As drogas e suas implicações na sociedade atual

Usuários dizem que a droga não lhe faz mal e que não vão parar. Especialistas e autoridades defendem que as drogas são um kharma para a sociedade. Nessa matéria, você verá algumas conseqüências do uso para usuários, família e sociedade. 

 Itamar Dantas

O USO DE DROGAS E A LEGALIZAÇÃO

 

A legalização ou proibição do uso de drogas tem sido uma questão bastante recorrente nos últimos tempos, não só no Brasil como em todo mundo. Divide opiniões entre autoridades e a sociedade em geral. E, mediante esse embate, os traficantes continuam a ganhar muito dinheiro e financiar o crime organizado pelo planeta.

 

Segundo dados divulgados em matéria publicada no site do Fantástico, a estimativa é de que mais de 3 milhões de brasileiros já experimentaram maconha pelo menos uma vez na vida.

 

Para o soldado da PM Jefferson Rodrigues, a legalização não deveria nem ser cogitada. “O playboyzinho não vê que suas festas “raves” regadas a pó (cocaína), alucinógenos (ecstase e lsd) contribuem para o aumento da violência. Financiam não só o tráfico de drogas, mas também o tráfico de armas, contribuindo para a estruturação do poder paralelo nas vilas e favelas. Sem esquecer que muitas crianças (aviãozinho, vapor, soldado, fogueteiro) estão perdidas no mundo do tráfico só para o playboy usar um “bagulho”.O uso e comércio de drogas é uma das maiores mazelas da sociedade brasileira. O uso gera efeitos motivadores como coragem e audácia, por exemplo, para a prática de crimes.”

 

Já o usuário Vagner Pereira, de 26 anos, acredita que o uso da maconha deveria ser legalizada sem restrições. “A maconha tinha que ser liberada integralmente, para plantio e uso, inclusive em vias públicas. E esse deveria ser o primeiro passo para todas as drogas. Acho que isso é inevitável.”

 

No próximo dia 4 acontece em várias cidades do Brasil, a Marcha da Maconha em favor da legalização do uso da droga. Segundo o site oficial do evento, o objetivo “não é estimular o uso, plantio ou tráfico da droga, ou afrontar a ordem ou saúde pública, muito menos chocar a moral e os costumes de qualquer segmento da sociedade brasileira. Nós acreditamos que a forma como as atuais leis e políticas públicas são construídas e aplicadas têm fracassado nos objetivos que se propõem e queremos manifestar nossa insatisfação com essa situação.” No ano passado, a marcha reuniu no Rio de Janeiro cerca de 200 manifestantes. (Veja matéria divulgada pelo site G1)

 

A CO-DEPENDÊNCIA FAMILIAR

 

Um dos aspectos pouco explorados pela mídia no que se refere ao uso de drogas e que acontece com muita freqüência é a co-dependência familiar.

 

Ao descobrir que um membro da família é viciado em drogas, certas vezes, a família se torna dependente também. Ao ter que dar mais atenção à pessoa, a situação do parente se torna o principal motivo de vida dos entes e torna o quadro do usuário ainda mais grave, pois, mesmo que ele queira se distanciar da droga, a tarefa fica mais difícil.

 

Segundo a psicóloga Ana Stuart, especializada em terapia familiar, nesses casos fica mais difícil para o dependente se distanciar da droga, porque a todo momento ele é lembrado de que é usuário. “A família começa a deixar a sua vida de lado para viver a vida do dependente. Por exemplo, se for um jovem que vá sair para estudar e não esteja pensando em usar droga nenhuma, os pais dizem: Lá vai você se drogar E, em um momento de stress, ele acaba voltando.”

 

Nesses casos, o recomendável é que a família procure ajuda profissional também. Em Juiz de Fora, a entidade Amor Exigente  trata de dependentes e familiares, para que a co-dependência não aconteça.

Clique aqui para saber endereços e contatos de instituições de apoio a dependentes químicos de Juiz de Fora.

