matheus tenha mais espaço e liberdade”.

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