Diminuição de cursos de Jornalismo em JF preocupa estudantes e professores

Por Bruno Ribeiro

Juiz de Fora é uma cidade com mais de 500 mil habitantes, situada entre Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, os três maiores centros urbanos do país. Ótimo lugar para estudar, trabalhar e começar a carreira como jornalista, certo? A resposta talvez fosse afirmativa há alguns meses. No entanto, os últimos acontecimentos não deixam quem tem o objetivo de seguir a carreira na cidade muito satisfeitos.

A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) acabou com o curso de Jornalismo da instituição.  Desta forma, somente o Centro de Ensino Superior (CES), a Estácio de Sá e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) teriam habilitações para jornalista, o que deixa alunos e professores em alerta.

“Eu vejo com muita tristeza essa situação. Sonhos e ideais de muitas pessoas estão sendo impedidos pelo fechamento dos cursos”, afirmou o professor doutor Márcio Guerra, da Faculdade de Comunicação Social da UFJF. Segundo ele, muitas pessoas precisarão encontrar alternativas em outras cidades ou, até mesmo, escolher outro curso, o que considera lamentável . No entanto, o professor vê um lado positivo nessa questão. “Muitas faculdades abriram seus cursos de Jornalismo de forma aventureira, sem responsabilidade e condições de formarem jornalistas qualificados. Nesse ponto, é até melhor que as portas sejam fechadas”.

Quem também vê estão questão sob dois prismas  é o professor Fred Belcavello, que leciona no CES e na UFJF. No entanto, ele enxerga aspectos diferentes dos de Márcio Guerra. O lado positivo seria em relação ao número de pessoas formadas entrando  no mercado de trabalho que, segundo ele, é muito grande na cidade e vai diminuir com este corte. Por outro lado, a exclusão dos cursos tem uma parte ruim. “As faculdades de Jornalismo empregam os professores e os próprios jornalistas. Portanto, vejo com muita preocupação essa questão”, completou.

Quem também fica prejudicado, obviamente, é o aluno. Estudante do sexto período noturno, Giovane Rezende acredita que a extinção de cursos de Jornalismo na cidade seja um retrocesso. “Ano passado já tivemos a perda da validade de nosso diploma. Com esta diminuição fica cada vez mais difícil conseguir formar bons jornalistas e cumprir a demanda do mercado. Isso só o piora o quadro de jornalistas na cidade, que já não é dos melhores”.

Jornalismo Noturno da Federal em discussão

A Faculdade de Comunicação Social (Facom) da UFJF está em meio a uma discussão que pode terminar com mais um curso noturno de Jornalismo na cidade. Isso ocorreria com a criação da habilitação para Rádio, TV e Internet, que foi acertada em reunião. Por votação, ficou decidido que o novo curso entraria no lugar do noturno, o que gerou uma reação imediata dos alunos. Representados pelo Diretório Acadêmico Wladimir Herzog (DAWH), os estudantes fizeram um abaixo assinado e várias manifestações contra essa medida. Em nova reunião, a direção da Faculdade decidiu, junto com os  professores, rediscutir o assunto de maneira mais aprofundada. Em 2012, o Jornalismo Noturno está garantido na Federal.

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