 

A SOCIABILIZAÇÃO POR MEIO DA DROGA

 

Normalmente a experimentação de algum vício novo é associada a duas coisas comuns: a necessidade de inserção social em algum grupo específico e a curiosidade. Se o usuário tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade), (se quer saber o que é o TDAH, clique aqui), por exemplo, a sensação de euforia proveniente do uso da droga pode ser muito mais intensa do que em uma pessoa que não tem essa doença. Nesses casos, a probabilidade de se tornar dependente é maior do que quando a não se apresenta esse quadro.

 

Muitos usuários de drogas dizem que seu vício não os afasta do contato social, e que, muito pelo contrário, é um agente de interação social entre pessoas que têm um pensamento comum.

 

Vagner Pereira é um dos adeptos dessa teoria. “Eu praticamente nunca fumo maconha sozinho. Quase sempre estou com amigos e, nesse momento, a gente vai querer se divertir um pouco ou simplesmente dar uma relaxada.”

 

A psicóloga Ana Stuart diz que essa sociabilização decorrente do uso da droga é um mito. “Os usuários não têm consciência de que eles vão se afastando pouco a pouco do contato com a sociedade. Em quadros mais avançados da dependência, a pessoa pode chegar ao ponto de se trancar no quarto e não querer falar nem com seus familiares.”

 

Entre usuários e estudiosos do assunto, as noções, no que se refere ao vício, são bastante divergentes. O usuário de maconha V. P, de 26 anos, fuma desde os 16, e não se considera viciado. “Eu não me sinto viciado não. Inclusive nesse momento eu tenho fumado pouco. Não paro porque não acho que seja errado, nem que me faça mal. Na verdade, eu acho que me faz bem, me deixando mais relaxado quando eu estou estressado.”

 

Já na opinião da psicóloga Ana Stuart, a definição de vício é um pouco diferente. “O usuário já pode ser considerado viciado quando ele começa a defender a droga como se fosse um parente seu. Como se fosse a esposa, ou o irmão.”

 

As drogas e a música

 

Uma das relações íntimas que unem usuários de drogas comuns são os tipos de música que determinadas “tribos” ouvem. Um exemplo recorrente nos últimos tempos é a explosão das “raves”, que estão associadas a um aumento significativo no consumo de ecstasy e lsd entre os freqüentadores dessas festas.

 

A usuária A.C., de 23 anos, diz que usa drogas dependendo do ambiente em que está e de que música está rolando. “Se eu estiver em Ibitipoca, num festival de reggae, provavelmente eu vou querer fumar maconha, mas, se eu estiver numa “rave”, eu tomo meia bala (ecstasy) pra agitar mais.”

 

Em algumas músicas de vários gêneros são explícitas as referências ao uso de drogas. Raul Seixas, por exemplo, na música “Como Vovó já dizia”, faz referência ao uso da maconha, nos versos “quem não tem colírio usa óculos escuros”, em alusão à vermelhidão nos olhos causada pela substância.

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5 Respostas para “As drogas e suas implicações na sociedade atual

  1. Iluska Coutinho

    Boa matéria, com abordagem interessante sobre co-dependência. Apesar disso houve uma certa fuga da pauta inicialmente estabelecida.

  2. Juliana

    Eu fumo maconha nos finais de semana quando estou com meus amigos, a maconha relacha e faz a gnt rir… faz 6 anos q eu fumo, há dois meses eu fui pra florida com a minha família, fiquei 6 meses sem fumar, soh voltei a fumar quando voltei ao Brasil, e não me considero uma viciada, o ecstazy e o LSD só uso quando vou para festas….

    Vlw gntiii

  3. TbS

    Eu fumo maconha a 3 anos , mas estou morando com meu pai a 2 meses tem 2 meses que não fumo , eu so fumo quando tenho vontade não sou vicia já fiquei em um intervalo de 1 ano sem fuma voltei porque me relaxa me sinto bem nda além disso .

  4. Romilson

    VOCÊS MACONHEIROS FILHOS DUMA PUTA..ISSO É PROIBIDO E ACABA COM VOCÊS BANDO DE FILHOS DA VACA

  5. carla gabriela

    acho que tem amor avida nao fuma maconha cuide da sua vida ela so é uma curta a vida sem maconha…
    QUEM AMA CUIDA

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