De jovens a idosos, fitoterápicos são alternativa para a saúde

Por Bruno Ribeiro

Quem nunca tomou ou conhece alguém que tenha tomado aquele chazinho de camomila, quando fica nervoso, ou de boldo, quando está com aquela ressaca? Praticamente todo mundo. Ao que parece, esta modalidade da medicina alternativa, que nasceu há muito tempo com os nossos antepassados, não é mais uma coisa restrita aos vovôs e vovós. Um exemplo disso é a estudante Carolina Lawall de Freitas, 16 anos, que utiliza as plantas para várias finalidades. “Já tomei chá para aliviar cólica menstrual, congestionamento nasal, enfim, para várias coisas. Faço isso desde pequena e sempre funciona”. Ela conta que aprendeu a força medicinal das ervas com a mãe, Margareth Lawall, que repassa isso para os seus filhos. “Poucas vezes eles tiveram de tomar antibióticos. Usar medicamentos naturais é muito bom para a saúde e sempre priorizo isso aqui em casa”, afirmou Margareth, 49 anos.

A fitoterapia, ao longo dos anos, vem ganhando mais adeptos no mundo e no Brasil. Desde o ano de 2006, há um projeto que disponibiliza ervas medicinais em algumas cidades do país. Tal projeto chegaria a Juiz de Fora em março deste ano, mas ainda está em fase de fixação na cidade, segundo a Secretaria de Saúde.

A neurologista Sandra Fortuna acredita que a implantação de fitoterápicos é importante, mas inspira cuidados. “Faço uso de vários chás, creio que o custo benefício é muito grande e aconselho. No entanto, isso tem que ser feito com responsabilidade, pois, se for mal indicado, o medicamento pode ter efeitos danosos ao organismo”, afirmou Sandra, destacando que as plantas, assim como qualquer medicamento, têm vários princípios ativos que podem reagir contra o organismo e causar males à saúde.

O pequeno agricultor é outro que pode ser beneficiado com o uso de fitoterápicos. Oscavo Ferreira é técnico agrícola e trabalha com ervas medicinais há 16 anos. Segundo ele, esse cultivo demanda muito conhecimento. “Quando plantamos para a agricultura comercial, visamos a quantidade de biomassa e a qualidade do alimento. O plantio das ervas medicinais é mais complicado. Temos que saber de maneira minuciosa a classificação botânica da planta, época do plantio, parte do vegetal que deve ser utilizada, habitat e princípio ativo”, explicou Oscavo.

Horto na UFJF

Oscavo Ferreira é responsável pelo Horto da Faculdade de Farmácia

Oscavo Ferreira é responsável pelo cultivo no Horto da Faculdade de Farmácia da UFJF. O local conta com mais de 150 espécies de ervas medicinais e existe há cerca de 20 anos, sendo importante por vários aspectos. “A principal finalidade do Horto é servir de fonte de pesquisa para os alunos da Faculdade de Farmácia. No entanto, também trocamos algumas mudas com agricultores da região e de cidades vizinhas, o que aumenta nosso número de espécies”. O Horto da UFJF pode ser visitado por qualquer pessoa, desde que o dia e o horário sejam agendados pelo telefone 2102 3811.

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