A Língua Alemã

Uma das mais fortes características dessa comunidade singular em Juiz de Fora era a língua. Com poucos brasileiros nas vizinhanças, vivendo relativamente distantes da cidade, os imigrantes puderam manter a sua língua pátria, de forma que até as crianças já nascidas no Brasil muitas vezes falavam melhor o alemão que o português.

As escolas, como o Colégio Santa Catarina, ensinavam a língua alemã. A catequese e as orações nas igrejas, tanto católicas quanto luteranas, eram em alemão.

Essa realidade começou a mudar com as duas Guerras Mundiais, pois os imigrantes e descendentes sofreram perseguições. O ensino da língua nas escolas foi proibido e os pais não transmitiam mais esse traço cultural aos seus filhos. “Quando eu era criança e a minha vó queria falar com a minha mãe algo que eu não podia ouvir, elas conversavam em alemão. Elas não me ensinaram a língua com medo que eu pudesse sofrer alguma perseguição”, explica Cecília Hagale Lima.

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