Resgate da Memória

Com as duas Guerras Mundiais, os imigrantes germânicos sofreram perseguições e alguns foram presos para averiguações. Segundo o historiador Roberto Dilly, mesmo os descendentes já nascidos no Brasil, que apenas carregavam o sobrenome alemão, eram presos e acusados de falso nacionalismo. O alemão, que era segunda língua nas escolas passou a ser proibido, até mesmo no ambiente familiar.

Com o objetivo de resgatar a memória da imigração e a cultura dos germânicos, em 1967 um grupo de descendentes (José Emílio Kelmer, Dirceu Scoralick, Célia Maria Scoralick, Miguel e Lucy Gomide) fundou o Instituto Teuto-Brasileiro William Dilly, anteriormente conhecido como Centro Folclórico Teuto-Brasileiro.

Dois anos mais tarde, no dia 19 de outubro de 1969, quando ainda nem se pensava em “oktoberfest” no Brasil, foi realizada a 1ª Festa Alemã de Juiz de Fora no bairro Borboleta.

A abertura do evento foi marcada por um ato “curioso” para a época: na Capela Católica do bairro, em homenagem aos imigrantes e seus descendentes, foi celebrado um Culto Ecumênico pelo Padre Jaime Zimmemann Machado e pelo Pastor Adilson Stefani da Igreja Luterana. Pela primeira vez na cidade de Juiz de Fora e no Estado de Minas Gerais, foram apresentadas danças folclóricas germânicas. Entre os convidados, a presença marcante do então Prefeito Itamar Franco, Presidente de Honra Vitalício do Instituto Teuto-Brasileiro William Dilly

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